O Ibovespa Futuro subia nos primeiros negócios desta sexta-feira (23), último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial, enquanto investidores avaliavam a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pesquisa Datafolha mostrou os dois empatados, com 50% dos votos válidos cada um. Às 9h02, no horário de Brasília, o índice avançava 0,44%, aos 207.000 pontos.
Eleição concentra atenção do mercado
Ao longo do dia, os investidores acompanhavam a divulgação de novas pesquisas eleitorais. Estavam previstos levantamentos da Alfa Inteligência, Ipespe/Abrapel, Real Time Big Data, Veritá e Vox Brasil. À noite, os dois candidatos ao Palácio do Planalto participariam do debate da TV Globo, o último da campanha.
A proximidade do segundo turno e a divulgação dos levantamentos colocavam o cenário eleitoral entre os fatores observados pelo mercado na última sessão antes da votação. O resultado do Datafolha apontou igualdade entre os candidatos em votos válidos, mas não alterou o fato de que a disputa ainda seria acompanhada por novas pesquisas e pelo debate televisivo.
Inflação e balanço do Bradesco
Além da eleição, os investidores avaliavam os dados de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que funciona como prévia da inflação oficial, subiu 0,32% em outubro de 2026. Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,15% no ano e de 4,62% em 12 meses, acima dos 4,47% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O balanço do terceiro trimestre do Bradesco (BBDC4) também estava no radar. O banco registrou lucro em linha com as previsões do mercado e anunciou um programa de recompra de ações. Os investidores deveriam repercutir os dois pontos durante o pregão, em meio à avaliação dos resultados da instituição.
Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio
No exterior, a alta dos preços internacionais do petróleo pressionava o sentimento dos investidores. O movimento ocorria em meio a novos ataques de militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, à Arábia Saudita. Também havia relatos de que Estados Unidos e Israel elaboraram planos para novos ataques ao Irã após as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro.
Com os desdobramentos no Oriente Médio, o petróleo Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 114 por barril. Os preços caminhavam para a terceira alta semanal consecutiva, enquanto o aumento dos ataques à Arábia Saudita ampliava o risco de interrupções no fornecimento da região.
Os contratos futuros dos principais índices de Wall Street operavam em queda. O Dow Jones Futuro recuava 0,59%, o S&P 500 caía 0,22% e o Nasdaq tinha baixa de 0,02%. As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam em direções opostas, acompanhando as perdas em Wall Street. A preocupação com o aumento dos gastos em inteligência artificial e a alta do petróleo afetava o sentimento dos investidores.
Dólar, Ásia e commodities
Na B3, o dólar futuro recuava 0,04%, a R$ 5,060. Na Ásia, a inflação subjacente do Japão acelerou para 2,1% em setembro, na comparação anual, ante 1,7% em agosto. O índice superou a meta de 2% do Banco do Japão pela primeira vez em nove meses. O resultado refletiu pressões associadas ao encarecimento da energia e ao aumento dos custos de importação provocado pela desvalorização do iene.
Na China, os preços do minério de ferro fecharam em alta, impulsionados pela redução dos estoques nos portos. Apesar do avanço no dia, o contrato registrou a sétima perda semanal consecutiva, enquanto investidores avaliavam a fraqueza da demanda em geral.

