Flávio Bolsonaro Cobra Anistia em Meio à Incerteza Política
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou seu discurso sobre a necessidade de votação da anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro. Recentemente, em uma declaração recheada de críticas, ele apontou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta, como um dos principais responsáveis pela lentidão na tramitação do tema no Congresso. As comunicações aconteceram nesta terça-feira, após uma visita ao seu pai, Jair Bolsonaro, que se encontra detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
O Clamor por Anistia
Flávio expressou preocupação com o estado emocional do ex-presidente, alegando que Bolsonaro está “bastante angustiado” pela demora na definição da votação. Ele relembrou que, em certo momento, líderes do Congresso haviam garantido que a anistia seria discutida ainda este ano. No entanto, até agora, isso não ocorreu.
“Ele [Jair Bolsonaro] recebeu compromissos de Hugo Motta e Davi Alcolumbre sobre a pauta da anistia, e quer acreditar na palavra dos dois até o final, pois é um assunto que precisa ser discutido ainda este ano”, declarou Flávio.
A pressão aumenta
O tom das declarações de Flávio se elevou ao criticar a posição de Paulinho da Força, que havia manifestado a ideia de que Jair Bolsonaro não deveria concorrer nas eleições de 2026. Flávio não hesitou em afirmar:
“Não cabe a Paulinho da Força definir se haverá ou não Bolsonaro nas urnas em 2026; essa decisão pertence ao plenário do Congresso Nacional.”
Para o senador, obstruir a votação da anistia acaba ferindo princípios democráticos fundamentais. Ele destacou a importância do funcionamento pleno do Legislativo:
“Isso é democracia. Nós, que defendemos a democracia, desejamos que, como sempre aconteceu, a maioria tome a decisão sobre essa pauta.”
O que está em jogo
Flávio também se manifestou sobre possíveis reações do Supremo Tribunal Federal (STF) caso a anistia seja aprovada pelo Congresso. Ele reafirmou a posição do bolsonarismo de que a questão deve ser tratada pelo Legislativo:
“A competência para tratar de anistia é do Congresso Nacional. Cabe a outros poderes respeitar essa decisão, pois não existe nada de inconstitucional, a não ser que queiram inventar algo para manter Jair fora da política.”
A Força do Bolsonarismo
Em sua fala, Flávio não deixou de ressaltar que a presença do bolsonarismo na política brasileira continuará forte, independentemente do futuro jurídico de seu pai. Ele fez uma afirmação impactante:
“Aqui há um Bolsonaro, e há ‘filhotes’ de Bolsonaro espalhados pelo Brasil. Temos mais de 60 milhões de apoiadores, e não será uma caneta que irá nos silenciar.”
Reflexão Final
Essas declarações de Flávio Bolsonaro refletem um clima de tensão e expectativa no cenário político brasileiro, onde a anistia para os eventos de 8 de janeiro se tornou uma questão central. O que será decidido pelo Congresso pode influenciar não apenas o futuro de Jair Bolsonaro, mas também o rumo do bolsonarismo e a configuração política do Brasil nos próximos anos.
Convidamos você a refletir sobre o impacto de possíveis decisões do Congresso e como elas podem moldar o futuro político do país. O que você pensa sobre a anistia? Deixe sua opinião nos comentários!




