O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 3, que ainda não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre indicações para o Banco Central após a vitória eleitoral do petista. Segundo ele, as futuras escolhas seguirão critérios técnicos e não terão o objetivo de isolar o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, nem qualquer outro integrante da autoridade monetária.
Indicações ainda não foram discutidas
Durigan disse que não houve oportunidade para tratar com Lula dos nomes que poderão ser indicados ao Banco Central. O ministro afirmou que o assunto será conduzido com rigor técnico, nos mesmos moldes das escolhas feitas até agora, e que os candidatos poderão ter perfis diferentes, desde que sejam considerados adequados para as posições.
“Nós não tivemos nem espaço de conversar com o presidente sobre novas indicações para o Banco Central. Isso vai ser feito com rigor técnico, como sempre foi feito, com diferentes perfis, mas sempre técnicos e os melhores para aquelas posições”, declarou Durigan.
A fala do ministro indica que, até o momento, não houve uma conversa entre ele e Lula sobre os nomes para a autoridade monetária. Durigan não apresentou candidatos nem informou quando o tema deverá entrar na pauta. Também não detalhou quais cargos poderiam ser objeto de futuras indicações.
Ao comentar os critérios, o ministro afirmou que não houve mudança de perspectiva ou de avaliação em relação às escolhas. Segundo ele, a seleção deve manter a exigência de competência técnica e considerar profissionais que possam ocupar as posições. A declaração não especificou quais qualificações seriam avaliadas, nem citou nomes cotados.
Durigan nega risco de isolamento
O ministro também afastou a possibilidade de que uma nova indicação seja interpretada como tentativa de deixar Galípolo ou outro integrante do Banco Central isolado ou menosprezado. Para Durigan, a manutenção de critérios técnicos é compatível com a busca de convergência entre as políticas do governo e o objetivo de melhorar a vida da população.
“Não há nenhuma mudança de perspectiva, mudança de avaliação ou de critério para essas indicações. Então, não faz nenhum sentido e ninguém vai se sentir isolado ou menosprezado se você tiver, de novo, respeitado a competência do presidente, uma indicação técnica que busque convergir as políticas do governo para a melhoria da vida das pessoas”, afirmou.
Ao mencionar a competência do presidente, Durigan se referiu à prerrogativa de Lula de fazer as indicações, segundo a própria declaração. O ministro, porém, não detalhou como o processo será organizado nem se haverá conversas com outros integrantes do governo antes de uma decisão. A informação apresentada por ele foi que não tratou do tema com o presidente.
Sucessão na Fazenda também não entrou na conversa
Durigan afirmou ainda que não conversou com Lula sobre uma eventual sucessão no Ministério da Fazenda. Segundo o ministro, os únicos economistas com quem o presidente tem conversado são os integrantes da própria equipe. Ele não citou nomes nem indicou que essas conversas estejam relacionadas a uma escolha para o comando da pasta.
As declarações mantêm separados, na fala do ministro, dois assuntos: as futuras indicações ao Banco Central e a sucessão na Fazenda. Sobre o primeiro, Durigan disse que os critérios técnicos serão preservados, mas que não houve conversa com Lula sobre nomes. Sobre o segundo, afirmou que não discutiu a própria sucessão e mencionou apenas que o presidente tem conversado com economistas da equipe.
Durigan não anunciou mudanças nos critérios para as indicações nem antecipou prazos para novas escolhas. A mensagem central do ministro foi que eventuais nomes deverão ser avaliados tecnicamente e que, na visão dele, uma indicação feita nesses termos não deve ser entendida como uma tentativa de afastar ou desvalorizar os atuais integrantes do Banco Central.