Início Economia Desvendando os ETFs: Dicas Imperdíveis do CEO da Investo para Iniciantes!

Desvendando os ETFs: Dicas Imperdíveis do CEO da Investo para Iniciantes!

0


Nos últimos tempos, a diversificação de investimentos através de ETFs (Exchange Traded Funds) tem ganhado destaque entre os investidores brasileiros. Isso se deve, em parte, à maior acessibilidade a produtos globais e à busca por soluções que proporcionem eficiência tributária. Para muitos iniciantes, a dúvida que persiste é: por onde começar a alocação de recursos?

De acordo com Cauê Mançanares, CEO da Investo, a escolha do investimento ideal depende do perfil de risco de cada investidor. De maneira geral, a renda fixa continua a ser a porta de entrada mais comum para aqueles que ainda estão se familiarizando com o mercado financeiro.

“Para investidores com um perfil mais conservador, a renda fixa costuma ser o primeiro contato. Esse conselho é aplicável a todos, pois todos os brasileiros, em algum momento, terão uma parcela de seus investimentos nessa classe de ativos,” observa Mançanares.

Nesse cenário, os ETFs atrelados à renda fixa surgem como uma alternativa inovadora em comparação com produtos tradicionais, como o Tesouro Direto e CDBs. Eles oferecem vantagens operacionais e tributárias, como a isenção de IOF e a ausência de come-cotas, o que torna essa opção ainda mais atraente para quem está começando. “É uma maneira eficiente de iniciar,” explica Mançanares.

ETFs: uma estrutura global para investidores

Para os investidores com maior apetite ao risco, a recomendação é começar por uma exposição global antes de se aprofundar em investimentos mais específicos.

“Se o investidor já reconhece a importância da renda variável no long prazo, ele pode iniciar sua alocação com um ETF que já proporciona ampla exposição a toda a renda variável mundial,” afirma Mançanares.

A partir desse núcleo, é possível construir alocações satélites, focando em temas ou setores específicos, como tecnologia, inteligência artificial, energia renovável ou mesmo criptomoedas, com porcentagens menores no portfólio.

Essa abordagem, segundo o executivo, visa proporcionar diversificação sem necessitar da escolha individual de ativos. “O ETF assume essa responsabilidade e oferece segurança, eliminando a necessidade de stock picking por parte do investidor,” conclui.

Ouro: um ativo revalorizado como proteção

Outro ativo que tem retornado à atenção dos investidores é o ouro, especialmente em tempos de crescente incerteza global e as ações de bancos centrais.

“Historicamente, o ouro sempre foi considerado uma reserva de valor. Nos últimos 50 anos, consolidou-se como um ativo de proteção em períodos de crise, apresentando descorrelações com ações e renda fixa,” afirma Mançanares.

O aumento das compras de ouro por bancos centrais, particularmente em economias que buscam diversificar suas reservas e reduzir a dependência do dólar, reforça a relevância desse ativo. “A confiança no dólar não é mais a mesma, e isso leva os investidores a buscar alternativas, e o ouro se destaca nesse cenário,” explica.

Por isso, a recomendação é que o ouro ocupe um espaço significativo no portfólio. “Observamos que portfólios que incluem de 10% a 15% em ouro funcionam como uma proteção eficaz contra a volatilidade do mercado,” enfatiza Mançanares.

Quais são os principais ETFs disponíveis?

Entre as opções disponíveis no mercado, Mançanares destaca diversos ETFs, incluindo alguns oferecidos pela Investo, que atendem diferentes perfis de investidor.

Para quem busca investir em renda fixa, ele menciona produtos como LFTB11, LFTS11 e XFIX11, que estão relacionados a taxas pós-fixadas e à dinâmica de juros no Brasil.

Se o objetivo é a exposição global, o ETF WRLD11 é uma opção interessante para acessar a renda variável internacional de uma única vez. No campo das estratégias temáticas, opções como BITH11, focado em Bitcoin, o CHIP11, que se concentra em semicondutores, NUCL11, voltado para energia nuclear, além do USTK11, que investe no setor de tecnologia, também se destacam.

Além disso, existem alternativas em crédito e ativos diferenciados, como o BIZD11, que investe em crédito privado americano, e o GLDX11, que é um ETF de ouro, utilizado como proteção em cenários de incerteza.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile