O Ibovespa caiu 0,82% na sessão de quinta-feira (5) e fechou aos 166.191 pontos, perto da mínima do dia, em um movimento que reduziu parte da recuperação registrada no pregão anterior. Para a análise técnica de Rodrigo Paz, analista CNPI-T, o índice ainda mostra pressão vendedora, embora indicadores de sobrevenda possam favorecer repiques; os níveis de suporte e resistência estão no radar dos investidores nesta sexta-feira (6).
Ibovespa segue abaixo das médias
O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre 166.189 e 168.994 pontos e terminou praticamente na mínima. Apesar da alta anterior, continua abaixo dos 170 mil pontos e distante do recorde de 209.713 pontos, registrado no início de outubro.
No gráfico diário, o Ibovespa está abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, referências usadas por analistas para acompanhar tendências de preços. A distância em relação a essas médias mantém, segundo Paz, o viés de baixa, mas a condição técnica esticada pode abrir espaço para tentativas de recuperação.
O Índice de Força Relativa (IFR), indicador que mede a intensidade dos movimentos de alta e de queda, estava em 26,65 no período de 14 sessões. O nível é considerado região de sobrevenda e pode favorecer repiques, mas não confirma a formação de um fundo nem a reversão da tendência.
Para retomar força compradora, o índice precisaria superar resistências em 174.500, 181.480 e 189.487 pontos. Acima desses níveis, os próximos objetivos seriam 203.050 pontos e, depois, a máxima histórica de 209.713 pontos. No sentido oposto, o primeiro suporte indicado é 164.445 pontos. Se perder essa marca, o Ibovespa poderá buscar 153 mil pontos e, em uma correção mais extensa, 147 mil pontos.
No gráfico de 60 minutos, o índice voltou a ficar abaixo das médias de 9 e 21 períodos. O fechamento junto à mínima da sessão mantém aberto o risco de continuidade da queda. As resistências de curto prazo estão em 166.810, 169.125 e 171.750 pontos. Uma recuperação confirmada com entrada de volume poderia levar o índice a 178.530 e 181.565 pontos, e posteriormente a 189.487 e 195.305 pontos.
A perda de 166.190 pontos, por sua vez, poderia levar a testes de suporte em 164.446 e 163.570 pontos. Abaixo dessa faixa, os níveis observados são 161.765 e 160.180 pontos, seguidos por 159.375 e 157.565 pontos.
Mini-índice e minidólar têm direções distintas
O contrato de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, recuou 1,16% na quinta-feira e encerrou aos 167.495 pontos. No gráfico de 15 minutos, terminou abaixo das médias móveis, o que, na avaliação de Paz, recolocou os vendedores no controle do curto prazo. O suporte imediato está entre 167.355 e 167.100 pontos; a resistência fica entre 168.955 e 169.230 pontos. A perda do suporte pode prolongar a correção, enquanto a superação da resistência abriria espaço para uma tentativa de recuperação.
A estrutura do mini-índice também permanece baixista no gráfico diário, embora a condição de sobrevenda permita repiques técnicos. No gráfico de 60 minutos, o contrato fechou abaixo das médias de curto prazo, e uma reação dependeria da entrada de volume comprador.
Já o minidólar WDOZ26, também com vencimento em dezembro, subiu 0,81% e fechou aos 5.531 pontos. No gráfico de 15 minutos, o contrato encerrou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinal de retomada do fluxo comprador na leitura técnica. O suporte imediato está entre 5.519,5 e 5.502,5 pontos, enquanto a primeira resistência vai de 5.533 a 5.538,5 pontos. O rompimento de uma dessas regiões pode indicar a direção do próximo movimento.
No gráfico de 60 minutos, o minidólar também permanecia acima das médias de 9 e 21 períodos. A continuidade da alta depende da superação das resistências mais próximas; a perda dos suportes pode abrir espaço para uma correção.
Futuro de Bitcoin cai 6,37%
O contrato futuro de Bitcoin BITX26, com vencimento em novembro, recuou 6,37% na última sessão e terminou aos 414.120 pontos. No gráfico diário, o movimento rompeu as médias móveis de 9 e 21 períodos com volume elevado, deteriorando a estrutura de curto prazo e reforçando o viés negativo apontado por Paz.
O IFR de 14 períodos estava em 45,42, em região neutra, sem indicar sobrevenda. Para a queda continuar, o contrato precisaria perder a faixa entre 411.860 e 399.730 pontos. Os alvos seguintes seriam 392.530 e 377.770 pontos; em uma correção mais extensa, 359.640 e 332.690 pontos.
Para ensaiar uma recuperação, o futuro teria de superar 424.870 e 448.440 pontos. Acima dessa região, os próximos níveis técnicos indicados são 467.540 e 483.225 pontos, seguidos por 525.800 e 596 mil pontos.