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Mombak Festeja R$ 100 Milhões do Novo Fundo Clima: O Que Isso Significa para o Futuro Ambiental?

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Iniciativa do novo Fundo Clima apoiará projetos de reflorestamento, como o da Mombak.

A Mombak, uma inovadora startup focada no reflorestamento, acaba de conseguir R$100 milhões em créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esta notícia chegou na manhã desta segunda-feira, quando a empresa anunciou a parceria também com o Santander Brasil, com a meta de acelerar seu crescimento no promissor mercado de remoção de carbono.

Um Marco no Reflorestamento

Com este acordo, a Mombak se torna a pioneira a acessar os recursos do “Novo Fundo Clima”, uma iniciativa recente que visa oferecer financiamento para projetos sustentáveis, especialmente aqueles voltados à restauração de florestas. Através dessa proposta, a startup pode enfim realizar suas ambições de replantar espécies nativas na floresta amazônica, ocupando áreas degradadas anteriormente utilizadas por agricultores e pecuaristas.

O que é o Novo Fundo Clima?

Lançado em 2023 com apoio governamental, o novo fundo tem como objetivo incentivar projetos que promovam um desenvolvimento mais verde e sustentável no Brasil. Ao fazer isso, ele se posiciona como uma resposta eficaz ao aumento da demanda por ações que ajudem a mitigar as mudanças climáticas.

No caso da Mombak, o Santander Brasil não apenas facilitou a negociação, mas também ofereceu uma garantia bancária, refletindo o crescente interesse do setor financeiro em projetos de remoção de carbono. Vale lembrar que o BNDES já havia aprovado anteriormente uma linha de crédito de até R$160 milhões, mas a startup precisava de um parceiro financeiro para garantir os recursos e aproveitar esse momento oportuno.

Crescimento e Contribuição ao Mercado de Carbono

Gabriel Silva, cofundador da Mombak, expressou entusiasmo sobre o acordo em uma conversa com a Reuters, dizendo: “Estabelecer uma relação com o Santander foi essencial, e isso marca um avanço significativo para acessarmos o capital esperado”. Atualmente, a Mombak está à frente do cultivo em 18 mil hectares, uma área impressionante, equivalente a três vezes o tamanho de Manhattan. A expectativa é que até junho sejam plantadas 8 milhões de árvores na Amazônia, um passo considerável rumo ao reflorestamento eficaz.

A iniciativa não apenas ajuda a recuperar a vegetação nativa, mas também gera créditos de carbono que empresas podem adquirir para compensar suas próprias emissões de gases de efeito estufa. Isso evidencia uma interconexão crescente entre investimento e sustentabilidade, e a Mombak já possui contratos de remoção de carbono com gigantes como Microsoft, Google e McLaren, totalizando aproximadamente US$150 milhões. Para 2024, as expectativas da empresa são de triplicar ou até quadruplicar esse valor.

Desafios e Oportunidades no Setor de Carbono

No entanto, o cenário para outras iniciativas no mercado de carbono ainda apresenta desafios. Muitas empresas têm dificuldade em obter financiamentos que possam ajudá-las a reduzir custos e financiar operações, uma vez que a compra de terras e o estabelecimento de parcerias implicam altos investimentos. Além disso, o setor é frequentemente visto como arriscado por investidores, criando um ciclo desafiador de confiança e capitalização.

Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES, comentou que o acordo com a Mombak pode ajudar a mitigar algumas das inseguranças do mercado. “O Brasil, que abriga quase 60% da floresta amazônica, se posiciona para se tornar um líder no mercado de compensação de carbono”, ressaltou. A colaboração entre o BNDES e instituições financeiras privadas sugere que o financiamento para a sustentabilidade é não apenas viável, mas desejável.

Avaliação do Mercado e O Papel das Instituições Financeiras

Leonardo Fleck, responsável pela área de sustentabilidade do Santander, também enfatizou a importância de acordos como este para a promoção das iniciativas de reflorestamento. Ele observou que a fluidez do capital e a realização de contratos com empresas internacionais são sinais claros de que o mercado está evoluindo: “Estamos encaixando as peças do quebra-cabeça, permitindo que as empresas escalem suas operações e gerem mais confiança no setor financeiro”, explicou Fleck em entrevista.

Próximos Passos para a Mombak

Com esse novo capital, a Mombak planeja expandir suas operações de reflorestamento no Pará, consolidando seu modelo de parceria rural com proprietários de terras locais. O financiamento é composto por R$80 milhões do Fundo Clima e R$20 milhões obtidos via BNDES Finem, ajustando assim os recursos necessários para o potencial de crescimento da empresa.

“A ativação do Novo Fundo Clima para o restauro florestal representa um marco na atuação do governo federal em prol do reflorestamento da Amazônia e ilustra a determinação do BNDES em impulsionar um novo mercado e um novo caminho para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, comentou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Reflexão sobre o Futuro da Sustentabilidade

Essas movimentações não apenas reafirmam a importância da colaboração entre o setor público e privado, mas também destacam a urgência de iniciativas que abordem as mudanças climáticas. O caso da Mombak ilustra como parcerias e inovações podem transformar ideias em ações concretas que beneficia a floresta e todo o ecossistema ao seu redor.

À medida que avançamos, é vital continuar acompanhando o progresso de iniciativas como a da Mombak, refletindo sobre a importância cada vez maior da sustentabilidade em nossas economias e sociedades. E você, o que pensa sobre o impacto dessas ações? Acredita que o Brasil pode se tornar uma referência global em compensação de carbono? Compartilhe seus pensamentos e ajude a essa conversa a ganhar novas perspectivas.

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