Rede D’Or Registra Crescimento, Mas Investidores Buscavam Mais
A Rede D’Or (RDOR3) apresentou um desempenho robusto mais uma vez. Sua atuação nos setores de hospitais, oncologia e seguros mostrou resultados fortes, mas não foram suficientes para satisfazer investimos que aguardavam uma performance “perfeita” da maior rede hospitalar do Brasil.
Resultados Financeiros Impressionantes, Mas Abaixo do Esperado
No primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou uma receita líquida de R$ 16,8 bilhões, representando um crescimento de 11,3% em relação ao ano anterior. Além disso, o Ebitda ajustado aumentou 23,5%, alcançando R$ 3,1 bilhões. Entretanto, o lucro ajustado ficou aquém das expectativas do BTG Pactual, impactado por despesas financeiras heterogêneas e uma alta taxa efetiva de impostos, que surpreendeu negativamente.
Conforme os analistas do banco, o trimestre teve um bom desempenho operacional, mas não trouxe a surpresa positiva que muitos esperavam. “Não foi um grande destaque desta vez, mas ainda assim foi um ótimo trimestre”, resumiu o BTG em seu relatório pós-balanço.
O Que Impulsionou a Rede D’Or?
A principal alavanca do trimestre foi novamente a operação hospitalar da Rede D’Or.
A receita bruta dos hospitais alcançou R$ 9,2 bilhões, com um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, sustentada por aumento no volume de atendimentos e na elevação do ticket médio. O número de dias de internação subiu 4%, enquanto o ticket médio hospitalar cresceu 10% em comparação anual.
- Taxa de ocupação mantida em 77,5%, superior à do ano anterior.
- Leitos operacionais atingiram 10.486 unidades.
Contudo, o grande destaque foi a oncologia. A receita bruta da oncologia cresceu 24% no trimestre, superando R$ 1 bilhão, impulsionada por um aumento de 16% no número de infusões, além de elevações no ticket médio.
Ampliação da Competitividade
Segundo o BTG Pactual, a Rede D’Or continua a se destacar em relação à concorrência, beneficiando-se de uma maior escala, diluição de custos fixos e uma expansão contínua das operações.
SulAmérica e Seu Impacto nas Margens
A SulAmérica apresentou um resultado melhor que o esperado, contribuindo para a melhoria das margens consolidadas.
A operação de seguros registrou uma receita líquida de R$ 8,7 bilhões, crescimento de 8% em um ano, enquanto o Ebitda ajustado aumentou 29%, chegando a R$ 1,27 bilhão.
Além disso, a sinistralidade caixa (MLR) melhorou para 77,2%, indicando um desempenho operacional sólido num contexto ainda desafiador para o setor de saúde suplementar.
Entretanto, o lucro ajustado da Rede D’Or não agradou. O BTG informou que as despesas financeiras tiveram um aumento de 42% em relação ao ano anterior, e a alíquota efetiva de impostos subiu para 30,5%, muito acima dos 20% previstos pelos analistas.
Por conta disso, o lucro líquido ajustado foi de R$ 948 milhões, uma queda de 4% em comparação ao mesmo período de 2025 e 14% abaixo das projeções do banco.
Perspectivas Futuras: O Que Esperar da Rede D’Or?
Mesmo com os desafios, o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra das ações da Rede D’Or (RDOR3). O motivo? O crescimento consistente, a expansão das margens, o aumento da participação de mercado e novas oportunidades em oncologia, joint ventures e potenciais aquisições.
A análise demonstra que, apesar das flutuações, a Rede D’Or se solidifica como uma opção atraente para investidores, principalmente acima do desenvolvimento crescente do setor hospitalar e de saúde. O futuro promete ser interessante, com um cenário pleno de oportunidades.
Assim, com dados robustos e um histórico de crescimento, a Rede D’Or continua a se posicionar como um player crucial no mercado de saúde no Brasil. Resta aos investidores acompanharem as movimentações da empresa e do setor para tomar decisões informadas e estratégicas.
