Surpresas no mercado: Ásia fecha com mistério enquanto Europa opera em baixa.



Bolsas mundiais: Ásia fecha mista e Europa opera em baixa

Entre as bolsas mundiais hoje (22), as asiáticas fecharam sem direção única, influenciadas por Wall Street, que ontem perdeu fôlego após encerrar a última semana em níveis recordes.

Liderando perdas na Ásia, o índice japonês Nikkei caiu 1,39% em Tóquio, a 38.411,96 pontos, sob o peso de ações de eletrônicos e de bancos e em meio a incertezas antes da eleição parlamentar no Japão, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,31% em Seul, a 2.570,70 pontos, e o Taiex registrou baixa marginal de 0,03% em Taiwan, a 23.535,43 pontos.

Na China continental, por outro lado, os mercados ficaram no azul, talvez sustentados ainda por esforços de Pequim para impulsionar o crescimento da segunda maior economia do mundo. O Xangai Composto subiu 0,54%, a 3.285,87 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,86%, a 1.953,64 pontos.

Já em Hong Kong, o Hang Seng teve modesta alta de 0,10%, a 20.498,95 pontos, em recuperação que veio no fim do pregão.

O desempenho misto da região asiática veio após os mercados acionários de Nova York se comportarem da mesma forma ontem, com quedas dos índices Dow Jones e S&P 500 e avanço do Nasdaq. No fim da semana passada, tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 haviam renovado máximas de fechamento.

Na Oceania, a bolsa australiana foi pressionada por ações de grandes bancos e de produtoras de minério de ferro, e o S&P/ASX 200 caiu 1,66% em Sydney, a 8.205,70 pontos.

Europa opera em baixa

As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira, à medida que os rendimentos de títulos de governo sobem em meio a expectativas mais fracas para cortes de juros nos EUA e riscos políticos ligados à eleição para a Casa Branca.

Por volta das 6h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha queda de 0,63%, a 518,25 pontos.

A aversão a risco predomina na Europa diante do avanço dos retornos dos Treasuries e de pares europeus, uma vez que crescem apostas de que os juros básicos dos EUA serão reduzidos em ritmo mais lento e riscos de que o republicano Donald Trump volte a ser eleito presidente em novembro. Acredita-se que o déficit fiscal e inflação dos EUA aumentariam em uma eventual nova administração de Trump.

Nos negócios da manhã, o juro da T-note de 10 anos subia a 4,207%, estendendo fortes ganhos de ontem, enquanto o do Bund alemão de mesmo vencimento aumentava a 2,321% e o do Gilt britânico equivalente avançava a 4,246%.

Às 6h45 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,66% e a de Paris recuava 0,73%, enquanto as de Milão, Madri e Lisboa sofriam perdas de 0,85%, 1,23% e 1,16%, respectivamente. Com queda mais contida, a de Frankfurt cedia 0,31%, revertendo ganhos de mais cedo, parcialmente sustentada pela ação da SAP, que saltava 3,4% após a gigante de software alemã ampliar lucros e melhorar suas projeções para o ano.

Ao longo do dia, são esperados comentários de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), incluindo de seus presidentes, Christine Lagarde e Andrew Bailey.

Com Estadão Conteúdo.

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