Recordes de Novembro: Ibovespa e Ações que Brilharam
Em um mês repleto de surpresas e marcas históricas, o Ibovespa superou a barreira de 159 mil pontos, anotando um crescimento notável de 6,37%. Essa alta foi impulsionada pela expectativa de redução nas taxas de juros nos Estados Unidos e pela maior clareza sobre a possível diminuição da Selic no Brasil em 2024.
A Revolução das Ações de Consumo
Com essa atmosfera de queda nos juros futuros, os papéis de empresas voltadas para o consumo doméstico foram os grandes destaques do mês. Vejamos as ações que brilharam e proporcionaram lucros expressivos para seus investidores:
Maiores Altas em Novembro
Magazine Luiza (MGLU3): +23,26%
- O Magazine Luiza, ou Magalu, teve um desempenho excepcional durante o mês. A expectativa de cortes nas taxas de juros no Brasil, que podem acontecer entre janeiro e março, trouxe otimismo para o setor de varejo. Dados pré-Black Friday mostraram que o consumo estava aquecido, com um aumento de 27,9% na receita da segunda-feira e 33,9% na terça.
- O Magalu também anunciou sua parceria com a Americanas, uma ação estratégica para fortalecer seu marketplace.
MRV (MRVE3): +22,53%
- A MRV não ficou para trás e também se beneficiou da queda dos juros. Seus resultados do 3T25 mostraram uma alta de 209% no lucro e avanços significativos nas margens. O Bradesco BBI recomenda a compra de suas ações, como um reflexo da sólida execução da empresa no mercado.
RD Saúde (RADL3): +21,08%
- A RD Saúde destacou-se por sua performance no terceiro trimestre, beneficiada pelo uso de medicamentos como o GLP-1, direcionados para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. O Goldman Sachs projeta resultados resilientes para o futuro, mantendo expectativas positivas para o desempenho das ações.
Vamos (VAMO3): +20,06%
- A Vamos, uma operadora de locação de veículos, também viu suas ações subirem. Embora tenha divulgado resultados que não surpreenderam positivamente, o crescimento na receita e nas vendas de seminovos trouxe um olhar otimista sobre o futuro da empresa.
Cyrela (CYRE3): +16,73%
- A empresa de construção Cyrela apresentou um desempenho financeiro alinhado às expectativas e um portfólio atrativo que impulsiona sua rentabilidade nas operações.
B3 (B3SA3): +16,51%
- O ambiente positivo para a bolsa e as reduções nos juros também impulsionaram a operadora da B3, que reportou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão. Embora tenha enfrentado uma concorrência acirrada, a empresa mostrou resultados melhor do que o esperado.
Além dessas, outras ações também se destacaram, incluindo Vibra (VBBR3), Taesa (TAEE11) e outras, contribuindo para um mês de celebração para o investidores.
Desempenho em Queda
Por outro lado, nem todas as ações tiveram um mês positivo. Algumas empresas enfrentaram dificuldades que impactaram negativamente suas ações:
Maiores Baixas em Novembro
Hapvida (HAPV3): -53,62%
- A Hapvida passou por um golpe severo após divulgar resultados decepcionantes que não corresponderam às expectativas de mercado. Mesmo com um lucro líquido de R$ 338 milhões, a queda foi dramática, levando alguns analistas a considerar a reação do mercado exagerada.
Engie (EGIE3): -23,97%
- A reforma do setor elétrico e os recentes vetos ao projeto estabeleceram incertezas que afetaram negativamente a Engie. Analistas levantam preocupações sobre reembolsos mais baixos para geradoras.
Minerva (BEEF3): -15,58%
- Apesar da divulgação de resultados robustos, a Minerva sofreu com margens abaixo do esperado, refletindo incertezas no mercado.
PetroRecôncavo (RECV3): -15,28%
- As quedas no preço do petróleo impactaram severamente a PetroRecôncavo, que viu suas receitas caírem em relação aos trimestres anteriores.
Raízen (RAIZ4): -10,64%
- A empresa, maior produtora de etanol do Brasil, enfrentou reavaliações negativas por conta de seu alto nível de endividamento, que posteriormente impactou sua capacidade de geração de caixa.
A Olhar Para o Futuro
Com o final de novembro, é claro que o cenário econômico brasileiro está se transformando. A expectativa de cortes nas taxas de juros pode indicar oportunidades de investimento. Estar atento a empresas que demonstram resiliência em suas entregas e a capacidade de adaptação à nova realidade econômica será essencial.
As oscilações do mercado são normais, mas o que claramente se destaca são as empresas que conseguem se reinventar e continuar atendendo seu público de maneira eficaz. Afinal, como investidor, é fundamental não apenas entender a situação atual, mas também projetar como as decisões de hoje impactarão o futuro.
Então, qual é a sua estratégia para o próximo mês? Você está de olho em alguma dessas ações? Compartilhe suas reflexões e fique atento às oportunidades que podem surgir!




