Brasilseg e Reg.IA Juntas: A Revolução dos Seguros para a Agricultura Regenerativa!


Brasilseg e Reg.IA Lançam Parceria Para Adaptar Seguros à Agricultura Regenerativa

Imagens Getty

Lavoura de soja em desenvolvimento.

A Brasilseg, parte do grupo BB Seguros, firmou uma aliança inovadora com o Consórcio Reg.IA, primeiro consórcio dedicado à agricultura regenerativa na América Latina, liderado pela agtech Produzindo Certo. Essa parceria promete transformar o mercado de seguros rurais.

O objetivo dessa colaboração é adaptar modelos de seguro para o setor agrícola regenerativo, proporcionando condições mais vantajosas para os produtores que adotam práticas sustentáveis, diminuindo, assim, sua vulnerabilidade a perdas.

Essa aliança é um passo significativo rumo à produção agrícola regenerativa em grande escala, oferecendo proteção e estabilidade financeira aos agricultores. O projeto será um dos temas centrais na COP 30, que ocorrerá em Belém, dentro do espaço estratégico da CNseg.

Entendendo a agropecuária regenerativa

solo rico em matéria orgânica

A agropecuária regenerativa envolve um conjunto de práticas com foco na recuperação da saúde do solo, da biodiversidade e dos ecossistemas, enquanto aumenta a produtividade agrícola e gera benefícios sociais, econômicos e ambientais.

Essas práticas incluem a restauração da saúde do solo por meio de processos naturais, como a diminuição do revolvimento do solo, o aumento da cobertura vegetal, a rotação de culturas e o pastoreio rotacionado, que contribuem para o sequestro de carbono e para a resiliência da produção.

Pioneirismo no Brasil: um piloto de Goiás a São Paulo

No início, essa colaboração concentrará esforços em atender médios e grandes produtores de grãos, especialmente nas regiões de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

O projeto piloto foi idealizado para testar condições de seguro com foco na minimização da exposição a perdas, observando práticas regenerativas que foram validadas pelo consórcio.

  • Rotação de culturas e cobertura do solo;
  • Gestão de solo adequada;
  • Uso consciente de insumos.

A Produzindo Certo realizará diagnósticos socioambientais nas propriedades, utilizando um score ASG para monitorar a evolução das práticas por meio de visitas de campo, imagens de satélite e acompanhamento remoto.

Aline Locks, CEO da Produzindo Certo

“A saúde do solo e o aumento da matéria orgânica são indicadores fundamentais das boas práticas agrícolas, considerados no cálculo do score. Esses indicadores serão medidos em todas as propriedades do Reg.IA”, explica Aline Locks, CEO da Produzindo Certo.

Menos riscos e mais ganhos

Aline Locks destaca que esse modelo cria um ciclo virtuoso, onde o seguro se torna um incentivo para a transição para práticas regenerativas.

A Brasilseg ainda não definiu um percentual fixo de redução de prêmios, mas a lógica é clara: a adoção de práticas regenerativas diminui os riscos e, consequentemente, permite condições de seguro mais favoráveis, melhorando a rentabilidade da seguradora.

“A implementação de práticas regenerativas tem mostrado, a médio e longo prazo, um aumento de produtividade, refletindo diretamente em ganhos financeiros nas propriedades. Esses resultados não surgem de forma isolada, mas sim da inclusão de métricas de impacto nas transações financeiras da cadeia”, afirma Locks.

Os produtores que fazem parte do Reg.IA já sentem os benefícios econômicos, pois conseguem acumular o prêmio comercial gerado pela venda de grãos regenerativos (que pode ser superior a 2%) enquanto esperam um prêmio de seguro mais baixo.

Resultados do Reg.IA: tirando proveito da tecnologia

soja produtor brasileiro

Igor Alecsander/GettyImages

Produtor brasileiro acompanhado a lavoura de soja

Neste primeiro ano, o Consórcio Reg.IA já alcançou resultados impressionantes, corroborando a tese de redução de riscos.

O piloto conta com 38 propriedades, abarcando 337 talhões e mais de 37 mil hectares durantes práticas regenerativas. Juntas, essas propriedades registraram uma colheita total de 149,1 mil toneladas de soja regenerativa, com uma redução de 66% nas emissões de carbono em relação à média nacional, além de milho regenerativo com até 82% menos emissões.

O score ASG, desenvolvido pela Produzindo Certo, utiliza Inteligência Artificial (IA) e dados geoespaciais para avaliar o manejo agrícola e a saúde do solo, traduzindo isso em um indicador claro de risco.

A parceria aspira a utilizar esses dados regenerativos para aprimorar a precisão na previsão de riscos de quebra de safra, superando as análises tradicionais.

A Brasilseg enxerga a iniciativa como uma força motriz para alinhar o setor de seguros rurais às novas demandas do agronegócio.

“O seguro não deve ser apenas uma ferramenta de proteção, mas sim um agente de transformação,” afirma Paulo Hora, superintendente executivo.

Os resultados deste piloto também poderão gerar subsídios técnicos que enriqueçam o debate sobre o Seguro Rural Subvencionado, sugerindo que o governo considere oferecer subsídios mais elevados a produtores de menor risco.

O cenário do seguro rural no Brasil

Com um orçamento total de R$ 1 bilhão previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso Nacional, até maio já haviam sido liberados R$ 179 milhões, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Entretanto, para atender às metas fiscais, o governo federal bloqueou temporariamente cerca de R$ 445 milhões.

Desde junho, aproximadamente R$ 280 milhões foram alocados para dar continuidade às contratações de apólices das culturas de inverno; R$ 36 milhões destinados a frutas; R$ 7,5 milhões para pecuária; R$ 1,5 milhão para florestas; e R$ 35,5 milhões para outras culturas.


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