terça-feira, fevereiro 24, 2026

Desvendando a Queda: O Que Levou Gerdau (GGBR4) a Perder 3% no 4º Trimestre?


Gerdau: Resultados Que Decepcionam, Mas Oportunidades à Vista

As ações da Gerdau (GGBR4) sofreram um forte recuo nesta terça-feira (24), após a siderúrgica divulgar resultados que ficaram aquém das expectativas do mercado na véspera. Às 10h20, os papéis estavam cotados a R$ 20,92, apresentando uma queda de 3,19%.

Desempenho Variado nos EUA e Brasil

O banco Goldman Sachs analisou que o resultado deste trimestre foi impulsionado principalmente pelos negócios nos Estados Unidos. A margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações sobre receita líquida) chegou a 21%, representando aproximadamente 80% do EBITDA total da empresa. Em contraste, a rentabilidade no Brasil caiu para mínimas históricas, com uma margem limitada a cerca de 7%.

EUA: O Que Está Funcionando

Nos Estados Unidos, as operações da Gerdau continuam a se beneficiar de barreiras comerciais. O crescimento dos volumes de vendas acelerou para 14% em comparação ao ano anterior, superando o crescimento de 10% registrado no terceiro trimestre de 2025. Além disso, a carteira de pedidos se estendeu para 85 dias, comparado a 70 dias no trimestre anterior. Esse bom desempenho é impulsionado pela demanda em setores como construção não residencial e energias renováveis, o que ajudou a manter uma rentabilidade saudável para o primeiro trimestre de 2026.

Desafios no Mercado Brasileiro

Por outro lado, a situação no Brasil se mostra mais desafiadora. A penetração de aço importado se manteve elevada, em 21%, afetando negativamente os volumes de vendas. Apesar disso, os preços realizados se mostraram melhores do que o aguardado, mesmo em um cenário de mix de produtos menos favorável. O quarto trimestre também foi impactado por paradas operacionais, que anularam os ganhos de eficiência observados anteriormente.

Adicionalmente, a Gerdau registrou uma perda por impairment de aproximadamente US$ 2 bilhões, principalmente relacionada a ativos imobilizados. Isso reflete um ambiente mais difícil para geração de caixa, causado por fatores macroeconômicos adversos e taxas de utilização mais baixas. Goldman Sachs ainda observa que, apesar das medidas antidumping promissoras, a efetividade destas permanece incerta.

Avaliações das Instituições Financeiras

Diversos bancos de investimento analisaram o desempenho da Gerdau e as opiniões variam:

  • JPMorgan: Avalia que, apesar do resultado não ter sido plenamente satisfatório, a unidade da América do Norte mostrou força e uma boa geração de caixa. O EBITDA de R$ 2,4 bilhões ficou 3,4% abaixo das expectativas do banco, mas ainda assim superou o consenso geral, sendo explicados por eliminações corporativas. A América do Norte apresenta uma margem de 21,1%, enquanto o Brasil, com uma margem de 7,1%, ainda consegue resultados que superam as projeções.

  • Bradesco BBI: Considera a lucratividade ligeiramente melhor do que o esperado; no entanto, a performance fraca das operações no Brasil e na América do Sul neutraliza as avaliações positivas no curto prazo. Eles destacam que a sólida geração de caixa depende de fatores pontuais, limitando visões otimistas a respeito da continuidade dessa tendência.

  • Itaú BBA: Classifica os resultados como ligeiramente positivos, ressaltando o desempenho na América do Norte. Contudo, o Brasil continua apresentando resultados inferiores, marcados pela menor margem EBITDA desde o quarto trimestre de 2015.

O Que o Futuro Reserva?

O desempenho da Gerdau nos mercados, especialmente no Brasil, está em um ponto crítico. Enquanto os resultados nos EUA parecem promissores, a situação no Brasil traz preocupações. Esta disparidade pode gerar oportunidades, mas também desafios significativos à frente.

Expectativas e Recomendações dos Analistas

Alguns analistas continuam otimistas:

  • Goldman Sachs manteve a recomendação de compra, fixando um preço-alvo de R$ 24 por ação.
  • JPMorgan reiterou a classificação overweight (exposição acima da média), com preço-alvo de R$ 29.
  • XP Investimentos mantém uma recomendação de compra devido ao desempenho robusto na América do Norte.

Por outro lado, o BBI e o Morgan Stanley adotaram uma abordagem mais cautelosa, sugerindo uma recomendação neutra e preços-alvo de R$ 21 e R$ 22, respectivamente, destacando a recente valorização das ações e a dificuldade de uma recuperação mais sólida no Brasil.

Considerações Finais

As ações da Gerdau atravessam um momento delicado, mas ainda existe espaço para crescimento, especialmente no segmento norte-americano. Com um panorama econômico instável, a estratégia de mercado será crucial. As medidas que a empresa irá adotar, especialmente em relação ao mercado brasileiro, serão essenciais para sua recuperação.

O que podemos aprender com essa situação? Que, em tempos de incerteza, é essencial manter um olhar atento às oportunidades e estar preparado para se adaptar. E você, o que acha do futuro da Gerdau? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões!

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