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Recentemente, a Justiça determinou a suspensão temporária de dois altos executivos do BRB (BSLI4). As ordens afetam diretamente o presidente do banco, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças e Controladoria, Dario Oswaldo Garcia Júnior, num panorama que envolve investigações relevantes no setor financeiro.
Essas ações fazem parte da Operação Compliance Zero, que está sendo conduzida pela Polícia Federal. A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades que afetam o sistema financeiro, resultando, inclusive, na detenção de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Em um comunicado oficial, o BRB anunciou que os executivos estarão afastados por no mínimo 60 dias, mas garantiu que suas operações continuarão normalmente, priorizando a segurança e a continuidade dos serviços para clientes e parceiros.
Mira além: a abrangência da Operação Compliance Zero
A Operação Compliance Zero ganhou destaque nas notícias recentes, especialmente após o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master. Essa medida implica o encerramento das atividades da instituição, com a administração passando a ser da responsabilidade de um liquidante indicado pela autoridade monetária.
Entre as providências adotadas, também estão incluídas a liquidação de uma corretora de câmbio vinculada ao banco e a indisponibilidade de bens de seus controladores e ex-administradores, sinalizando um movimento de rigor no setor.
Além disso, a operação reacendeu discussões sobre a tentativa frustrada do BRB de adquirir o Banco Master. Em março, o BRB havia anunciado uma proposta de compra por R$ 2 bilhões, que representava 75% do patrimônio total do Master. Contudo, essa transação foi rejeitada pelo Banco Central em setembro, gerando uma série de repercussões no mercado financeiro.
A Operação Compliance Zero tem um objetivo claro: combater a criação e a circulação de títulos de crédito fraudulentos no Sistema Financeiro Nacional. As investigações indicam que algumas instituições financeiras podem estar simulando empréstimos e realizando negociações sem o devido respaldo, colocando em risco a integridade do sistema.
Após a divulgação dessas informações, as ações do BRB (BSLI4) apresentaram uma queda significativa. No início da tarde do dia 18, as ações estavam recuando 2,20%, cotadas a R$ 8,02.

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