Inundações em Moçambique: O Impacto e a Resposta Humanitária
Recentemente, mais de 723 mil pessoas sofreram as consequências devastadoras de inundações em Moçambique. As províncias de Gaza, Maputo e Sofala foram as mais afetadas, com chuvas intensas e prolongadas que começaram a cair a partir de meados de dezembro. O cenário é preocupante, com milhares de famílias forçadas a deixar suas casas.
De acordo com Sergio da Silva, chefe de Avaliação e Coordenação de Desastres da ONU (Undac), essas inundações representam as maiores cheias que o país enfrentou em décadas.
A Importância da Coordenação Humanitária
Durante uma visita a Xai-Xai, um dos locais mais atingidos, da Silva destacou as iniciativas em andamento pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) e outras agências que estão no terreno. Ele ressaltou que a colaboração entre os setores humanitários é vital para garantir que as pessoas necessitadas recebam auxílio nos âmbitos de abrigo, saúde, alimentação e proteção.
“Estamos colaborando com o governo e autoridades locais para coletar informações essenciais sobre o desastre, identificando onde estão as pessoas afetadas e quais são suas necessidades. Isso é fundamental para mobilizar os recursos necessários”, explicou da Silva.
Danos Colaterais
O impacto das inundações foi severo, resultando em:
- Mais de 171 mil residências inundadas ou destruídas;
- 229 unidades de saúde danificadas;
- 355 escolas afetadas.
A colaboração entre governo, agências da ONU e organizações da sociedade civil é crucial para assegurar que a assistência chegue rapidamente às pessoas mais necessitadas. Precisamos unir forças para tornar a resposta mais eficaz.
Mobilizando Apoio Internacional
Um aspecto fundamental nessa crise é a mobilização de apoio internacional. Da Silva ressaltou a necessidade urgente de financiamento, destacando o papel essencial que os doadores desempenham no suporte ao povo moçambicano.
“O apoio internacional é crucial, pois precisamos ajudar milhares de pessoas que estão abrigadas, mas também aquelas que ainda estão fora, em comunidades de acolhimento ou em assentamentos informais”, afirmou.
Atualmente, aproximadamente 77 mil pessoas estão alojadas em 77 centros de acolhimento. O resto da população afetada está vivendo fora desses locais. Até agora, cerca de 90 mil indivíduos receberam assistência, principalmente na província de Gaza.
Risco de Doenças
Com a destruição das instalações de saúde e a contaminação dos sistemas de abastecimento de água, o risco de surto de doenças aumentou consideravelmente. Doenças como cólera e malária agora são uma preocupação séria.
Uma boa notícia, porém, surgiu: a Aliança para as Vacinas (Gavi), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciaram que o fornecimento global de vacinas contra cólera atingiu um nível suficiente para retomar campanhas preventivas, interrompidas há mais de três anos.
Vacina Oral de Cólera
A Retomada das Campanhas de Vacinação
Moçambique é o primeiro país a retomar a vacinação preventiva contra a cólera após a interrupção em 2022, decorrente da escassez de vacinas devido ao aumento global de casos da doença. Uma remessa inicial de 20 milhões de doses está sendo distribuída para as campanhas preventivas. Dessa quantidade:
- 3,6 milhões foram entregues a Moçambique;
- 6,1 milhões à República Democrática do Congo;
- 10,3 milhões estão previstas para entrega a Bangladesh.
A campanha de vacinação em Moçambique inicia em um momento crítico, em meio a um surto de cólera em curso e às devastadoras consequências das inundações.
Um Olhar para o Futuro
A situação em Moçambique é um lembrete da fragilidade da infraestrutura e da resiliência das comunidades diante de desastres naturais. A mobilização de recursos e a colaboração entre agências governamentais e internacionais são essenciais para ajudar a reconstruir as vidas e garantir que as comunidades afetadas voltem a se reerguer.
É momento de refletir sobre a importância de cuidar do nosso planeta, investir em infraestrutura resiliente e criar sistemas de apoio eficazes. Como você pode contribuir para ajudar aqueles que estão em necessidade? Escreva seu pensamento nos comentários e compartilhe este artigo para aumentar a conscientização. Juntos, podemos fazer a diferença.




