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MT Promete Acabar com o Uso de Lenha Nativa em Usinas de Etanol até 2034: O Futuro Sustentável da Energia!

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Mato Grosso e o Futuro Sustentável: Compromisso Verde com a Biomassa

O estado de Mato Grosso, conhecido por sua força na agroindústria, deu um importante passo rumo à sustentabilidade. Recentemente, foi assinado um Termo de Compromisso Ambiental (TCA) que visa eliminar, até 2034, o uso de lenha proveniente de matas nativas nas caldeiras que alimentam usinas de energia, como as de etanol de milho. Essa decisão, firmada com o Ministério Público do Estado, surge em meio a preocupações sobre práticas que podem afetar o meio ambiente.

A necessidade de transformação

Este termo é um reflexo da urgência em adotar práticas mais responsáveis diante do crescimento descontrolado do setor. A indústria do etanol de milho, que está em expansão acelerada em Mato Grosso, demanda uma quantidade cada vez maior de biomassa. Contudo, a maneira como essa biomassa é extraída pode ser determinante para a saúde das florestas nativas e, consequentemente, para a sustentabilidade do próprio setor.

Impacto do crescimento

Dados do IBGE revelam que, entre 2021 e 2024, o consumo de matéria-prima florestal nas agroindústrias dobrou, atingindo 7,4 milhões de metros cúbicos. Em contrapartida, a área plantada com eucaliptos, uma fonte de biomassa renovável, sofreu uma queda de 3,5%. Essa disparidade levanta um alerta sobre o que pode acontecer se o planejamento florestal e agroindustrial não acompanhar o crescimento da demanda.

O que diz o TCA?

O TCA assinado pelo governador Otaviano Pivetta estabelece metas claras para garantir a sustentabilidade do uso da biomassa. Entre os objetivos principais, estão:

  • Redução do uso de lenha nativa: O compromisso é reduzir o consumo de lenha oriunda de áreas de desmatamento para 50% até o final de 2030, 40% até 2031, 30% até 2032 e 10% até 2033. A partir de 2034, a meta é zero.
  • Planejamento florestal: O governo deverá aprovar, em até 30 dias, um decreto que regulará um plano de expansão de áreas de florestas plantadas para 700 mil hectares até 2040.
  • Manejo sustentável: A meta também inclui a ampliação do manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040.

Uma solução prática

Para atingir essas metas, o Estado propõe estratégias que incluem o plantio de eucalipto e o uso de resíduos agroindustriais. O governo reconhece que a colheita de eucalipto leva entre seis a sete anos, o que exige um planejamento a longo prazo. Além disso, desde 2027, as empresas terão que comprovar a regularidade da origem da lenha que utilizarem.

O desafio na prática

No entanto, o caminho para uma agroindústria mais sustentável não é simples. A Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta) adverte que a crescente demanda pode resultar em um “apagão” da biomassa. Isso significa que, enquanto o setor de etanol de milho se expande, a disponibilidade de matéria-prima de florestas plantadas pode não acompanhar esse ritmo.

  • Déficit de biomassa: A Arefloresta já sinaliza que há um déficit na matéria-prima necessária para a geração de energia utilizada na produção de etanol de milho.

Olhando para o futuro

A fiscalização rigorosa e a implementação de novas práticas sustentáveis serão cruciais para garantir que o crescimento da agroindústria não venha à custa do meio ambiente. A pressão por uma expansão sustentável é essencial não só para o bem da localidade, mas também para a imagem do setor em um mundo cada vez mais preocupado com a sustentabilidade.

Engajamento da sociedade

É fundamental que a sociedade civil e as empresas se unam nesse esforço. O papel de cada um na redução do desmatamento deve ser reforçado, e a conscientização sobre práticas sustentáveis pode ser um diferencial para o futuro.

  • Práticas recomendadas:
    • Engajamento comunitário: Incentivar a participação de comunidades locais na preservação e reflorestamento.
    • Educação ambiental: Criar programas que informem sobre a importância da preservação florestal e o uso consciente da biomassa.

Reflexão final

O compromisso do governo de Mato Grosso em revisar suas práticas de consumo florestal representa uma janela de oportunidade para transformar a maneira como a agroindústria se relaciona com a natureza. Ao adotar medidas efetivas e sustentáveis, é possível garantir um futuro mais equilibrado, onde o crescimento econômico caminha lado a lado com a preservação ambiental. Basta que haja disposição para seguir esse rumo.

E você, o que pensa sobre esta mudança? Acredita que ações como essas podem fazer a diferença? Compartilhe suas opiniões e vamos juntos refletir sobre o que podemos fazer para apoiar a sustentabilidade em nosso Estado e em todo o Brasil.

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