Itaú registra lucro líquido de R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre, alta de 6,2%


O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado após o fechamento do mercado nesta terça-feira (3), ficou em linha com a mediana das projeções de analistas compiladas pela Reuters.

A margem financeira gerencial do banco somou R$ 34,6 bilhões entre julho e setembro, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) anualizado alcançou 23,6%. O indicador mede a rentabilidade em relação ao capital próprio da instituição.

Crédito e custo da carteira

O saldo da carteira de crédito chegou a R$ 1,544 trilhão no fim de setembro. O montante cresceu 10,2% em 12 meses e 1,4% em relação ao trimestre anterior. No Brasil, a expansão anual foi de 10,9%. A administração informou que, sem o efeito da variação cambial, o avanço consolidado teria sido de 10,4%, e o crescimento no país, de 11,3%.

A inadimplência acima de 90 dias ficou em 2,0%. O índice estava em 1,9% tanto no terceiro trimestre de 2025 quanto no encerramento de junho deste ano. A medida considera operações de crédito com parcelas em atraso por mais de três meses.

O custo do crédito, que reúne despesas relacionadas ao risco e à perda em operações de empréstimo, foi de R$ 10,4 bilhões no trimestre. O valor aumentou 2,7% ante o segundo trimestre e 10,2% na comparação anual.

Para 2026, o Itaú reiterou praticamente todas as suas previsões. O banco mantém a expectativa de crescimento de 5,5% a 9,5% para a carteira de crédito total e projeta custo do crédito entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões no ano.

Margens e receitas

A margem financeira avançou 7,8% em um ano. A parcela obtida com clientes cresceu 6,6%, para cerca de R$ 33,3 bilhões. Já a margem financeira com mercado, que inclui resultados ligados às operações da instituição nos mercados financeiros, somou R$ 1,3 bilhão, alta de 46,9% sobre o terceiro trimestre de 2025.

As receitas com prestação de serviços recuaram 0,1% na comparação anual, para R$ 11 bilhões. No sentido contrário, as receitas de operações de seguros cresceram 2%, chegando a quase R$ 3,5 bilhões.

O resultado recorrente também foi afetado por itens extraordinários, líquidos dos efeitos fiscais, segundo o banco. Entre eles, estão R$ 291 milhões em custos de reestruturação do varejo no Itaú Colômbia e R$ 133 milhões em amortização do ágio.

Estrutura e expectativas

O número de agências e postos de atendimento caiu para 2.180 unidades no fim de setembro. Eram 2.617 no mesmo período do ano passado e 2.210 no encerramento de junho.

O índice de capital principal, que indica a relação entre o capital de maior qualidade do banco e seus ativos ponderados pelo risco, ficou em 12,7%, abaixo dos 13,5% registrados um ano antes. O índice de eficiência foi de 37,5%, ante 38,8% no terceiro trimestre de 2025. Esse indicador relaciona despesas e receitas; no período, o percentual foi menor que o observado um ano antes.

Os ativos totais do Itaú superaram R$ 3,3 trilhões no fim de setembro, ante quase R$ 3 trilhões um ano antes.

Antes da divulgação, o Bradesco BBI estimava lucro de R$ 12,5 bilhões, praticamente estável ante o trimestre anterior e 12% acima do resultado de um ano antes. A instituição previa contribuição de crescimento moderado do crédito, melhora das receitas de tesouraria e inadimplência controlada, embora apontasse possível pressão nas receitas de serviços.

O Goldman Sachs também projetava lucro praticamente estável na comparação trimestral e ROE de 23,3%, abaixo dos 24,3% registrados no segundo trimestre. A casa avaliava o Itaú como o banco mais bem posicionado do setor.

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