O fundo imobiliário SPTW11 não distribuirá rendimentos referentes a outubro de 2026 por causa da inadimplência da locatária do imóvel Líbero Badaró e da decisão de preservar recursos em caixa. A informação foi divulgada em fato relevante em 30 de outubro, após o fundo não receber aluguéis e identificar o não pagamento integral do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), obrigação atribuída à inquilina pelo contrato.
Aluguéis e multas seguem em aberto
O aluguel referente a setembro, com vencimento em 1º de outubro de 2026, não havia sido pago até a divulgação do comunicado. O valor devido é de R$ 851.331,07. Segundo o fundo, essa quantia representa aproximadamente toda a receita imobiliária e corresponde a um impacto negativo estimado em cerca de R$ 0,47 por cota.
Também continua pendente o aluguel com vencimento em 1º de setembro, no mesmo valor de R$ 851.331,07. Além dos dois pagamentos, o fundo informou que há R$ 104.530,45 em multas contratuais relacionadas aos atrasos dos aluguéis que venceram em junho, julho e agosto.
Com a suspensão, os cotistas não receberão a distribuição relativa à competência de outubro. A decisão foi tomada apesar de o fundo contar com uma reserva de lucro equivalente a R$ 0,22 por cota. Administradora e gestora optaram por não usar essa reserva para realizar o pagamento e afirmaram que pretendem manter liquidez para despesas recorrentes e outras obrigações.
Caixa será preservado para despesas e contingências
Em 29 de outubro de 2026, o caixa e os equivalentes de caixa do SPTW11 somavam R$ 2.575.343,80. A administração apontou que a manutenção desses recursos se tornou ainda mais relevante após constatar o descumprimento da obrigação de pagamento integral do IPTU pela locatária.
De acordo com o comunicado, parte do dinheiro retido poderá ser usada para pagar o imposto, com o objetivo de proteger os direitos de propriedade do fundo. A utilização dos recursos para essa finalidade não elimina a possibilidade de cobrar posteriormente os valores da inquilina. A gestão informou que continuará tomando as medidas cabíveis para buscar a quitação das pendências.
A decisão de não distribuir rendimentos, portanto, está ligada tanto à falta de recebimento dos aluguéis quanto à necessidade de manter recursos disponíveis para compromissos do fundo. O comunicado não informa um valor específico de distribuição que seria pago aos cotistas em outubro; detalha, porém, o impacto estimado da inadimplência por cota e o saldo de caixa na data indicada.
Retomada depende da regularização
A suspensão pode continuar nos próximos meses. A expectativa da gestão é que o fundo não retome as distribuições enquanto a locatária permanecer inadimplente e até que existam recursos suficientes para cobrir possíveis desembolsos associados às contingências informadas.
Desde que identificaram os atrasos, administradora e gestora disseram estar adotando as providências previstas no contrato de locação para tentar receber os valores devidos. A administração também informou que novas atualizações sobre a inadimplência deverão aparecer no próximo relatório gerencial.
O fundo não apresentou, no fato relevante, uma data para a regularização dos pagamentos ou para a retomada das distribuições. A continuidade da suspensão dependerá, conforme a expectativa comunicada pela gestão, da situação da locatária e da disponibilidade de recursos para atender às obrigações e aos possíveis gastos relacionados ao caso.