quinta-feira, fevereiro 12, 2026

Como a Queda da Selic Pode Impactar Seus Investimentos em Crédito?


Um Novo Rumor de Corte de Juros: O Que Esperar do Cenário Econômico?

A Hora da Mudança?

Parece que estamos à beira de uma nova fase econômica no Brasil! O Banco Central sinaliza a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes nas taxas de juros, movimentação que poderá impactar tanto o mercado quanto a vida dos brasileiros. Mesmo com os estímulos fiscais que ocorreram nos últimos anos, a taxa de juros elevada tem se mostrado um fator restritivo, atuando pelas vias clássicas de transmissão econômica.

Entre esses fatores, o câmbio se destacou, favorecido mais pela fraqueza global do dólar do que pela diferença de juros praticada no Brasil. Isso contribuiu para a queda da inflação, que passou de 5,5% em março para 4,25% em dezembro de 2025. A questão que fica é: como isso afetará os investimentos em renda fixa e crédito?

Ajuste na Política Monetária

Na última reunião do Copom, o Banco Central deixou claro que está observando o cenário econômico cuidadosamente. A mensagem foi clara: se o panorama se mantiver como esperado, a flexibilização da política monetária pode começar em breve. As expectativas são altas, com muitos analistas projetando um corte de 50 pontos-base na Selic já em março, o que pode levar a taxa para perto de 12% até o final do ano.

De acordo com os modelos do Banco Central, a previsão é de que a inflação medida pelo IPCA fique em 3,4% no final de 2026 e 3,2% em 2027, considerando uma taxa de câmbio de R$5,35 para cada dólar. Para referência, a meta de inflação do Brasil é de 3% com uma margem de tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

Inflação: Realidades Divergentes

Atualmente, a inflação registrada de 4,25% até dezembro de 2025 revela uma dualidade interessante: enquanto os preços de produtos sujeitos à concorrência internacional – como alimentos e bens industriais – se mostram relativamente estáveis com aumentos de apenas 1,4% e 2,4%, respectivamente, os serviços estão disparando, subindo até 7,1%. Essa diferença promete permanecer nos próximos meses.

Dentre as razões, encontramos uma taxa de desemprego que se aproxima das mínimas históricas e um crescimento na renda real, mas sem indícios de uma redução substancial no déficit público. O Real tem se beneficiado da fraqueza do dólar, registrando uma valorização em relação a várias moedas, sinalizada pela alta de mais de 7% na taxa de câmbio multilateral nos últimos 12 meses.

Cenário de Investimentos: O Que Esperar?

O ambiente de juros altos, somado a um crescimento econômico razoável e inflação sob controle, criou uma demanda robusta por ativos e fundos de crédito. Entre 2021 e 2023, as emissões de títulos nesse segmento estavam em média em R$428 bilhões por ano, e as projeções para 2024 e 2025 superaram os R$700 bilhões.

Com a Selic passando de 2% para 15%, o crescimento dos ativos foi impulsionado principalmente pelas debêntures e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). No entanto, produtos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) enfrentaram dificuldades devido a restrições regulatórias.

Regulamentação e Seus Efeitos

A intensa vigilância regulatória e a busca por arrecadação tributária têm impactado fluxos de investimento, especialmente para os FIDCs. Apesar de algumas isenções, como a não incidência de “come cotas”, questões como o IOF afetaram o desempenho dos fundos.

No início de 2025, novas normas foram implementadas para CRIs e CRAs. As discussões em 2023 sobre a tributação de debêntures incentivadas, que não se concretizaram, ainda assim atraíram uma quantidade significativa de capitais, resultando em emissões notáveis: R$67,8 bilhões em 2023 e uma previsão de R$177 bilhões para 2025. Contudo, os prêmios oferecidos por esses ativos continuam a atingir mínimos históricos.

O Mercado de Fundos e Seus Desafios

Os fundos de renda fixa experimentaram uma captação expressiva de R$258 bilhões em 2024, resultando em um bom equilíbrio contra as retiradas em outras categorias, especialmente fundos multimercado. E a tendência se manteve em 2025, com R$84 bilhões captados, ainda que em um ritmo um pouco menos intenso.

Os fundos voltados para crédito, sem contar previdência, expandiram seu patrimônio de R$3,3 trilhões para R$3,9 trilhões em um curto espaço de tempo. O total de patrimônio de todos os fundos no Brasil ultrapassa R$10,7 trilhões!

Expectativas e Projeções Futuras

Atualmente, a curva de juros sugere que a Selic alcançará quase 12% nos próximos anos. A pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, prevê que a taxa só atinja 9,5% em 2029. Embora não se espere uma queda significativa nos juros a ponto de provocar grandes resgates de fundos ou vendas em massa de ativos de crédito, é natural que haja uma migração maior para ativos de risco, como ações e multimercados, à medida que o mercado se ajusta.

As previsões econômicas de crescimento do PIB giram em torno de 2%, com inflação controlada. Isso pode resultar em correções de excessos, com ligeiros aumentos nos prêmios de crédito e alguma volatilidade. No entanto, a importância crescente do mercado de capitais no Brasil parece ser uma mudança estrutural que deverá persistir, mesmo que desacelerando diante de um cenário macroeconômico desafiador.

Desse modo, a conversa sobre os cortes de juros e sua possível influência nos investimentos é válida e necessária. Como você espera que essas mudanças afetem sua estratégia de investimentos? Vamos continuar esse diálogo!

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