Lula classifica viagem de Flávio aos EUA após derrota eleitoral como vergonhosa


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “ato vergonhoso” a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, depois de o parlamentar ser derrotado na eleição presidencial de domingo. Em discurso a apoiadores nesta terça-feira (27), dia em que completou 81 anos, Lula também criticou a saída do país e relacionou a decisão a uma possível culpa na consciência do senador.

Lula critica saída do país

Ao falar com apoiadores, Lula afirmou que “quem não deve, não teme”. O presidente usou a frase para contestar a decisão de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil após o resultado eleitoral. A afirmação de que o senador teria culpa na consciência foi apresentada por Lula como argumento para explicar a viagem, e não como uma conclusão sobre os inquéritos que envolvem o parlamentar.

Flávio Bolsonaro foi adversário de Lula no segundo turno da disputa presidencial, segundo o relato. A viagem aos Estados Unidos ocorreu depois da derrota de domingo e foi confirmada por uma fonte do governo norte-americano e por um aliado próximo do senador. A informação sobre o destino foi atribuída a essas duas fontes.

O episódio reúne duas questões distintas: a crítica política feita por Lula e o cumprimento de uma determinação judicial. O presidente classificou a viagem como vergonhosa; já o prazo para entrega dos passaportes havia sido estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e deveria ser cumprido na manhã desta terça-feira.

Prazo para entregar passaportes

De acordo com as informações disponíveis, Flávio deixou o país com destino aos Estados Unidos e não entregou os passaportes à Polícia Federal dentro do prazo fixado por Moraes. O relato não detalha as circunstâncias da saída, nem informa se houve alguma manifestação do senador sobre a determinação ou sobre a viagem.

A ordem previa que os documentos fossem entregues à Polícia Federal na manhã de terça-feira. A saída do país, portanto, ocorreu no mesmo período em que o prazo determinado pelo ministro deveria ser cumprido. O relato não informa quais medidas foram tomadas em seguida nem apresenta eventual decisão posterior do STF sobre o descumprimento.

A determinação judicial e a fala de Lula não devem ser confundidas: a primeira estabeleceu uma obrigação relacionada aos passaportes; a segunda foi uma avaliação política do presidente sobre a viagem. A notícia não atribui ao ministro qualquer comentário sobre as declarações de Lula.

Inquéritos no Supremo

Flávio Bolsonaro é alvo de inquéritos no STF, entre eles uma investigação que apura suspeita de lavagem de dinheiro. O caso envolve também Willer Tomaz, advogado e amigo do senador. A existência da apuração não significa que a suspeita tenha sido comprovada: tanto Flávio quanto Tomaz negam qualquer irregularidade.

O relato não estabelece uma relação entre a viagem aos Estados Unidos e a investigação sobre lavagem de dinheiro. Também não informa que a saída do país tenha sido motivada pelos inquéritos. A crítica de Lula foi direcionada ao fato de o senador ter viajado depois da derrota eleitoral, enquanto a investigação e a ordem de entrega dos passaportes aparecem como elementos separados do caso.

Assim, os fatos descritos são a viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, a falta de entrega dos passaportes no prazo fixado por Moraes e a manifestação de Lula nesta terça-feira. A suspeita investigada pelo Supremo permanece negada pelos dois envolvidos mencionados, e não há, no relato, indicação de desfecho judicial para o caso.

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