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Pré-Mercado: Como as Novas Tarifas Americanas Podem Impactar Seus Investimentos!

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Bom dia! Hoje é quarta-feira, 22 de julho.

Cenário Econômico em Foco

A abertura do mercado nesta quarta-feira traz uma nova realidade para os investidores brasileiros, que estão atentos às tarifas de 25% sobre diversos produtos exportados para os Estados Unidos, a partir de hoje. Essa decisão foi anunciada pelo governo Trump no dia 15 de julho, após uma investigação da Seção 301 realizada pelo United States Trade Representative (USTR).

Os setores mais afetados incluem:

  • Madeira: 83% das exportações sujeitas à tarifa
  • Minerais não metálicos: 56%
  • Produtos químicos: 52%
  • Alimentos: 38%

Três outros setores em destaque são: calçados, vestuário e autopeças, além de máquinas, equipamentos elétricos, plásticos e rochas ornamentais.

Além disso, os EUA estão iniciando uma segunda investigação, também com base na Seção 301, que pode resultar em uma tarifa extra de 12,5% sobre produtos de cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Se isso se concretizar, a taxa total sobre algumas exportações brasileiras poderá alcançar 37,5%.

Contudo, na semana passada, o governo americano decidiu ampliar a lista de isenções, retirando cerca de 2.100 itens da cobrança. Entre os produtos que ficaram de fora estão carne bovina, café, suco de laranja, ferro-gusa e até mesmo aeronaves, uma medida que favorece as exportações da Embraer.

As previsões sobre o impacto nas exportações brasileiras variam bastante. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Câmara Americana de Comércio (Amcham) estimam que essas tarifas podem comprometer até US$ 11 bilhões em exportações — isso representa aproximadamente 26,2% do total exportado, com foco nas áreas agrícola, industrial e de minerais críticos.

Por outro lado, o governo brasileiro parece mais otimista. A Apex Brasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços acreditam que o impacto será de aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Essas diferenças de estimativa refletem abordagens metodológicas distintas, sem uma revisão direta de uma proposta sobre a outra.

Uma análise inicial sugere que as tarifas terão um efeito relativamente pequeno sobre o crescimento econômico, podendo reduzir entre 0,1 e 0,2 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa é de que, por estarem excluídos do novo tarifário, produtos como café, petróleo, carne bovina, aeronaves comerciais e celulose minimizem os danos.

No cenário financeiro, boa parte dos efeitos já estava precificada pelos ativos, especialmente após o anúncio da lista de exceções na semana passada. O impacto direto deverá ser a queda na receita em moeda estrangeira para os setores afetados, o que pode pressionar o câmbio. Entretanto, os altos juros no Brasil ainda atraem investidores estrangeiros, o que pode, em parte, amenizar as consequências negativas na taxa de câmbio.

O dólar encerrou a terça-feira em queda, cotado a R$ 5,0737, uma desvalorização de 0,31%, o que representa a menor cotação desde 15 de junho. O euro também começa o dia em baixa, a 5,79 reais. O real se mantém entre as moedas emergentes mais valorizadas deste ano, favorecido pelos juros altos no país e pela alta internacional do petróleo, que beneficia nações exportadoras dessa commodity.

Olhares para o Futuro

Além das tarifas, o dia apresenta um quadro negativo em outros aspectos. Os preços do petróleo estão em alta de quase 4%, com o barril do tipo Brent negociado a US$ 94,50. Os contratos futuros dos principais índices americanos e as ações brasileiras em Nova York apresentam um desempenho de baixa no pré-mercado.

Na terça-feira (21), a situação se complicou quando três petroleiros carregados com óleo da Arábia Saudita reverteram sua rota no Mar Vermelho devido a ameaças dos rebeldes houthis do Iémen, que são aliados do Irã. O Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo, continua sob risco de fechamento. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, mencionou nesta quarta-feira em Manila que os Estados Unidos estão abertos ao diálogo, mas ressaltou que o Irã parece não demonstrar seriedade nas negociações, aumentando as preocupações de que não haverá uma solução rápida para a crise.

Indicadores do Dia

BRASIL

Sem indicadores relevantes

EUA

Estoque de petróleo bruto

Expectativa: -2,000 milhões

Anterior: -1,692 milhões

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