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Baiano Investe € 1,5 Milhão e Leva o Salon Du Chocolat ao Brasil: A Doçura que Você Não Pode Perder!

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O Impacto do Salon du Chocolat no Brasil: Um Novo Capítulo para a Cacauicultura

“Trazer o Salon du Chocolat para o Brasil é, na verdade, um esforço de todos os produtores de cacau brasileiros. Nós somos apenas os instrumentos para tornar isso possível.” Essa visão de Marco Lessa, CEO do Grupo M21, vai além da simples chegada de um evento internacional ao nosso país. Ela reflete uma estratégia meticulosamente planejada por décadas para reposicionar o Brasil na cena global do cacau, agora concretizada com a confirmação da edição brasileira do Salon du Chocolat, programada para dezembro de 2026.

Um Marco para o Cacau Brasileiro

Apresentada em primeira mão à Forbes Agro, essa novidade surge em um contexto promissor. O Salon du Chocolat, cuja origem remonta a 1994, é um evento icônico que acontece em cidades como Paris, Tóquio, Nova York e Dubai. Essa edição brasileira não será apenas um evento, mas sim uma plataforma de negócios que visa elevar a cadeia produtiva do cacau, saindo da lógica de commodity e buscando agregar valor ao produto.

“Assumimos a responsabilidade pela franquia do Salon du Chocolat no Brasil. Queremos reduzir a dependência do modelo de commodity, que prejudica tanto o produtor,” afirma Lessa.

O Potencial Econômico do Evento

O investimento para a realização do Salon du Chocolat no Brasil está previsto entre € 1 milhão e € 1,5 milhão (equivalente a aproximadamente US$ 1,1 milhão a US$ 1,6 milhão ou R$ 5,5 milhões a R$ 8 milhões). Esse valor inclui licenças, estrutura do evento e a captação de profissionais internacionais. Lessa destaca um ponto crucial: “Queremos trazer o cacau para o foco principal do debate.”

O evento não se limita a exposições; incluirá rodadas de negócios e contratos de fornecimento, criando um efeito positivo que pode ser percebido a médio e longo prazo. Para se ter uma ideia, em Paris, o Salon du Chocolat movimenta cerca de € 10 milhões (aproximadamente US$ 10,8 milhões ou R$ 54 milhões), mostrando o enorme potencial econômico que esse modelo oferece.

Da Propaganda ao Agro de Valor Agregado

O Grupo M21, fundado por Lessa em Ilhéus, na Bahia, no início da década de 1990, começou como uma agência de publicidade e, com o tempo, expandiu suas atividades para incluir eventos e projetos culturais no agronegócio. Com anos de experiência em unir mercado, cultura e produção, a empresa se preparou para um projeto audacioso: tornar o cacau brasileiro um protagonista no cenário global.

O mercado de chocolate no Brasil teve uma avaliação de US$ 3 bilhões em 2025 e espera-se que alcance US$ 4,1 bilhões até 2034, com um crescimento anual estimado em 3,84%. Essa expectativa revela o grande potencial econômico que estamos lidando.

Brasil: Um Elo Completo na Cadeia do Cacau

Um dos principais diferencias do Brasil está na sua capacidade de integrar toda a cadeia produtiva: desde a plantação do cacau até o consumo final. “Somos o único país que produz cacau, consome cacau, produz chocolate e também consome chocolate,” pontua Lessa. Essa integração é uma característica rara entre os países que fazem parte do mercado global de chocolate.

A expansão da produção para 24 estados só reforça essa vantagem, diluindo a dependência regional e fortalecendo a base produtiva do Brasil.

Disputa Por Sede e Estratégias Locais

Ainda não está definida a cidade que irá receber o evento, com três opções em discussão: São Paulo, Salvador e Belém. Cada uma delas apresenta uma estratégia diferente:

  • São Paulo: Foco no consumo e nos negócios.
  • Salvador: Conexão com a história da produção de cacau.
  • Belém: Símbolo da nova fronteira amazônica da cacauicultura.

A decisão final, que deve equilibrar logística, mercado e posicionamento internacional, será anunciada no final de abril.

Complementaridade na Cadeia, Não Concorrência

É importante destacar que a chegada do Salon du Chocolat não substitui eventos já existentes, como o Chocolat Festival, criado em 2009. “Esses eventos se complementam.” Enquanto o festival foca na base produtiva, o salão conecta o Brasil ao mercado internacional.

Essa abordagem cria uma estrutura mais robusta para o desenvolvimento da cadeia, essencial para o crescimento do setor.

Da Crise à Construção de Valor

A origem da estratégia das feiras de cacau da M21 remonta ao colapso da cacauicultura baiana no final dos anos 1980, quando a produção diminuiu drasticamente devido à doença vassoura-de-bruxa. Essa crise evidenciou a fragilidade de um modelo de negócio que dependia da venda de amêndoas sem diferenciação.

Foi nesse cenário que Lessa iniciou a articulação do Chocolat Festival, visando verticalizar a cadeia produtiva. O objetivo era estimular a produção de chocolate de origem, aumentando margens e criando uma identidade para o produto brasileiro.

“Percebi que o Brasil produzia chocolate de qualidade inferior, e muitas pessoas não sabiam que chocolate vinha do cacau,” disse Lessa, apontando para um problema que ia muito além da produção — atingindo também a percepção do mercado.

Rumo à Expansão Internacional

Além de consolidar o Salon du Chocolat no Brasil, a M21 busca expandir o modelo para outros países da América do Sul, como Argentina, e já recebeu convites para edições na Europa, especificamente em Portugal e Espanha. No entanto, o foco imediato é a realização do evento nacional. “Nosso objetivo prioritário agora é fazer o Salão no Brasil,” enfatiza Lessa.

A meta é posicionar o Brasil como um protagonista global em um mercado que cada vez mais valoriza qualidade, origem e narrativa.

Um Novo Futuro para o Cacau Brasileiro

Com a chegada do Salon du Chocolat, o Brasil se beneficia de uma oportunidade ímpar de redefinir sua imagem no mercado de chocolate e cacao. Essa movimentação não apenas conecta o nosso produto a um público mais global, mas também possibilita transformar uma cadeia produtiva, trazendo visibilidade e valor.

Qual é a sua opinião sobre essa nova fase do cacau brasileiro? Você acredita que eventos como o Salon du Chocolat podem efetivamente mudar a perspectiva do mercado? Compartilhe suas ideias e reflexões!

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