sábado, fevereiro 7, 2026

Boi do Pantanal: A Revolução da Juventude e Rentabilidade no Mercado


Evolução da Pecuária de Corte no Pantanal: Sustentabilidade em Foco

A pecuária de corte no Pantanal de Mato Grosso do Sul tem passado por uma verdadeira revolução nos últimos anos. Em 2025, o cenário se transformou com a renovação do rebanho e a crescente adesão a protocolos socioambientais. O Programa Carne Sustentável/MS, voltado para a valorização de práticas que respeitam o bioma, apresenta resultados animadores que refletem um compromisso com a sustentabilidade.

Avanços no Abate de Animais Jovens

Um dos dados mais impressionantes do programa é a idade dos animais no momento do abate. O percentual de bovinos com até quatro dentes entre os machos inteiros subiu 16,20% em comparação a 2024, atingindo mais de 76% dessa categoria em 2025. Essa mudança revela um novo padrão de manejo reprodutivo, sinalizando que os produtores estão implementando estratégias mais eficientes para potencializar a produtividade.

O diretor-executivo da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO), Guilherme Oliveira, destaca: “O dado mais relevante é a precocidade, que reflete decisões tomadas no campo, incluindo a utilização de genética adequada e controle nutricional”. Isso mostra que as fazendas estão se adaptando, sendo mais planejadas e alinhadas às demandas do mercado.

Números que Impressionam

O volume total de bovinos abatidos segundo critérios orgânicos e sustentáveis alcançou 205.898 animais em 2025, um aumento de 10,69% em relação a 2024. Naquele ano, foram registrados 186.009. Esse crescimento é notável principalmente porque suas operações são baseadas em campos nativos, com manejo planejado em função das cheias e secas que caracterizam o Pantanal.

Classificação das Carcaças e Qualidade do Produto

Outro indicador significativo do programa é a taxa de classificação das carcaças, que atingiu 96,92% em 2025. Esse elevado número está diretamente relacionado à padronização do rebanho e à adoção contínua de práticas técnicas nas propriedades. Investimentos em genética, nutrição e sanidade são cruciais para garantir essa qualidade, conforme relata a ABPO.

Critérios do Programa Carne Sustentável

O Programa Carne Sustentável/MS não se limita a parâmetros técnicos de produção. Seus critérios abrangem aspectos ambientais, como a preservação da vegetação nativa e o respeito às áreas de preservação permanente, além de requisitos sociais que envolvem a gestão da propriedade. Isso representa um avanço significativo na busca por uma pecuária de corte que respeite e integre os requisitos do ecossistema.

Oliveira também ressalta: “O sistema pantaneiro sempre teve uma interação harmoniosa com o meio ambiente. O que estamos vendo agora é uma formalização desse modelo, respaldada por indicadores mensuráveis e reconhecimento institucional”.

Incentivos Financeiros: Um Estímulo à Sustentabilidade

Além de certificações, o programa oferece incentivos financeiros. Em 2025, foram repassados R$ 24,7 milhões, correspondendo a 199.560 animais. Para aqueles que optaram pelo sistema orgânico, o incentivo médio foi de R$ 185,29 por animal, enquanto os que se enquadraram na modalidade sustentável receberam um valor médio de R$ 137,14.

Esses repasses funcionam como um estímulo vital para a manutenção de práticas de produção que respeitem o ecossistema local. Oliveira afirma: “O incentivo remunera práticas já integradas ao Pantanal e ajuda a sustentar economicamente um modelo produtivo baseado em manejo adaptado ao ciclo das águas”.

A Pecuária no Pantanal: Uma Tradição Histórica

O Pantanal, a maior planície alagável contínua do mundo, cobre cerca de 150 mil quilômetros quadrados entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essa região é moldada por um ciclo anual de inundação que afeta a vegetação, a fauna e as atividades econômicas. A introdução dos búfalos e bois no século XVIII pelos colonizadores portugueses marcou o início da pecuária na região, que já conta com mais de 250 anos de história.

O Manejo Extensivo: A Chave para a Sustentabilidade

O modelo de pecuária pantaneira se fundamenta no manejo extensivo, predominantemente em campos nativos. Durante as cheias, o gado é deslocado para áreas mais altas, minimizando a conversão de vegetação nativa em pastagens plantadas. Esse fluxo natural não apenas preserva a biodiversidade, mas também garante que as propriedades mantenham uma alta proporção de áreas conservadas.

Embora a pecuária ainda represente uma das principais atividades econômicas do Pantanal, há uma consciência crescente sobre a importância de manter a vegetação nativa. Pesquisas da Embrapa mostram que mais de 80% da vegetação original permanece conservada, uma conquista que se reflete nas fazendas que praticam sistemas de produção que respeitam o regime hidrológico da região.

Pensando no Futuro do Pantanal

À medida que avançamos, fica claro que a união entre práticas sustentáveis e a produção de carne é um caminho viável e necessário. A implementação de protocolos socioambientais no Pantanal não só garante a preservação do bioma, como também proporciona uma alternativa econômica sólida para os produtores rurais.

Ao considerar a trajetória da pecuária no Pantanal, é vital refletir sobre como cada decisão no campo pode impactar o meio ambiente. Esse é um convite para todos os envolvidos na cadeia produtiva: vamos continuar a promover, juntos, a integração entre a produção e a conservação, garantindo que essa rica tradição se perpetue para as futuras gerações.

Um Chamado à Ação

Você já parou para pensar no impacto que suas escolhas fazem no meio ambiente? Que tal buscar mais informações sobre a pecuária sustentável e, quem sabe, passar essa mensagem adiante? A preservação do Pantanal é uma responsabilidade coletiva, e cada ação, por menor que seja, pode fazer a diferença. Compartilhe suas opiniões e participe desse diálogo fundamental pela sustentabilidade!

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