O Ibovespa caiu 1,15% na sessão analisada, encerrando aos 204.120 pontos, enquanto o analista técnico Rodrigo Paz apontou continuidade do movimento de correção e de oscilação lateral no curto prazo. Para a análise divulgada para sexta-feira (23), a retomada da alta depende de o índice superar o recorde de 209.713 pontos; abaixo de suportes, a correção pode se estender.
Ibovespa busca direção
Durante o pregão, o índice variou entre 203.051 e 206.493 pontos. Apesar da queda, permaneceu próximo da máxima histórica. No gráfico diário, passou a negociar entre as médias móveis de nove e 21 períodos — indicadores que acompanham a média dos preços em diferentes intervalos. A tendência principal segue positiva, mas a perda de força nas últimas sessões pede cautela no curto prazo, segundo Paz.
O Índice de Força Relativa (IFR), indicador usado para medir a intensidade dos movimentos de preço, recuou para 62,31 pontos. O número está abaixo da faixa clássica de sobrecompra, mas ainda reflete a valorização acumulada pelo Ibovespa.
Para retomar a trajetória de alta, o índice precisa romper os 209.713 pontos. Se a quebra da máxima histórica vier acompanhada de volume, os próximos alvos projetados são 215.630 e 221.450 pontos. Em um movimento mais prolongado, a referência é 230 mil pontos.
Na direção oposta, o Ibovespa encerrou acima do suporte de 203.980 pontos, apesar de ter tocado 203.051 pontos durante a sessão. Suportes são regiões em que a demanda pode conter uma queda. Se houver perda confirmada dos 203.980 pontos, o índice pode recuar até 199.354 pontos. Abaixo desse nível, os próximos suportes apontados são 189.487 e 181.560 pontos.
No gráfico de 60 minutos, a pressão vendedora é maior: o índice está abaixo das médias móveis de nove e 21 períodos. Para recuperar força compradora, precisaria superar as resistências entre 204.455 e 206.425 pontos. Depois, os objetivos ficam em 208.685 e 209.713 pontos. Acima do recorde, a projeção alcança a faixa de 212.535 a 215.470 pontos. Se perder os 203.050 pontos, o índice pode buscar 199.354 pontos e, em seguida, a região entre 190.130 e 189.487 pontos; em uma queda mais extensa, os alvos são 184.765 e 181.560 pontos.
Mini-índice e minidólar
O contrato de mini-índice WINZ26, com vencimento em dezembro, fechou a sessão de 22 de outubro em queda de 1,49%, aos 206.100 pontos. No gráfico de 15 minutos, encerrou abaixo das médias móveis de nove e 21 períodos, após ampliar a correção. As referências imediatas para o pregão de sexta-feira são o suporte entre 205.865 e 205.290 pontos e a resistência entre 206.755 e 207.695 pontos. A perda do suporte pode intensificar as vendas; a superação da resistência é necessária para uma reação compradora.
No gráfico diário, o mini-índice passou a oscilar entre as médias de nove e 21 períodos, sinal de disputa entre compradores e vendedores. No intervalo de 60 minutos, o fechamento abaixo das médias curtas mantém o viés corretivo.
Já o minidólar WDOX26, com vencimento em novembro, subiu 0,57% na sessão de 22 de outubro, para 5.062 pontos. No gráfico de 15 minutos, fechou acima das médias de nove, 21 e 200 períodos. Para o pregão seguinte, os suportes estão em 5.056 e 5.042 pontos, e as resistências, em 5.068 e 5.078,5 pontos. O rompimento de uma dessas faixas pode indicar se a recuperação continua ou se o contrato devolve parte da alta.
A reação do minidólar ainda ocorre abaixo das médias de nove e 21 períodos no gráfico diário, o que, segundo a análise, exige confirmação antes de caracterizar uma reversão mais consistente. No gráfico de 60 minutos, o contrato está acima das médias curtas, condição favorável aos compradores enquanto os suportes forem preservados.
Contrato futuro de Bitcoin
O contrato futuro de Bitcoin BITV26, com vencimento em outubro, recuou 3,69% na última sessão e fechou aos 410.340 pontos. No gráfico diário, o preço permanece abaixo das médias móveis de nove e 21 períodos, enquanto a média de 200 períodos funciona como suporte. A queda devolveu vantagem aos vendedores e aproximou o contrato de uma região técnica decisiva, embora ele ainda esteja dentro da faixa lateral observada nos últimos dias.
O IFR de 14 períodos ficou em 45,47 pontos, em zona neutra e sem indicar sobrevenda. Para ampliar a pressão vendedora, o contrato precisaria perder a faixa entre 405.340 e 401.855 pontos. Nesse caso, os próximos objetivos são 388.590 e 373.975 pontos; em uma correção mais extensa, 356.030 e 329.600 pontos.
Uma recuperação depende da retomada das médias móveis e do rompimento da região entre 427.500 e 435.740 pontos. Acima dela, os alvos indicados são 462.845 e 478.370 pontos, seguidos por 520.515 e 590.020 pontos.

