quinta-feira, fevereiro 19, 2026

WEG na Mira do JPMorgan: Queda de 4% e o Que Isso Pode Significar para o Mercado!


Análise do Quarto Trimestre da WEG: Expectativas e Perspectivas

A WEG (código de negociação: WEGE3) está prestes a divulgar seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25), e a expectativa é alta. A apresentação dos números ocorrerá no próximo dia 25 de fevereiro, antes da abertura do mercado. Enquanto isso, o JPMorgan já incluiu a empresa em sua lista de monitoramento por causa de possíveis catalisadores negativos, embora mantenha uma recomendação overweight (exposição acima da média, o que equivale a um sinal de compra) para os papéis da empresa.

Desempenho das Ações

Na última quinta-feira (19), as ações da WEG tiveram um desempenho de queda de 3,78%, fechando a R$ 51,37. Essa desvalorização chamou a atenção dos analistas, que observam um perfil de risco assimétrico. Eles notam que existe um maior potencial para queda do que para recuperação, dado o atual múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de 32 vezes esperado para 2026 e um valor da empresa (EV) sobre o Ebitda de 21,6 vezes também previsto para 2026.

Muitos analistas esperam um quarto trimestre fraco, com um crescimento modesto da receita e margens sob pressão. Isso cria uma expectativa de que, após a divulgação dos resultados, possam ocorrer revisões para baixo nas projeções de lucro de 2026.

Expectativas do Mercado

“Embora grande parte dos investidores esteja ciente da fraqueza prevista para o 4º trimestre e nossas análises quanto a sensibilidade cambial sugiram uma queda limitada em relação ao consenso, acreditamos que a confirmação de um desempenho fraco levará a novas reavaliações das projeções para 2026”, apontam os especialistas.

Mesmo assim, é interessante notar que a WEG apresentou um desempenho positivo desde a divulgação dos resultados do 3º trimestre de 2025. As ações subiram 35% desde 21 de outubro, em comparação ao avanço de 29% do Ibovespa, enquanto o dólar caiu 8% em relação ao real.

Oportunidades para os Otimistas

Para aqueles com uma visão otimista, o JPMorgan ressalta que a WEG é uma empresa de alta qualidade, em posição favorável para se beneficiar das tendências de eletrificação. Um exemplo disso é a expectativa de expansão no mercado de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no Brasil. O primeiro leilão do governo nesta área deve acontecer em abril, com a previsão de lançar uma usina de BESS de 2 GWh que começará a operar em 2027.

Demanda em Alta por Transformadores

A demanda por transformadores continua robusta, principalmente devido à necessidade de novas conexões de rede. Data centers e a crescente importância da inteligência artificial (IA) são fatores que impulsionam esse cenário. Segundo analistas, o crescimento da WEG deve alcançar seu ponto mais baixo em 2026, mas a nova capacidade de produção de transformadores pode contribuir significativamente para as receitas a partir de 2027.

Além disso, as exportações da WEG para os EUA permanecem firmes, apesar das tarifas impostas, evidenciando a resiliência da empresa mesmo em ambientes comerciais difíceis. A performance de empresas do setor em relação ao 4º trimestre foi bastante sólida, com comentários positivos sobre a entrada de pedidos, o que sugere uma aceleração nos resultados futuros.

Desafios e Riscos

Por outro lado, os analistas pessimistas destacam que a avaliação da WEG está cerca de 15% acima da média dos últimos três anos em termos de P/L, especialmente em um contexto em que os resultados têm mostrado fraquezas consecutivas. Isso indica que o mercado já está precificando uma recuperação que provavelmente acontecerá somente em 2027.

A expectativa é de que o 4º trimestre mostre um crescimento de receita quase nulo, com uma elevação de apenas 2% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, o atual valor do real traz riscos adicionais às estimativas da WEG. Recentemente, os fluxos de investimento para mercados emergentes podem ter contribuído para o desempenho da empresa, mais do que seus fundamentos intrínsecos.

Historicamente, nos últimos cinco trimestres, as ações da WEG caíram mais de 5% em quatro ocasiões, mesmo quando os resultados estavam alinhados com as expectativas. Dessa forma, a WEG pode não ser a melhor opção para investidores que buscam surfar uma potencial recuperação econômica no Brasil, considerando que cerca de 60% de sua receita bruta vem do exterior.

Perspectivas dos Especialistas

O Bradesco BBI também entrou na discussão, afirmando que, embora a WEG tenha fundamentos sólidos, uma parte significativa das perspectivas positivas já está refletida nos preços das ações. Para o próximo trimestre, é possível que haja algum alívio nas margens de Ebitda, mas isso deve vir de bases comparativas que já estão pressionadas.

Diante desse panorama, surge a pergunta: qual será o futuro da WEG?

Reflexão Final

É um momento desafiador para a WEG, com um futuro que parece repleto de incertezas e oportunidades. O equilíbrio entre crescimento e riscos será crucial nos próximos meses. Se você é investidor ou apenas interessado no tema, que tal refletir sobre como essas mudanças podem impactar não apenas suas decisões de investimento, mas também suas percepções sobre o mercado como um todo?

Acompanhe os próximos passos da WEG e compartilhe suas opiniões. Estamos em um momento de constante transformação e as oportunidades surgem a cada novo dado divulgado.

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