Início Economia Precisamos de Sonhadores: O Futuro É dos Capitalistas, Não do Capitalismo!

Precisamos de Sonhadores: O Futuro É dos Capitalistas, Não do Capitalismo!

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O Cenário da Inteligência Artificial e o Futuro Econômico dos EUA

Após o recente Fórum Econômico Mundial em Davos, duas questões se destacam: a crescente desconfiança de aliados tradicionais dos Estados Unidos em relação à sua liderança global e a incessante curiosidade sobre o potencial das tecnologias de inteligência artificial (IA) desenvolvidas no país. Vamos explorar como esses temas se entrelaçam e o que podem significar para o futuro econômico da nação.

A Revolução da Inteligência Artificial

No evento, a IA foi o tema central em quase todos os painéis. O ano de 2025 foi notável no setor de capital de risco, com aproximadamente 70% dos investimentos direcionados a empresas de IA. Contudo, essa análise apresenta um paradoxo: ainda que os valores dos investimentos tenham aumentado, o número de transações caiu. De fato, o final de 2025 registrou o menor volume de operações de capital de risco em duas décadas.

O Impacto da Queda nas Novas Ideias

Essa redução no número de investimentos pode ter consequências sérias. Um ambiente de menos startups resulta em:

  • Menos inovações: A escassez de novas ideias limita a evolução da economias.
  • Redução de empregos: Sem novas empresas e inovações, a criação de empregos estagna.
  • Dinamicidade diminuída: Esses fatores, em resumo, podem tornar a economia americana menos dinâmica.

O Desafio da Mobilidade Econômica

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, destacou que “nostalgia não é uma estratégia” ao criticar a ideia da “Pax Americana”. Esse sentimento pode estar refletindo uma nova realidade; a promessa dos EUA como terra das oportunidades está se tornando cada vez mais questionável.

Historicamente, 90% das crianças nascidas em 1940 superavam a renda dos pais. Hoje, esse número caiu para apenas 50% entre os millennials. Em comparação, países como Suécia, Alemanha e Japão oferecem maior mobilidade social.

Desigualdade Crescente

Estatísticas recentes revelam que 1% das famílias mais ricas nos EUA detém uma riqueza 15 vezes superior à dos 50% mais pobres, concentrando cerca de um terço dos ativos do país. Essa discrepância só tende a aumentar, favorecendo o quintil de renda mais elevado e dificultando a vida dos menos favorecidos.

Essa crescente desigualdade não afeta apenas a economia. Ela também prejudica a democracia e acirra a polarização social, enfraquecendo a segurança e a coesão do país.

Oportunidades de Mudança no Mundo Empresarial

Apesar desse cenário desafiador, há sinais de que mudanças positivas estão começando a ocorrer. No último ano, entrevistas com CEO, acadêmicos e líderes empresariais indicaram uma transição de um modelo focado em acionistas para um que prioriza todas as partes interessadas.

Exemplos Inspiradores de Liderança

  • Dan Schulman, ex-CEO do PayPal: Ele se surpreendeu ao descobrir que um de seus funcionários estava vendendo plasma para pagar as contas. Isso o motivou a implementar mudanças significativas, buscando aumentar a renda disponível de 4% para 20%. Resultado? Um aumento geral nos salários, opções de ações para todos os funcionários e redução de custos de saúde em 60%, resultando em maior produtividade.

  • Peter Stavros, CEO da KKR: Ele compartilhou a visão de que é essencial motivar os trabalhadores da linha de frente. Na KKR, modificou planos de participação acionária para garantir que todos compartilhassem do sucesso. Em uma venda recente, colaboradores ganharam, em média, US$ 175 mil.

Empresas que Fazem a Diferença

A Publix, uma das maiores empresas comandadas por funcionários nos EUA, destaca-se em uma lista de confiança do consumidor, mostrando que empresas que cuidam de seus colaboradores também atraem mais clientes. Além disso, mais de 8.000 empresas estão classificadas como “benefit corporations”, comprometidas em causar um impacto positivo na sociedade, incluindo nomes como Patagonia, Unilever e Danone.

A Necessidade de Expandir as Oportunidades

Embora exista uma tensão entre lucro e responsabilidade social no curto prazo, no longo prazo, essa relação tende a se equilibrar. Greg Curtis, ex-vice-conselheiro geral da Patagonia, afirma que a empresa se vê como investidora em seu futuro, e não como fazendo uma troca.

Atualmente, cerca de 18% dos trabalhadores nos EUA possuem participação acionária em suas empresas. Essa prática deve ser ampliada, garantindo acesso a planos de participação e fundos de propriedade dos trabalhadores.

Educação Financeira e Acesso a Investimentos

Um ponto crucial é a necessidade de melhorar o acesso a investimentos para aposentadoria, oferecendo planos de poupança de qualidade. Os “Trump Bonds”, que estreiam este ano, representam uma ideia inovadora para garantir que cada criança tenha acesso aos mercados de capitais, contribuindo para uma sociedade mais equitativa.

Caminhos Para o Futuro

Para restaurar a força e a competitividade dos Estados Unidos, é essencial:

  • Aumentar a transparência nos mercados de capitais: Assim, investidores e funcionários podem entender quais empresas priorizam o bem-estar coletivo.
  • Reduzir barreiras para a abertura de novos negócios: A essência da inovação está nas ideias, e os EUA precisam fomentar uma diversidade de aplicações em IA e outros setores.

Larry Fink, presidente interino de uma das maiores empresas do mundo, destacou que a prosperidade não se mede apenas pelo PIB ou valor de mercado. É preciso avaliar quantas pessoas conseguem realmente tocar e beneficiar-se dessa prosperidade.

Perspectivas de um Novo Amanhã

Para ser um modelo a ser seguido globalmente, os EUA devem ir além de investimentos em um número restrito de empresas. Muitas vezes, a verdadeira força de um país se reflete em sua capacidade de gerar oportunidades de crescimento e prosperidade para todos.

O futuro depende de um compromisso renovado com a liberdade e as oportunidades, garantindo que aqueles que trabalham duro tenham a chance de prosperar. Somente assim os Estados Unidos poderão restaurar sua força e influência no mundo, alinhando-se a seus ideais de justiça e prosperidade.


As reflexões apresentadas aqui não apenas convidam você a considerar o futuro econômico dos Estados Unidos, mas também estimulam um diálogo sobre como podemos construir um ambiente mais inclusivo e próspero. O que você pensa sobre essas mudanças? Como você vê o papel da IA na economia atual? Compartilhe sua opinião e participe da conversa!

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