As dez maiores cooperativas agropecuárias do Brasil movimentaram R$ 170,83 bilhões em 2025, segundo levantamento da Forbes Agro100 2026. O valor corresponde a 35,1% dos R$ 487,3 bilhões em ingressos registrados pelo conjunto de 1.254 cooperativas do setor no país, de acordo com o Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Coamo lidera o ranking
A Coamo Agroindustrial ocupa a primeira posição, com faturamento de R$ 26,79 bilhões. Em seguida aparecem Lar Cooperativa, com R$ 24,79 bilhões, e C.Vale, com R$ 24,6 bilhões. A diferença entre a primeira e a segunda colocada é de R$ 2 bilhões; entre a segunda e a terceira, de R$ 190 milhões.
A lista reúne cooperativas com faturamento entre R$ 26,79 bilhões e R$ 8,68 bilhões. As quatro primeiras superam R$ 24 bilhões cada uma. Depois da Aurora Alimentos, quarta colocada, há uma distância de R$ 7,49 bilhões até a Cooxupé, que aparece em quinto lugar, com R$ 17 bilhões.
- 1ª — Coamo Agroindustrial: R$ 26,79 bilhões
- 2ª — Lar Cooperativa: R$ 24,79 bilhões
- 3ª — C.Vale: R$ 24,6 bilhões
- 4ª — Aurora Alimentos: R$ 24,49 bilhões
- 5ª — Cooxupé: R$ 17 bilhões
- 6ª — Comigo: R$ 13,78 bilhões
- 7ª — Cocamar: R$ 10,71 bilhões
- 8ª — Copacol: R$ 10,47 bilhões
- 9ª — Cooperalfa: R$ 9,48 bilhões
- 10ª — Coopercitrus: R$ 8,68 bilhões
Concentração entre as maiores
O peso das dez líderes pode ser observado na comparação com o total do setor: pouco mais de um terço dos ingressos das cooperativas agropecuárias ficou concentrado nesse grupo. No vocabulário cooperativista, “ingressos” é o termo usado para se referir à receita. O levantamento informa R$ 170,83 bilhões para as dez maiores, ante R$ 487,3 bilhões para as 1.254 cooperativas consideradas.
A Coamo, sozinha, faturou R$ 2,19 bilhões a mais que a Lar, segunda colocada. Já as posições intermediárias apresentam diferenças menores: a C.Vale supera a Aurora Alimentos em R$ 110 milhões, enquanto a Cocamar fica R$ 240 milhões à frente da Copacol. Na parte final da classificação, a Cooperalfa registra R$ 800 milhões a mais que a Coopercitrus.
Os valores também mostram uma redução entre as faixas do ranking. Da quinta para a sexta posição, a diferença é de R$ 3,22 bilhões. Entre a sexta e a sétima, cai para R$ 3,07 bilhões; da sétima para a oitava, para R$ 240 milhões. Esses números descrevem o faturamento informado para cada participante, sem alterar a ordem definida pelo levantamento.
Levantamento reúne diferentes segmentos
A Forbes Agro100 chega à sétima edição e reúne dados financeiros de cooperativas, grupos empresariais e companhias de capital aberto e fechado ligados à cadeia produtiva agrícola brasileira. Além das cooperativas, a publicação contempla empresas de áreas como agroenergia, agroquímicos, genética e insumos, alimentos e bebidas, celulose, madeira e papel, comércio e tradings e proteína animal.
O ranking das cooperativas integra o levantamento das 100 companhias líderes, publicado na edição 146 da Forbes Brasil. A revista está disponível para download em plataformas digitais nos sistemas Android e iOS, antes da distribuição física nas bancas do país. Os dados da classificação referem-se ao desempenho financeiro de 2025, enquanto a edição que apresenta o ranking é a Forbes Agro100 2026.

