A Petrobras informou que seu Conselho de Administração recebeu, em reunião de 26 de outubro, dados das áreas técnicas sobre a execução da estratégia comercial para diesel, gasolina e outros produtos. A companhia prestou o esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após questionamento sobre uma reportagem que mencionou cobranças do conselho por reajustes nos preços dos combustíveis.
Informações apresentadas ao conselho
Segundo a estatal, as informações tratavam da aplicação da estratégia comercial vigente. A empresa não detalhou quais dados foram apresentados nem indicou que o conselho tenha aprovado mudanças nos preços ou nas diretrizes comerciais. Também afirmou que não houve decisão ou fato relevante relacionado ao tema, que considera parte do acompanhamento ordinário realizado pelo colegiado.
A resposta foi dada após a CVM questionar a Petrobras sobre reportagem do Brazil Journal a respeito de cobranças por reajustes. A manifestação da empresa confirma que o conselho recebeu informações técnicas, mas não relata uma deliberação para alterar os preços de diesel, gasolina ou outros produtos. A companhia não informou, no esclarecimento, novos valores ou prazos para eventuais mudanças.
Ao explicar sua política, a Petrobras afirmou que procura manter preços competitivos e equilibrados em relação aos mercados nacional e internacional. A empresa também disse que busca preservar sua sustentabilidade financeira. Esses objetivos são apresentados como partes da mesma estratégia comercial, sem anúncio de uma decisão específica sobre os preços dos combustíveis.
Política busca limitar oscilações
A companhia afirmou ainda que sua política procura evitar que a volatilidade das cotações internacionais do petróleo e das variações cambiais seja repassada aos preços domésticos. Volatilidade, nesse contexto, significa a oscilação dos valores ao longo do tempo. A Petrobras não apresentou números sobre essas variações nem detalhou como elas influenciaram os preços no período mencionado.
O esclarecimento também diz que a empresa considera os efeitos das medidas de subvenção adotadas pelo governo federal. A Petrobras não especificou quais medidas foram avaliadas nem informou o impacto delas sobre os preços ou sobre a estratégia comercial. Segundo a estatal, esse fator integra a análise das condições de mercado, junto com a observação dos cenários nacional e internacional.
A companhia declarou que acompanha continuamente o mercado e possíveis alternativas comerciais. A afirmação indica que a análise da estratégia permanece em curso, mas não representa, por si só, o anúncio de uma alteração. A empresa não divulgou quais alternativas estão sob avaliação ou se alguma delas será adotada.
Sem anúncio de mudança
Para consumidores e investidores, a resposta não traz indicação de reajuste nem de redução nos preços. O conteúdo divulgado trata do acompanhamento da estratégia pelo conselho e da forma como a Petrobras diz considerar fatores de mercado, câmbio, petróleo e subvenções. A empresa também não comunicou uma decisão sobre repasses aos preços domésticos.
Ao afirmar que não houve fato relevante, a estatal enquadrou o tema como parte da rotina de acompanhamento do conselho, e não como uma decisão nova a ser comunicada. A manifestação, portanto, responde ao questionamento da CVM sobre a reportagem sem anunciar mudança na política comercial. A Petrobras reiterou que mantém a estratégia baseada em competitividade, equilíbrio com os mercados e sustentabilidade financeira.