Diaspora.Black: A Revolução do Afroturismo em Portugal
A Diaspora.Black está dando um passo audacioso e emocionante em sua jornada, expandindo-se oficialmente para o mercado europeu com uma base em Lisboa, Portugal. Essa iniciativa não é apenas um movimento de internacionalização; é um marco na trajetória da startup, que se prepara para uma rodada de investimento Série A em 2026, visando impulsionar ainda mais seus objetivos.
A jornada de um empreendedor
Carlos Humberto, o fundador e CEO da Diaspora.Black, tem uma visão clara sobre o futuro da afroturismo. Embora a plataforma já tivesse alcançado 18 países e tivesse um escritório nos Estados Unidos desde 2023, Carlos percebeu que o foco inicial na América do Norte não era o mais adequado. “O mercado norte-americano é muito estruturado, mas acreditamos que ainda não era o momento certo para concentrar nossos esforços lá”, diz ele.
Surpreendentemente, Portugal, que não estava nos planos originais, se tornou o destino ideal. Inicialmente visto como um lugar com pouca relevância no contexto do afroturismo, as experiências de Carlos em Lisboa o levaram a repensar essa percepção. Ele explorou narrativas históricas ignoradas pelo turismo tradicional e descobriu uma riqueza cultural nas regiões menos visitadas.
Testando as águas
Para saber como o afroturismo seria recebido em Portugal, a Diaspora.Black organizou um encontro que superou todas as expectativas. Esperando cerca de 25 participantes, mais de 100 pessoas apareceram. O evento contabilizou a presença de empresários do setor, autoridades públicas e representantes diplomáticos, mostrando um grande interesse na discussão sobre afroturismo no país.
Essa validação motivou a startup a estabelecer uma operação local. Embora a nova empresa ainda esteja em fase inicial, o foco é claro: construir uma equipe sólida e formalizar a operação sob a mesma marca.
Estruturando o Afroturismo em Portugal
Neste início, a abordagem da Diaspora.Black em solo português será centrada no modelo B2B e B2G. Isso significa que a startup estará desenvolvendo projetos focados na estruturação do afroturismo no país. Isso envolve:
- Criação de produtos turísticos
- Iniciativas de formação
- Estrategias de marketing
- Colaboração com políticas públicas
Carlos já iniciou diálogos com entidades locais, como a instância regional de turismo de Lisboa, com o intuito de elaborar um planejamento estratégico que fortaleça esse segmento. O objetivo é criar um modelo que una tecnologia e desenvolvimento de mercado, algo que pode transformar o setor.
Um ponto estratégico
Portugal se revela um local estratégico na visão da Diaspora.Black. O país atua como uma encruzilhada, conectando Europa, África e América Latina. Essa posição privilegiada não só atrai turistas internacionais para o Brasil, mas também facilita o fluxo de pessoas entre diferentes regiões da diáspora africana.
Além do marketplace que conecta viajantes a experiências, a startup se apresenta como uma DMC (Destination Management Company), que organiza e opera produtos turísticos. Essa dupladimensão permite à empresa expandir seu alcance e influência no setor.
Metodologias e Parcerias
Uma das grandes apostas da Diaspora.Black é desenvolver metodologias próprias para capacitação de comunidades, preparo de agentes do turismo e elaboração de produtos turísticos. E não para por aí; a empresa está engajada em projetos com instituições como o BNDES, BID e CAF, focando no desenvolvimento econômico de regiões ligadas à cultura negra.
A proposta da startup vai além de simplesmente operar viagens. Ela busca estruturar mercados ainda pouco explorados. Segundo Carlos, a empresa está presente em diversos países, ajudando a organizar a oferta de afroturismo. A estratégia inclui o desenvolvimento de narrativas, formação profissional e a elaboração de políticas públicas, transformando histórias e territórios em produtos turísticos viáveis.
O Olhar para o Futuro
Com a expansão internacional em andamento, a Diaspora.Black está também se preparando para um novo ciclo de captação. A startup planeja uma rodada Série A de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 15 milhões) nos próximos meses.
Essa mudança de foco vem após um investimento seed de R$ 600 mil em 2019, proveniente da Vox Capital, que foi fundamental para a startup atravessar o período desafiador da pandemia, que afetou tão drasticamente o setor de turismo.
Acelerando o crescimento
Carlos acredita que o momento é propício para acelerar a expansão. “Estamos na fase em que precisamos investir na escala da nossa tecnologia para ampliar vendas e alcance”, afirma ele. Com um crescimento sólido, a startup dobrou seu faturamento nos últimos anos e almeja alcançar R$ 18 milhões em receita até 2026.
As metas incluem também fortalecer a circulação internacional de turistas, trazendo estrangeiros para o Brasil e conectando viajantes com outras paradas na diáspora africana.
Firmando-se como uma Referência Global
Paralelamente a esse crescimento, a Diaspora.Black tem a ambição de se estabelecer como uma referência internacional no campo do afroturismo. A startup está comprometida em colaborar com governos e organizações multilaterais, buscando estruturar o segmento em diferentes nações. “Estamos trazendo um mercado já testado e estruturado na América Latina, Caribe e Estados Unidos, que representa uma oportunidade real de desenvolvimento econômico”, conclui Carlos.
Convite à Conversa
Esse é um momento vibrante para o afroturismo em Portugal e no mundo. Com iniciativas que prometem enriquecer a conexão entre culturas e histórias, a Diaspora.Black está moldando um futuro mais inclusivo e diversificado no turismo. Agora, convidamos você a refletir sobre essa transformação: como o afroturismo pode enriquecer sua próxima viagem? O que mais você gostaria de conhecer sobre essa nova abordagem? Compartilhe seus pensamentos e vamos juntos promover essa dialogo tão necessário.


