A ascensão da inteligência artificial (IA) está gerando uma corrida mundial por infraestrutura tecnológica. Esse movimento não beneficia apenas as empresas que desenvolvem modelos e aplicativos, mas também aquelas que fornecem os componentes essenciais para essa transformação. Nesse contexto, os semicondutores desempenham um papel crucial, beneficiando ativos como o CHIP11.

Recentemente, o ETF da Investo focado no setor de semicondutores obteve uma impressionante valorização de 116,6% nos últimos 12 meses, até maio. Somente nos últimos seis meses, o retorno foi de 60,4%, e em maio, a alta foi de 20,2%.
Desvendando o CHIP11
O CHIP11 é um ETF no Brasil que busca replicar o desempenho do MVIS US Listed Semiconductor 25 Index. Este índice compreende as 25 maiores e mais líquidas empresas do setor de semicondutores listadas em bolsas americanas.
Na prática, isso oferece ao investidor brasileiro a oportunidade de acessar, com a aquisição de uma única cota, uma cesta diversificada de empresas diretamente envolvidas na fabricação de chips e nos equipamentos utilizados nesse processo.
Segundo a Investo, o índice emprega critérios rigorosos para garantir uma exposição adequada ao setor. Para integrar a carteira, as empresas precisam gerar, no mínimo, 50% de suas receitas a partir de atividades vinculadas à indústria de semicondutores. Além disso, nenhuma participação individual pode exceder 20% do portfólio.
A proposta é permitir que o investidor se beneficie de uma tendência estrutural sem precisar escolher vencedores individuais em um setor tão dinâmico.
Por que os semicondutores estão em alta?
A crescente popularização da inteligência artificial gerou uma demanda voraz por capacidade computacional. Modelos mais avançados requerem centros de dados robustos, equipados com processadores de alto desempenho e memórias para lidar com volumes impressionantes de dados.
Esse cenário fez com que empresas em diversas etapas da cadeia de semicondutores atraíssem o olhar de investidores. Um exemplo notável é a Micron Technology, especialistas em chips de memória, que pela primeira vez superou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, após um notável aumento no valor de suas ações.
A Micron se destaca pela produção de memórias HBM (High Bandwidth Memory), essenciais para sistemas de IA mais sofisticados. As crescentes exigências de memória dos servidores dedicados à IA, em comparação com computadores comuns, elevam as expectativas para o crescimento deste mercado, refletido na valorização do setor.
Benefícios além das gigantes da tecnologia
Muitos associam a evolução da IA apenas a empresas como Nvidia, Apple e Microsoft, mas a Investo ressalta que os beneficiários são muito mais variados. A demanda por semicondutores é essencial não apenas para a tecnologia, mas também para outros segmentos, como:
- Data centers;
- Indústria automotiva;
- Smartphones;
- Infraestrutura de conectividade;
- Automação industrial;
- Equipamentos eletrônicos em geral.
Essa diversidade cria múltiplos vetores de crescimento para o setor de semicondutores.
O que impulsionou o desempenho do CHIP11?
O ETF se destacou em maio, registrando uma valorização de 20,2%. Esse desempenho foi estimulado por resultados acima das expectativas em várias empresas do setor. Companhias como Dell, SK Hynix e Samsung apresentaram números sólidos, reforçando a percepção de que a demanda por memória e infraestrutura continua em alta.
Além disso, o fortalecimento do “trade de inteligência artificial” ajudou a redirecionar os fluxos de capital global. Enquanto mercados mais expostos a commodities enfrentaram quedas, as ações do setor tecnológico em países como Coreia do Sul e Taiwan despertaram o interesse dos investidores internacionais.
Vale a pena apostar no CHIP11?
Embora o desempenho recente do ETF tenha gerado um aumento no interesse por este ativo, os investidores devem estar cientes de que resultados passados não garantem rendimentos futuros. O setor de semicondutores é conhecido por sua volatilidade, influenciada por ciclos econômicos, inovações tecnológicas e oscilações nas expectativas de crescimento da inteligência artificial.
Entretanto, para aqueles que acreditam que a expansão da capacidade computacional será uma das principais tendências nos próximos anos, o CHIP11 se apresenta como uma opção atraente para diversificar investimentos nesse tema.
À medida que a tecnologia avança, fica claro que o futuro dos semicondutores se entrelaça com o avanço da inteligência artificial, criando oportunidades para todos os que desejam acompanhar essa evolução fascinante.



