Análise do Ibovespa: O Mês de Fevereiro em Foco
Em fevereiro, o Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, passou por uma montanha-russa. Embora tenha encerrado o mês com uma leve queda de 1,16%, ainda assim, garantiu um desempenho mensal positivo, acumulando seu sétimo mês consecutivo em alta, impulsionado pelo investidor estrangeiro.
Desempenho do Ibovespa
O índice encerrou o mês com 188.786,98 pontos e uma queda acumulada de 0,92% na semana. A boa notícia é que, mesmo com este retrocesso, ele apresentou uma alta de 4,09% ao longo de fevereiro. Diversas ações se destacaram, com 8 delas apresentando crescimentos superiores a 10%. Aqui estão algumas delas:
Maiores Altas do Mês
MRV (MRVE3): +23,67%
- O cenário favorável de juros e as perspectivas positivas para o programa “Minha Casa Minha Vida” ajudaram a alavancar os resultados da MRV. A empresa está na expectativa de divulgar seus números no dia 9 de março, após um quarto trimestre sólido.
Suzano (SUZB3): +19,05%
- Com resultado positivo no quarto trimestre e aumento de preços da celulose, a Suzano teve um mês em alta. A companhia se comprometeu a manter um volume de produção de celulose cerca de 3,5% menor do que sua capacidade total.
Vivo (VIVT3): +15,49%
- As ações da Vivo dispararam após um quarto trimestre sólido, onde superaram as expectativas em receita, Ebitda e lucro líquido, além de anunciar um novo programa de recompra de ações.
TIM (TIMS3): +13,14%
- A empresa telecom registrou um lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no quarto trimestre, acima do que o mercado aguardava, e surpreendeu com a atualização do seu plano estratégico para 2026, prometendo aumentar a remuneração aos acionistas.
Axia (AXIA6): +12,96%
- A proposta da Axia para migrar ao Novo Mercado da B3 e o feedback positivo do Itaú BBA contribuíram para a valorização das ações.
PetroRecôncavo (RECV3): +12,61%
- Em um cenário de alta para o preço do petróleo, a PetroRecôncavo anunciou a otimização da diretoria e ajustes estratégicos que atraíram o interesse dos investidores.
Maiores Baixas do Mês
Por outro lado, nem todas as ações apresentaram desempenho positivo. Algumas das que mais caíram foram:
Raízen (RAIZ4): -32,98%
- A Raízen teve uma sequência de desafios financeiros, incluindo a possibilidade de recuperação judicial que gerou desconforto entre os investidores.
Cogna (COGN3): -22,22%
- Após uma explosão de 230% nos preços das ações desde 2024, Cogna enfrentou uma correção severa, influenciada por reavaliações de mercado e mudanças de recomendação.
GPA (PCAR3): -19,58%
- A varejista enfrentou uma queda significativa após divulgar um balanço trimestral que levantou dúvidas sobre a continuidade operacional da empresa.
Hapvida (HAPV3): -17,66%
- As ações da Hapvida continuam a sofrer com incertezas em torno de sua situação financeira, refletindo uma queda contínua após um terceiro trimestre desastroso.
Totvs (TOTS3): -16,04%
- Impactada pela baixa das ações de tecnologia nos EUA, a Totvs viu suas ações desvalorizarem em meio ao descontentamento do mercado.
O Que Esperar?
Agora, com um cenário misto em termos de variáveis que afetam os setores, que lições podemos tirar dessa volatilidade? A diversificação e o entendimento das empresas em que se investe são essenciais. Estar atento às análises e recomendações do mercado pode ajudar a identificar oportunidades e riscos.
Mantendo-se Atualizado
Acompanhar as atualizações do mercado e os anúncios financeiros é crucial para quem deseja navegar nesse ambiente dinâmico. Seja para prever tendências ou simplesmente para ficar por dentro do desempenho de seus investimentos, manter-se informado é sempre um bom investimento.
Agora, o que você acha sobre esses movimentos do mercado? Quais ações você está monitorando? Compartilhe suas opiniões nos comentários e não hesite em buscar mais informações para se empoderar nas suas decisões financeiras.




