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Ansiedade no day trade

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Inicialmente vamos entender o que é a ansiedade.

Ansiedade é um estado emocional caracterizado por inquietação, apreensão e nervosismo. Pode manifestar-se em diferentes níveis, desde preocupações cotidianas até transtornos de ansiedade mais graves.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) indica que o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas, atingindo 9,3% da população.

O mundo do day trading é desafiador, exigindo não apenas habilidades técnicas, mas também uma gestão emocional robusta. A ansiedade é um fenômeno comum entre day traders, e pode impactar significativamente a qualidade de suas decisões e, consequentemente, os resultados de suas operações.

Aqui estão algumas maneiras de compreender e lidar com a ansiedade para otimizar o desempenho no trading:

1. Compreenda as causas da ansiedade

Identificar as causas subjacentes da ansiedade é crucial. O medo de perdas, a pressão por resultados imediatos e a incerteza do mercado são fatores comuns.

Por isso é de fundamental importância que se tenha um planejamento financeiro para não ter a pressão de fazer resultados rápidos, o que irá te impedir de desenvolver a consistência.

Faça um simples exercício de anotar no seu diário de trading, como você estava se sentindo ao identificar uma oportunidade de trade, depois disso também anote como se sentiu enquanto o trade estava aberto até o fechamento.

Essas anotações irão te trazer informações importantes, falarei mais sobre isso no final deste artigo.

2. Estabeleça metas realistas

Definir metas alcançáveis reduz a pressão psicológica. Foco no processo, não apenas nos resultados, pode aliviar a ansiedade.

Trading é uma maratona de 42 quilômetros e não uma corrida de 100 metros.

Não tenha pressa, afinal, o sucesso não tem prazo de validade.

3. Desenvolva uma rotina de preparação

A ansiedade muitas vezes surge da falta de controle. Uma rotina de preparação diária pode fornecer uma sensação de segurança e ajudar a enfrentar o desconhecido.

Faça um pré-trading mapeando os ativos que irá operar, revisando o calendário econômico e estudando seu diário de trading com as anotações que fez no dia anterior.

4. Utilize técnicas de relaxamento

Práticas como meditação e respiração profunda podem acalmar a mente, reduzindo a ansiedade antes e durante as operações. Procure por visualização mental para traders no meu canal no YouTube “Guilherme Cardoso” e irá encontrar um vídeo onde te ajudo a fazer isso.

5. Aprenda com as experiências

Analisar e aprender com as experiências passadas pode fortalecer a confiança e reduzir a ansiedade futura, ou seja, estude seu diário de trading constantemente, isso irá te ajudar a desenvolver consciência para mudar os comportamentos e consequentemente os seus resultados.

Ao entender e gerenciar a ansiedade, você irá criar um ambiente psicológico propício ao sucesso, tomando decisões mais claras e melhorando consistentemente seus resultados no mercado.

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Melhores do ano: Carros chineses

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Caros leitores, digníssimas leitoras,

Como já falamos na última coluna, o grande destaque do setor automotivo neste ano foi a venda de picapes. Elas encerrarão 2023 como o tipo de produto que teve o maior crescimento em vendas. Nesse cenário, a Ram foi uma das marcas que mais se beneficiou dessa demanda, devendo fechar o ano com alta de cerca de 250% nas vendas sobre o ano passado.

Mas, com o devido respeito à Ram, apesar do excelente desempenho, o destaque entre as marcas neste ano ficou com a ascensão das chinesas: BYD e GWM.

E, já antecipando 2024, dá para dizer que elas também serão o grande destaque do próximo ano.

A ascensão das duas marcas chinesas foi uma coisa nunca vista no mercado brasileiro, considerando o ticket médio dos produtos vendidos. A BYD, em especial, ocupa hoje (21/12) a 16ª posição entre as marcas que mais vendem no mercado brasileiro. Mas a probabilidade de ela fechar o ano na 15ª posição, ultrapassando a Ram nos últimos dias de 2023, é imensa!

A BYD deverá fechar 2023 com um market share na casa de 0,78%, enquanto a GMW deve ficar perto de 0,49%. Se incluirmos o share de 1,45% da Caoa-Chery, podemos decretar que as marcas chinesas encerrarão este ano com share de 2,72%.

Mas essa não é a realidade do mercado – e nem destas marcas. Notem no gráfico acima que as duas marcas só começaram a trabalhar “efetivamente” no mercado no final do primeiro semestre.

Se pegarmos o resultado deste mês até 20/12, a BYD já chegou ao share de 2,13%, ultrapassando marcas “tradicionais” como Peugeot, Citroen, Caoa-Chery, Ford e Mitsubishi, entrando de vez no top 10.

Neste mês, as três chinesas não estão com share de 2,72% no acumulado do ano. Em dezembro, as três fecharão o ano com share de 5%.

E essa é a nova realidade!

Mas aí você vai apontar o dedo para mim, lembrando que, num passado recente, falei sobre a derrocada do mercado de carros eletrificados, foco central dos produtos de BYD e GWM.

Na visão deste vil estagiário nada mudou. O processo de “popularização” dos carros eletrificados, que tenderia a andar mais rápido, demorará alguns anos a mais. Como diz aquele velho ditado: “Aos amigos, tudo! Aos inimigos, a lei!”. Afinal de contas, o (des)governo federal decidiu voltar com a alíquota de 35% de imposto de importação de veículos eletrificados para tentar ajudar as montadoras já instaladas no Brasil, resguardar os empregos da cadeia e blá, blá, blá…

O que o (des)governo federal não percebeu é que concorrência (em qualquer mercado) é excelente! O ponto central aqui é que os chineses mudaram a dinâmica do carro eletrificado. Eles entraram forte trazendo produtos de ponta com alta atratividade de preço. Os carros de entrada da BYD e GWM estão na casa de R$ 150 mil. E a BYD também prometeu trazer um carro pequeno elétrico na casa de R$ 100 mil a R$ 130 mil. É caro? É! Mas lembre-se que o hatch pequeno mais vendido do país é o GM Onix, com preço entre R$ 82 mil e R$ 112 mil. Ou seja, ele vai entrar para brigar com uma parte do Onix “TOP”. E sim, concordo com vocês: pagar R$ 112 mil num Onix “TOP” é do peru!

Além disso, as chinesas obrigaram seus concorrentes a derrubarem os preços. Um último exemplo veio da Peugeot: seu 2008 elétrico, que custava R$ 199.990 no começo do mês, teve o preço derrubado para R$ 159.990.

Olha só! A concorrência fez uma montadora derrubar o preço do seu produto em R$ 40 mil?

Quer mais? Esse carro, quando foi lançado, tinha o preço de venda de R$ 259.990. Ou seja, em menos de um ano, o carro recebeu um desconto de R$ 100 mil.

Mas qual é o futuro de BYD e GMW?

O primeiro ponto que notamos é que existe um processo de expansão num ritmo forte da rede de concessionárias (pontos de vendas).

Quanto mais eu aumento a minha capilaridade, melhor será para mim. O segundo ponto é que BYD e GMW têm cacife suficiente para bancar uma operação por dois-quatro anos até o início da operação fabril, diferente das outras chinesas (Jac e Effa, por exemplo) que vieram “na zoeira”! Quando se fala em carro eletrificado, toda tecnologia de ponta é chinesa. Até as montadoras aqui instaladas tentarem algo similar, o estrago já estará feito.

Finalizo com um “momento mãe Dinah”: quando BYD e GMW estiverem operando com as suas fábricas em terras tupiniquins, elas deverão abocanhar de 10% a 12% do mercado.

E aí, o que achou? Dúvidas, me manda um e-mail aqui.

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A saúde mental do trader

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Certamente, você já se deparou com uma infinidade de soluções e informações para lidar com problemas recorrentes do mercado financeiro. Dificuldades como: “Por que não consigo segurar a operação até o fim?”; “Sei que o preço irá até onde estudei, mas nunca consigo levar até lá…”; “A ansiedade me faz olhar o mercado o tempo todo. Mal consigo dormir…”; “Parece que quando alavanco demais sempre saio perdendo na negociação”.

Mesmo com tanta informação e possíveis soluções disponíveis para tais dificuldades, por que você ainda continua incorrendo no mesmo erro? Se este for o seu caso, claro! E você que não sofre essa dor sabe o que fazer para manter a “dieta” e permanecer constante?

No processo de tomada de decisão, principalmente quando ele envolve dinheiro, tendemos a avaliar as possibilidades na perspectiva do “ganha-perde”. Na maioria das vezes, as soluções criadas por meio desta ótica são irracionais. Isto porque a perda envolve dor. Sendo assim, canalizaremos nossa energia apenas em evitar a dor a qualquer custo. Aqueles que não têm uma descrição rigorosa e internalizada que direcione sua estratégia diante da tela para evitar que a emoção tome conta da situação será facilmente seduzido a adotar atitudes com o intuito de evitar a dor.

O ambiente de incertezas, de percepção de valor entre ativos e preços dinâmicos e da crença de que é possível recuperar perdas, característico do mercado financeiro, pode majorar ainda mais o temor de dor da perda. No entanto, vale ressaltar que a dor da perda é apenas o sintoma e não a causa. O medo de perder é a reação adjacente da falta de confiança em si e na estratégia de negociação, da incompreensão das razões que o levaram as perdas anteriores e da ausência de gerenciamento de risco alinhado ao gerenciamento emocional. Desse modo, se desconsiderarmos as causas dos problemas recorrentes do mercado, nos fixando tão somente nos sintomas, corremos o risco de eternizar as queixas.

Tecnicamente, as causas estão fundamentadas em três aspectos: 1. pouca ou nenhuma capacidade de utilizar sua habilidade técnica, emocional e/ou pessoal; 2. pouca ou nenhuma capacidade de criar circunstâncias que lhe permitam se recuperar do estresse diário e, como consequência, aumentar sua eficiência e produtividade; e 3. pouca ou nenhuma capacidade de ser instrumento de desenvolvimento familiar e pessoal, proporcionando o bem-estar e o bom convívio social.

Procedimentos como administrar emocionalmente o ambiente de incertezas, confrontar a percepção individual à realidade observada e entender que nunca se deve recuperar uma perda dentro do gerenciamento podem ser a solução para suprimir as queixas sintomáticas da dor da perda.

Diante do exposto, conclui-se que para solucionar os problemas recorrentes do mercado financeiro e ser um bom profissional é necessário ir além das telas, são necessárias ações que antecedem a análise do mercado. É necessário investir em Saúde Mental. Saúde Mental no Mercado Financeiro é dedicar tempo em treinamentos e autoanalises para tirar o melhor proveito das próprias habilidades, para aprender a se recuperar do estresse diário e para utilizar o trabalho como meio para o bem-estar próprio e familiar.

Desconsiderar isso é estar à mercê dos “estopins” emocionais.

Saúde Mental, no mercado financeiro, é Gain!

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Melhores do ano: Picapes

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Caros leitores, digníssimas leitoras: eis que estamos chegando ao final do ano e já chegamos naquela fase de mudarmos a nossa lista de músicas do Spotify, para incluirmos os clássicos natalinos de Simone, Mariah Carey e afins, pois, afinal de contas: “Então é Natal!”

E, nesta época, fazemos aquela nossa retrospectiva de quem se deu bem e se deu mal neste ano.

Um dos grandes destaques deste ano foi o crescimento das vendas de picapes. Aqui estamos falando desde as picapes pequenas até as médias e grandes. Enquanto o mercado de veículos (graças às locadoras) está com crescimento de 10,85%, as vendas de picapes estão crescendo mais que o dobro (média de 24%), oscilando ente 14% a 47%.

Hoje, as vendas de picapes já correspondem por quase 20% do mercado. A tendência (no médio prazo) é que a comercialização de picapes ultrapasse as de hatch pequenos.

E pensar que, há 20 anos, as vendas dos carros pequenos (os chamados “carros populares”) correspondiam por mais de 70% das vendas de veículos.

Outro ponto extremamente positivo é o ticket médio dos produtos! É tudo de alto valor agregado!

Se fizermos um recorte dos 14 produtos mais vendidos neste ano (que correspondem a 98,4% do mercado), vamos perceber que os principais produtos que registram crescimento são aqueles acima de R$ 300 mil (fácil).

Temos uma VW Amarok (preços a partir de R$ 300 mil), com crescimento de 42%; tem toda a linha RAM, com a Rampage (carro de “entrada” da marca), Classic e 3500, que estão “estourando” de vender.

De fato, a RAM será uma das marcas de grande destaque em 2023. O histórico da RAM no Brasil já teve idas e vindas. A primeira, quando a Chrysler atuava no Brasil, entre 1967 e 1981. A segunda com eles produzindo a picape Dodge Dakota lá no Paraná. E, agora, parece que eles estão vindo para ficar.

Lógico que nesse ínterim rolou um divorcio com a Daimler, que fez a fábrica fechar…

Mas isso já faz mais de duas décadas!

Hoje, com a marca pertencendo ao grupo Stellantis, a pegada é outra.

Tanto que, neste ano, o crescimento da marca já passou dos 245%.

A tabela acima mostra o sucesso da marca! Neste ano, a RAM já vendeu mais que as tradicionais Mitsubishi e Nissan. E até mesmo mais que a Renault com a sua Oroch, que custa menos da metade dos preços da RAM.

E ela vem com tudo para brigar com a Ford pela quinta posição no ranking de vendas do ano que vem!

O sucesso do segmento de picapes tem nome e sobrenome, e ele está 100% atrelado ao sucesso do agronegócio. Na última década, o PIB do agronegócio cresceu mais de 34%, enquanto o crescimento do país mal deve chegar a 6%.

É… afinal de contas: “agro é tech, agro é pop, agro é tudo”!

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Será que entraremos em 2024 como entramos em 2023?

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Aparentemente não, chegamos ao fim de 2023 com um ambiente relativamente mais construtivo.

O crescimento deve ser ao redor de 3,0%, bem acima do que se esperava no início do ano. A inflação ficará por volta de 4,5%, dentro do intervalo de meta. A taxa Selic fechará o ano em 11,75%, após quatro cortes de 50 pontos base. A política fiscal entregando bem menos que em 2022, um déficit de 1% do PIB versus um superávit primário de 1,3% em 2022, além de um provável déficit para 2024 frente a uma promessa anterior de ter as contas primarias equilibradas.

Um primeiro questionamento para o ano que vem é: será que não teremos crescimento maior do que projetado pelo mercado?

O Focus aponta para 1,5% de PIB, mas nos lembremos que estamos há três anos consecutivos, desde 2021, com surpresas mais para positivas no crescimento anual, e essas surpresas estão atreladas a outro questionamento, de que o nosso PIB potencial deve ter aumentado.

Embora seja difícil ter uma evidência conclusiva sobre o aumento do potencial, nos parece bastante razoável esperar isso dado o conjunto de reformas estruturais aprovadas.

A partir de 2017, com a implementação da reforma trabalhista, e de 2019 em diante, com inúmeros marcos regulatórios, a independência do Banco Central, a reforma da previdência e uma outra grande lista de reformas micro, como a lei de liberdade econômica, lei das startups, lei de cabotagem entre várias outras.

Sem contar que temos em andamento a reforma tributária e talvez os primeiros gatilhos da reforma administrativa.

Outra discussão diz respeito a nossa NAIRU, a taxa de desemprego que não acelera e nem desacelera a inflação, ter caído.

Nesse sentido, estamos vendo um mercado de trabalho ainda robusto e com baixa taxa de desemprego, sem impacto significativo no comportamento da inflação de serviços, que mantém trajetória de alívio e está bem comportada.

Portanto, se o fantasma fiscal colaborar parcialmente (leia-se: o governo ser capaz de aprovar as medidas de arrecadação e não desancorar o resultado primário e a dívida pública), apontamos para um próximo ano de uma certa estabilidade e menor incerteza a respeito das políticas macro.

Embora não possamos esquecer que estamos só postergando um importante ajuste, da ordem de 2,5% a 3% no resultado das contas primarias com relação ao PIB para chegarmos a uma política fiscal sustentável, em que a dívida deixa de crescer com relação ao nosso PIB.

Com o fiscal minimamente controlado, embora ainda insustentável, a inflação corrente e as expectativas pouco devem se mover. A dinâmica benigna continuaria e fecharíamos 2024 com o IPCA entre 3,5% e 4%.

A Selic teria espaço para continuar caindo, atingindo patamar de um dígito e encerrando o ano ao redor de 9,0%.

O efeito dos juros em queda impacta positivamente a atividade econômica e ajuda os investimentos: somado ao cenário de aumento de PIB potencial, acredito que possamos ter um crescimento de pelo menos 2,0% no ano que vem.

Tudo isso sem mencionar o ambiente externo também mais tranquilo do lado da política monetária. A tendência dos indicadores aponta para a economia americana reduzindo os juros a partir do segundo trimestre do ano que vem e a Europa no segundo semestre.

E além do que comentei acima, iniciamos o ano com uma menor “cacofonia”, a prática fiscal foi bastante descolada da narrativa principalmente com relação a política fiscal e monetária ao longo deste ano. Em ambos os casos, o risco atual parece ser menor do que o risco que tínhamos no fechamento de 2022 após as declarações do presidente Lula.

Este artigo tem a co-autoria do economista da Jive Investments Luan Takada

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Blue Origin planeja lançar foguete surpresa antes do Natal: o que Jeff Bezos está preparando?

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A empresa de Jeff Bezos, Blue Origin, está se preparando para retomar os lançamentos espaciais antes do Natal, após seis meses de investigações de acidente. A companhia paralisou suas operações de lançamento após um incidente em 2022, que resultou em uma falha estrutural no motor do foguete New Shepard.

Segundo apuração da Bloomberg News, a Blue Origin planeja retornar às atividades entre os dias 18 e 21 de dezembro. Após a divulgação da notícia, a startup confirmou os planos em suas redes sociais.

O acidente de 2022 ocorreu durante a missão NS-24, quando o sistema de segurança para ejeção da cápsula do propulsor entrou em atividade durante o voo. A Blue Origin identificou que a falha foi causada por danos térmicos na tubeira do motor BE-3PM.

Após seis meses de investigação, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos autorizou a retomada dos lançamentos da Blue Origin, condicionando a empresa a completar 21 ações corretivas antes de receber a licença de lançamento.

O retorno dos lançamentos espaciais da Blue Origin pode impulsionar a companhia, que se tornou um exemplo de startup espacial de crescimento acelerado. O próximo voo do foguete New Shepard está programado para o dia 18 de dezembro e contará com 33 experimentos científicos e 38 mil cartões postais de uma ONG voltada para educação.

Com isso, a Blue Origin busca se reerguer após o incidente de 2022 e retomar suas atividades no espaço, garantindo a segurança e eficácia de seus lançamentos. O retorno dos lançamentos espaciais pode marcar uma nova fase para a empresa de Jeff Bezos, consolidando sua posição no mercado de exploração espacial.

Descubra o poder secreto desse indicador nos Fundos Imobiliários!

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A importância da Taxa de Vacância nos Fundos Imobiliários

A taxa de vacância é um conceito fundamental na análise de um fundo imobiliário. Ela representa o percentual de um empreendimento que está vago, sendo uma métrica crucial para a distribuição de proventos aos acionistas.

O que é Taxa de Vacância?

A taxa de vacância indica o percentual de um empreendimento que se encontra vago. No contexto dos fundos imobiliários (FIIs), essa métrica é essencial, uma vez que quanto maior a vacância, pior para o FII. Para ilustrar, podemos comparar os fundos imobiliários com um imóvel comum: quando há mais espaços vagos, a taxa de vacância é alta e, consequentemente, o desempenho do fundo é afetado.

Por que a Taxa de Vacância é importante?

Através da taxa de vacância, é possível avaliar o mercado de investimentos imobiliários. Em geral, durante períodos de expansão econômica, a vacância tende a diminuir, pois as empresas buscam expandir e ocupar novos espaços físicos. Isso resulta em uma valorização das propriedades e em uma maior distribuição de dividendos aos acionistas.

Quais os tipos de Vacância?

Existem dois tipos de vacância importantes a serem considerados: a vacância física e a vacância financeira. A vacância física ocorre quando há espaços físicos disponíveis no empreendimento, enquanto a vacância financeira leva em conta o fluxo de caixa esperado e o quanto ele gera atualmente. Em suma, a vacância é calculada a partir da relação entre espaços vagos e espaços totais, sendo fundamental para avaliar a situação econômica de um local em determinado período.

Como calcular e analisar a Taxa de Vacância?

O cálculo da taxa de vacância é simples e pode ser feito através da relação entre espaços vagos e espaços totais. No caso da vacância financeira, é preciso fazer uma média ponderada dos resultados, levando em consideração as diferentes regiões e rendimentos. O investidor de fundo imobiliário busca um fluxo mensal de renda, por isso, é importante analisar a taxa de vacância para estimar o potencial de geração de caixa e dividendos do fundo.

Conclusão

Em resumo, a taxa de vacância é um dos indicadores mais importantes na avaliação de fundos imobiliários. Através dela, é possível entender como o fundo irá gerar caixa e distribuir rendimentos. Por isso, é fundamental observar com cuidado a taxa de vacância ao analisar os FIIs, pois ela reflete diretamente a situação econômica e a gestão do fundo.

Você ainda tem dúvidas sobre a taxa de vacância nos fundos imobiliários? Comente abaixo e compartilhe suas opiniões!

DEPIN: a narrativa que faltava para todos virarmos mineradores

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Nos últimos anos, tem me fascinado cada vez mais o quão poderosa pode ser uma narrativa e os impactos na aceleração de novos modelos de negócio, comunidades e, por consequência, as mudanças que ela traz. E, recentemente, tenho começado a esbarrar muito na narrativa do DEPIN, Decentralized Physical Infrastructure Networks, ou, em tradução livre, infraestrutura de redes físicas descentralizadas.

O conceito não é algo novo. Há mais de dois anos, quando escrevi o texto “Seremos todos mineradores”, essa dinâmica de descentralização de infraestrutura já demostrava seu poder de causar a disrupção de vários setores. A diferença é que hoje temos um guarda-chuva, ou melhor, uma narrativa, para encampar todas essas iniciativas: a DEPIN.

Mas o que é a DEPIN e quais seus possíveis impactos e desafios? E por que colocar isso dentro de uma narrativa – ou uma sigla muda algo?

A DEPIN representa um conceito no qual a infraestrutura física, como sistemas de comunicação, data storage, processamento computacional etc., é operada e gerida de maneira descentralizada. Esse conceito contrasta com os modelos tradicionais de infraestrutura, que são tipicamente centralizados e controlados por poucas entidades ou autoridades.

Na DEPIN, a ideia é distribuir a responsabilidade e o controle da infraestrutura física entre múltiplos atores, que podem ser indivíduos, comunidades, empresas ou até sistemas automatizados. Esta abordagem descentralizada oferece várias vantagens, como resiliência a falhas e ataques, ser mais eficiente e flexível, maior velocidade de implementação, governança descentralizada, entre outros.

Isso tudo requer um modelo de incentivos muito bem pensado e realizado, já que a criação e manutenção dessa infraestrutura é feita de maneira descentralizada, por meio de incentivos, e não centralizada, muitas vezes imposta pelo governo ou estado.

O caso da Helium é emblemático. Em menos de dois anos, eles conseguiram criar uma infraestrutura de comunicação de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) mundial e que está começando a migrar para uma rede de 5G, com o lançamento de um plano de celular nos EUA que utiliza sua infraestrutura. Isso sem ter investido praticamente nada em infraestrutura de telecomunicações. Todo investimento foi feito pelos usuários, que compraram os equipamentos que são a base da infraestrutura da rede e que têm ganho tokens por terem essa rede de pé e ganharão futuramente com o tráfego de dados dela.

Outro exemplo é o da Filecoin, que pretende descentralizar o armazenamento e processamento de dados, ou “cloud”, como chamamos. Esse mercado tem “cheiro, cor e sabor” de um mercado esperando para ser atacado. Quando digo atacado, quero dizer no sentido de que é um mercado que envolve muito dinheiro, é muito concentrado (AWS, Microsoft e Google detém mais de 65%) e tem uma escala mundial. Três pontos que brilham os olhos de qualquer empreendedor.

No Brasil, o surgimento de inúmeras fintechs em meados da década de 2010 foi exatamente em setores que cumpriam esses três pontos: crédito e meios de pagamento. Aqui vejo acontecendo algo semelhante, mas em uma magnitude global, descentralizada e que afeta diretamente gigantes de tecnologia. Tudo isso torna o jogo completamente diferente.

Dito isso, se tem um setor que está na alça de mira de DEPIN é o de processamento e armazenamento de dados na nuvem (cloud). O tempo dirá se tenho razão ou não.

Mas voltando ao ponto, o que tenho visto recentemente é que a narrativa de descentralização de infraestrutura começa se expandir muito. Ter um “nome” que engloba essas iniciativas torna o poder de alcance e conhecimento delas muito maior. Já vimos isso em cripto com termos como DEFI e não só em cripto, o próprio termo fintechs ajudou muito o crescimento e compreensão desse setor. À medida que colocamos essas iniciativas dentro de “caixinhas” fica mais fácil para entendermos o que elas fazem, seu impacto, como participamos, ampliando dessa forma seu impacto.

Narrativas são parte da necessidade humana de compreender o mundo ao nosso redor. No momento que temos ela colocada em um setor que tem cheiro de setor que está pronto para ser transformado, “junta-se a fome com a vontade de comer”.

Qual o maior entrave para o crescimento desse movimento? O primeiro é a regulação. Como o governo irá tributar as pessoas que estão gerando a rede para a infraestrutura de 5G da Helium? Quanto será cobrado de impostos sobre os tokens que você receber por disponibilizar sua capacidade de processamento de dados que têm sobrando no seu computador? Isso só para pegar um aspecto dessa mudança, que é o aspecto tributário. Temos também questões de cibersegurança, acesso a dados, resiliência da rede, concessões de infraestrutura que o estado vendeu para iniciativa privada, entre outros que têm que ser analisados.

O setor de energia e telecomunicação, por exemplo, é um que tem uma regulamentação muito forte, o que pode tornar os desenvolvimentos de DEPIN mais lentos nesse setor. Diferentemente desses, o setor de cloud e processamento de dados é um setor com bem menos regulação. Isso para citar três setores nos quais tenho visto mais iniciativas de DEPIN sendo desenvolvidas.

Um ponto importante é que mesmo que a regulamentação seja capaz de atrasar esse movimento rumo a DEPIN, me parece que isso é inevitável no médio e longo prazo. Pegue, por exemplo, a rede 5G. É preciso ter antenas muito perto umas das outras e fazer isso de maneira centralizada é caro, ineficiente e demorado. Faz muito mais sentido resolver isso de maneira descentralizada.

Um outro aspecto dessa narrativa é a rede que elas estão usando: a Solana. Após a debacle da FTX no final de 2022, essa rede ficou meio que moribunda por um tempo, mas nos últimos meses tem ressurgido das cinzas, com vários projetos sendo anunciados e muita movimentação de protocolos de DEPIN. Confesso que nunca a estudei muito a fundo e tenho um pouco da imagem dessa rede no seu começo, quando havia dias em que ela ficava fora do ar. Mas com essa quantidade de iniciativas a utilizando, já vejo a necessidade de entender melhor seu funcionamento, vantagens e diferenças dela em relação ao que temos no ecossistema da Ethereum.

Além disso, para 2024, já começo a me organizar para voltar a estudar esse tema que é espetacular e que adorei quando interagi com Helium e algumas outras no final de 2020. Sempre vi grande potencial nessas iniciativas e, com a colocação de uma narrativa e um nome (DEPIN) nelas, me parece que chegou a hora de serem implementadas e tirarem vários setores da zona de conforto.

Seguimos em contato nos links abaixo:

FinTrender.com, YouTube, LinkedIn, Instagram, Twitter, Facebook e podcast FinTrender


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Desbloqueando seu potencial máximo no day trade

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No intricado domínio dos mercados financeiros, a arte de negociar vai muito além de gráficos e indicadores técnicos. Embora a análise técnica e o tape reading desempenhem um papel crucial na tomada de decisões, a base do sucesso como day trader está na mentalidade. Você precisa desenvolver esse lado, pois o mercado financeiro irá aflorar sentimentos que você nunca imaginou que teria.

Abraçando a inteligência emocional

Operar no mercado é algo inerentemente emocional. A natureza volátil de qualquer mercado desencadeia um espectro de emoções, desde a euforia do lucro ao desespero de uma perda. Os traders bem-sucedidos reconhecem a importância dessa inteligência emocional, a capacidade de compreender e gerir as próprias emoções de forma eficaz.

Considere o seguinte cenário: você está em uma posição comprada no mini dólar e, em segundos, vê um aumento significativo do preço. A reação inicial pode ser de euforia e desejo de manter o ativo para obter maiores ganhos. No entanto, um trader com inteligência emocional elevada reconhece a necessidade de permanecer objetivo, avaliando a situação de forma racional e tomando decisões com base no seu plano de negociação.

Paciência e disciplina

Paciência e disciplina são virtudes que sempre andam juntas e definem a resiliência de um trader. A capacidade de esperar pelas oportunidades certas e aderir a uma estratégia predefinida, mesmo diante da adversidade, distingue os traders de sucesso dos demais.

Imagine um trader enfrentando uma série de perdas. Em vez de sucumbir a ações de impulsividade motivadas pela frustração, um trader disciplinado avalia a situação, aprende com os erros e agarra pacientemente condições melhores dentro do mercado.

Ignorando o comportamento humano

A análise técnica é baseada em movimentos históricos de preços e padrões. A análise de fluxo é baseada em informações de ferramentas técnicas e de oferta e demanda em cada nível de preço. No entanto, muitas vezes, ignora o fator imprevisível do comportamento humano. Os sentimentos do mercado, influenciados por notícias e outros eventos, podem impactar significativamente os preços dos ativos.

Por exemplo, uma análise de fluxo mostra que muitas ofertas de preço estão para direcionar o mini índice para cima, em uma grande valorização. Mas com novas notícias esse tipo de análise pode se tornar imprevisível e rapidamente alterar o sentimento do mercado, levando a flutuações inesperadas de preço.

Ênfase excessiva em indicadores

Embora indicadores técnicos forneçam informações valiosas, confiar apenas neles pode criar uma visão limitada, que cega qualquer aspirante à trader. Um foco míope nos indicadores pode levar à negligência de fatores fundamentais ou à incapacidade de adaptação da evolução das condições de mercado.

Considere agora um trader que dependa fortemente de um único indicador técnico para sinais de compra ou venda. Se as condições de mercado mudarem e o indicador escolhido se tornar menos relevante, o trader poderá ter dificuldades para ajustar sua estratégia.

Autoconsciência e reflexão

A autoconsciência é fundamental para aproveitar o poder da psicologia na negociação. Traders de verdade realizam a autorreflexão de forma regular, analisando suas respostas emocionais, os processos de tomada de decisão e mentalidade em geral.

Por exemplo, um trader que sofreu uma perda alta pode se envolver com reflexões. E, ao compreender os gatilhos que levaram ao clique errado seguido de perda, podem implementar estratégias para mitigar riscos semelhantes no futuro.

Gestão de riscos

Um aspecto presente na mentalidade operacional de um trader é o gerenciamento eficaz de riscos. Compreender e gerir o risco não é apenas uma consideração técnica, mas também uma salvaguarda de sua mente contra tomada de decisões emocionais.

Um trader, por exemplo, que aplica uma estratégia de gestão de risco bem definida, como a definição de ordens stop-loss, estabelece uma rede de segurança mental. Esta estratégia ajuda a prevenir respostas emocionais às flutuações do mercado e preserva o capital em momentos de condições desfavoráveis.

Conclusão

Na jornada para desbloquear todo seu potencial no day trade, compreender o profundo impacto que sua mente pode causar é fundamental. Embora a análise de fluxo ou técnica de mercado forneça ferramentas valiosas, é a mentalidade do trader que, em última análise, determina o sucesso. Abraçar essa inteligência emocional e cultivar a paciência e a disciplina criam uma sinergia poderosa, que pode levar a decisões mais informadas e resilientes.

E, lembre-se sempre, o responsável por clicar e tomar a decisão sempre será você. Então, aja como um investidor inteligente, reaplique seus lucros para o longo prazo e nunca invista um patrimônio pelo qual você não está disposto a correr riscos.

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Descubra: CVC surpreende ao investir mais de R$ 10 bilhões em startups brasileiras!

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Startups brasileiras captam mais de R$ 10 bilhões em Corporate Venture Capital

As startups brasileiras estão comemorando uma excelente notícia: conseguiram captar mais de R$ 10 bilhões em cheques de Corporate Venture Capital (CVC). Esse montante representa um marco significativo para essas empresas, que podem estar vendo o fim de um período desafiador em relação à captação de recursos.

Após enfrentarem um período de dificuldades econômicas, que resultou em uma redução na captação de capital para as startups em crescimento, o cenário parece estar mudando para melhor. De 2020 para 2021, os investimentos de CVC global mais do que dobraram, após um ano de baixos aportes devido à pandemia.

Em 2021, o recorde de investimentos em venture capital no mundo foi batido, totalizando US$ 169 bilhões (R$ 826 bilhões na cotação atual do dólar). No Brasil, estima-se que cerca de US$ 10 bilhões (R$ 48,8 bilhões) tenham sido destinados às startups nacionais, o equivalente a metade de todo o investimento na América Latina.

Uma novidade positiva para o setor é a criação da Associação Brasileira de Corporate Venture Capital (ABCVC), que tem como presidente Leo Monte, diretor de Inovação da Sinqia (SQIA3) e Diretor Geral do Torq (TORQ). Monte destaca a importância da ABCVC em impulsionar o ecossistema, apoiar o crescimento da atividade e promover a inovação nas corporações.

A Associação tem como principais atividades a geração e disseminação de conhecimentos técnicos relacionados à gestão de inovação e investimentos corporativos em capital de risco, o suporte a novos modelos de inovação corporativa, a organização de eventos e o incentivo à diversidade em cargos de gestão e governança corporativa de inovação.

Os investimentos em startups pelas grandes corporações permitem o acesso a novidades em produtos e serviços, contribuindo para a geração de resultados e aquecendo o mercado de empreendedorismo. Além disso, o CVC tem demonstrado um crescimento expressivo em comparação com os fundos tradicionais de venture capital, sinalizando uma tendência positiva para o setor.

Em suma, o aumento dos investimentos em startups brasileiras demonstra um cenário promissor para o setor, impulsionado pelo Corporate Venture Capital e pelas parcerias entre grandes empresas e as empresas em crescimento. Com um mercado cada vez mais aquecido e inovador, as startups têm a oportunidade de se destacar e crescer de maneira sustentável.