Durante a entressafra, a Vibra recomenda atenção ao diesel armazenado em máquinas agrícolas e apresenta o Agritop como uma opção para preservar o combustível e os sistemas dos equipamentos. A preocupação é evitar que a degradação durante longos períodos de inatividade provoque falhas, custos de manutenção e atrasos na retomada das operações.
Combustível armazenado por meses
No agronegócio, o planejamento operacional não se limita às épocas de plantio e colheita. Quando colheitadeiras e outras máquinas ficam paradas, a gestão do diesel nos tanques também passa a fazer parte dos cuidados com os equipamentos. Segundo a Vibra, a deterioração do combustível pode afetar componentes e prejudicar o retorno das máquinas ao trabalho.
O Diesel Vibra Agritop foi desenvolvido para atender às necessidades técnicas e operacionais do campo. A empresa aponta como características do produto a estabilidade oxidativa e o controle da acidez, aspectos que, segundo a companhia, ajudam a reduzir os efeitos da degradação durante períodos prolongados de armazenamento.
A formulação também contribui para preservar injetores e filtros e favorece a separação de água, de acordo com a Vibra. Esses fatores estão relacionados à redução do risco de falhas e de intervenções emergenciais. A empresa associa a escolha do combustível a outras medidas de preparação das máquinas, como a manutenção preventiva e o planejamento da retomada.
Experiência em colheitadeiras de algodão
Um exemplo apresentado pela empresa é o do Grupo Bom Futuro, produtor de fibra em Mato Grosso. O diesel Agritop ficou armazenado nos tanques de colheitadeiras de algodão por nove meses, durante a entressafra. Na retomada das atividades, as máquinas voltaram a operar sem registro de não conformidades ou falhas nos sistemas de injeção.
Thiago Veiga, gerente executivo de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Engenharia de Aplicação da Vibra, disse que o combustível foi acompanhado durante o período em condições reais de operação. “Acompanhamos o Agritop por nove meses parado no tanque das colheitadeiras de algodão, em condições reais de operação. Ao final, ele ainda apresentava estabilidade à oxidação superior à de um diesel comum recém-abastecido, com a acidez sob controle. Isso mostra que a aditivação do Agritop protege o combustível durante toda a entressafra”, afirmou.
A experiência relatada pela Vibra relaciona a conservação do combustível à condição dos sistemas de injeção na volta ao trabalho. Para as propriedades, o objetivo é reduzir a possibilidade de que máquinas precisem de reparos não planejados justamente quando devem retornar à operação. A fonte não detalha o número de equipamentos avaliados nem apresenta informações sobre outros testes realizados.
Economia e emissões
A Vibra também atribui ao Agritop uma economia de combustível de 5% e redução de até 39% nas emissões de gases poluentes. A empresa ressalva que os resultados podem variar conforme as condições de uso e as características de cada equipamento. Os percentuais são apresentados como benefícios associados ao produto, sem detalhamento, no material, das condições de medição.
Na rotina agrícola, uma parada inesperada pode comprometer o cumprimento do calendário e a janela disponível para as operações. Por isso, o abastecimento e o armazenamento do diesel integram o preparo das máquinas para a entressafra e para a retomada. A escolha do combustível, junto com a manutenção preventiva, pode fazer parte desse planejamento para preservar os equipamentos e evitar interrupções.
O caso do Grupo Bom Futuro destaca o armazenamento por nove meses e a ausência de falhas nos sistemas de injeção quando as colheitadeiras voltaram a operar. Já os ganhos de consumo e emissões citados pela Vibra dependem, segundo a própria empresa, das condições de uso e do equipamento em que o diesel é empregado.

