quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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Agro Forte e Desafios de Confiança: Um Panorama da Economia Brasileira para 2023

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Uma parcela dos agentes do mercado financeiro está otimista com o crescimento econômico brasileiro em 2023, estimando uma alta de 1,5% no PIB. Grande parte desse otimismo se deve à expectativa de uma forte contribuição do setor agropecuário, que pode crescer cerca de 8% este ano.

Dois fatores explicam essa projeção positiva. Primeiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um aumento de 3% na área plantada e um expressivo crescimento de 14% na produção de grãos, com destaque para soja, milho e trigo. Segundo, os modelos climáticos indicam que o fenômeno La Niña deve perder força e possivelmente atingir neutralidade no segundo trimestre, favorecendo as condições de cultivo.

Por outro lado, a economia brasileira enfrenta desafios internos. A taxa de juros elevada tem impactado a atividade econômica e alimentado discussões sobre a meta de inflação. Em meio a tensões entre o governo e o Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, presidente do BC, foi ao programa Roda Viva para defender a autonomia do órgão e reforçar que a taxa de juros, apesar de alta, responde ao movimento descendente da inflação em direção às metas estabelecidas.

No final de 2022, o mercado esperava que os juros começassem a cair em meados de 2023. No entanto, incertezas surgiram com a retórica do presidente Lula, que questionou a relação entre responsabilidade fiscal e programas sociais, além de expressar dúvidas sobre a meta de inflação e a autonomia do Banco Central. Esses fatores vêm reduzindo a confiança de investidores em setores como indústria, serviços e construção civil, enquanto as expectativas de inflação seguem em trajetória de alta.

O caminho para um crescimento sustentável e juros mais baixos passa por “back to basics”: é preciso reduzir as incertezas, definir um arcabouço fiscal que estabilize a dívida pública e manter o Banco Central operando em um ambiente mais previsível. Com um cenário mais estável e um compromisso técnico com a responsabilidade fiscal e a meta de inflação, o Brasil poderá sustentar uma trajetória de queda nos juros, pavimentando o caminho para um crescimento econômico mais equilibrado.

Crise Bancária nos EUA e Europa: Implicações para o Mercado Global e Expectativas para a Política Monetária no Brasil

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Nas últimas semanas, o setor financeiro global foi abalado pelo colapso de dois bancos regionais nos Estados Unidos: o Silicon Valley Bank (SVB) e o Signature Bank (SB). Ambos enfrentaram problemas graves de alavancagem, especialmente em posições relacionadas à taxa de juros, levando à sua falência. O caso do SVB, com US$ 209 bilhões em ativos, e do SB, com US$ 111 bilhões, foi o maior desde a Crise Financeira Global de 2008, quando o Washington Mutual, com US$ 307 bilhões em ativos, também quebrou.

Em resposta, as autoridades americanas agiram rapidamente. O Federal Reserve criou um mecanismo para fornecer maior liquidez, enquanto o Tesouro e o Fundo Garantidor de Crédito se comprometeram a cobrir os ativos dos bancos, incluindo aqueles não segurados. Esse movimento teve o intuito de prevenir um efeito dominó no sistema financeiro e em setores economicamente dependentes dessas instituições, como o de tecnologia.

No entanto, o evento desencadeou um movimento de “risk-off” nos mercados, elevando a volatilidade e pressionando os títulos do Tesouro dos EUA e o índice S&P 500. Com isso, as expectativas para a política de juros do Fed também mudaram. Aumentos mais agressivos, como os 50 pontos base, foram descartados, e agora se discute uma elevação de 0 a 25 pontos base, ou até uma possível antecipação do ciclo de cortes.

O clima de incerteza aumentou com os recentes problemas no Credit Suisse, sugerindo que os efeitos do colapso podem se espalhar entre os mercados, principalmente nos EUA e Europa. As consequências imediatas desse cenário incluem um possível aperto no mercado de crédito, fortalecimento do dólar e condições financeiras mais rigorosas, o que pressionaria as projeções de crescimento e as políticas monetárias das principais economias.

Para o Brasil, porém, é pouco provável que os acontecimentos externos sejam determinantes para uma redução dos juros pelo Copom. O Banco Central tende a focar em fatores domésticos, como a trajetória da inflação e a sustentabilidade da dívida pública, para avaliar um possível afrouxamento monetário.

Se o governo brasileiro apresentar um novo arcabouço fiscal robusto, que melhore a trajetória da dívida em relação ao PIB, e o cenário de crescimento enfraquecido e aperto de crédito local se consolidar, o ambiente de riscos para a inflação pode melhorar. Esse quadro abriria espaço para uma potencial queda dos juros ainda no primeiro semestre, facilitando o alinhamento com as metas inflacionárias e ajudando a estabilizar o crescimento econômico.

Brasil em 2023: Divisão, Desafios e a Oportunidade de Crescimento Econômico Sustentável

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O ano de 2023 começa com um Brasil ainda marcado por divisões e incertezas, especialmente na política e na economia. As esperanças de crescimento estão cercadas por desafios que remetem aos ventos de 2013, quando a insatisfação popular e a divisão política se intensificaram. O Brasil encontra-se numa posição singular, com um enorme potencial para atrair investimentos devido à sua autossuficiência em energia, à abundância de recursos naturais e à relevância no setor de alimentos, especialmente no atual contexto de escassez global.

Ainda assim, mesmo com valuation atrativo de empresas na Bolsa e oportunidades em títulos públicos e no mercado de renda fixa, o país ainda não vê o influxo de investimentos esperado. Os investidores se mantêm cautelosos, preferindo alternativas mais seguras diante de um cenário de inflação global persistente, taxas de juros elevadas e incertezas políticas e econômicas no cenário interno.

Os Estados Unidos e a Europa enfrentam dificuldades para controlar a inflação e alinhar suas economias ao cenário pós-pandemia. Além disso, o conflito entre Rússia e Ucrânia reforça a necessidade de uma revisão global na cadeia de suprimentos e na dependência energética, fatores que intensificam a inflação estrutural e elevam os custos de produção e mão de obra.

Em meio a essas dificuldades, o Brasil e o México despontam como beneficiários desse reposicionamento geopolítico. No entanto, questões internas ainda ofuscam o potencial brasileiro. Os eventos de janeiro de 2023, com os ataques às sedes dos três poderes, ressaltaram as divisões políticas e sociais que dificultam o avanço do país.

A eleição de Lula, marcada pelo apoio de diversos setores que historicamente se opuseram ao PT, trouxe a expectativa de uma política mais centrada e capaz de unir o país. Contudo, os primeiros sinais indicaram uma possível volta a políticas econômicas que fracassaram no passado, o que trouxe reações negativas dos mercados e uma pressão sobre os ativos de risco.

Para consolidar o Brasil como um destino atraente para investimentos, é essencial que o governo federal reforce o compromisso com a responsabilidade fiscal e políticas econômicas sólidas, evitando a venda do futuro por benefícios de curto prazo. O país possui todas as condições para prosperar: autossuficiência energética, uma matriz diversificada e verde, e uma posição estratégica na produção de alimentos e commodities.

Com o apoio dos três poderes e o fortalecimento da democracia, o Brasil tem a chance de decolar e trazer justiça social e crescimento econômico sustentado. Para isso, no entanto, é necessário um esforço contínuo de pacificação e compromisso com políticas de Estado, inspirando-se em líderes como Nelson Mandela, que superaram divisões profundas e buscaram a união e o progresso para sua nação.

Se Lula mantiver esse compromisso e focar em uma gestão competente e inclusiva, o Brasil poderá finalmente concretizar seu potencial como uma potência emergente, promovendo um futuro próspero e mais justo para todos.

O Caminho para um Brasil Forte: A Importância de uma Política Econômica Sólida e Consistente

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Após uma eleição acirrada e histórica, o presidente Lula assume com o desafio de unir o país e implementar políticas que atendam às expectativas de todos os que apoiaram sua candidatura, inclusive aqueles de setores que tradicionalmente não se alinham ao PT. Com um Brasil polarizado, é crucial que o governo adote uma postura plural para pacificar a sociedade e combater a desigualdade.

Para que o Brasil prospere e reduza as disparidades sociais, é essencial que o governo se comprometa com uma política econômica estruturada e eficiente. Recentemente, o Banco Central (BC) manifestou preocupação com o aumento dos gastos públicos, especialmente após a aprovação da PEC do Estouro, e espera que o governo tome medidas para assegurar o controle fiscal. Somente com uma dívida pública em trajetória sustentável é que o BC poderá iniciar a redução das taxas de juros, promovendo crescimento e atraindo investimentos, com reflexos positivos na renda e no nível de emprego.

Outro ponto relevante é a importância de políticas de Estado que transcendem gestões, como a estabilidade fiscal e o respeito às instituições. Infelizmente, no Brasil, é comum que novas administrações descontinuem programas anteriores, prejudicando avanços econômicos e sociais. O exemplo do programa de renda básica, iniciado por FHC e mantido até hoje, mostra que políticas permanentes são possíveis e benéficas para a população.

O embate com o BC em torno dos juros e da inflação precisa de um diálogo técnico e baseado em dados. A experiência internacional e estudos econômicos robustos mostram que uma inflação controlada leva a crescimento sustentável e menor desemprego. Sem essa responsabilidade, a confiança no Brasil diminui, o real se desvaloriza, e o mercado interno sofre com a fuga de capitais.

O recente aumento da curva de juros futuros e a desvalorização do real refletem a apreensão do mercado em relação à dívida pública. Se o governo não demonstrar comprometimento com uma trajetória de dívida controlada, o cenário econômico pode se agravar. Alternativas, como rever a independência do BC ou alterar reformas estruturais, são recebidas com ceticismo e aumentam a incerteza institucional.

No entanto, há espaço para otimismo: o apoio no Congresso a uma agenda de equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico é um sinal positivo. O período entre 2011 e 2016 trouxe lições sobre as consequências de políticas econômicas desestruturadas. Esperamos que essas lições sirvam de guia.

Por fim, é interessante observar o critério adotado pelo presidente ao tratar sua própria saúde, confiando em uma equipe de especialistas em um dos mais conceituados hospitais do país. Ao cuidar da saúde da economia, sugerimos o mesmo princípio: confiar em métodos e estudos amplamente validados, que conduzem ao bem-estar econômico do Brasil.

O Brasil está pronto para crescer e, com as decisões certas, o governo poderá impulsionar um período de prosperidade, consolidando uma nação mais justa e desenvolvida.

5 Erros Comuns que Traders Cometem Todos os Dias (e Como Evitá-los)

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Saber o que não fazer é tão importante quanto saber o que fazer no mundo do trading. Aqui estão cinco erros comuns que traders cometem diariamente – e que eu mesmo já cometi – e como você pode evitá-los para melhorar seus resultados.

1. Querer Fazer Muito Dinheiro com Pouco Capital

Não existe milagre: dinheiro é a matéria-prima do trader. Operar com muito pouco capital é como rasgar dinheiro, pois qualquer pequena oscilação contra sua posição pode estopar sua operação. É mais sensato investir esse dinheiro em conhecimento e acumular mais capital. Assim, quando estiver pronto para operar, você saberá o que está fazendo e terá um montante minimamente seguro para multiplicar.

2. Encher o Gráfico de Indicadores

O excesso de indicadores geralmente esconde uma falta de confiança do trader em si mesmo. Em vez de trazer clareza, sobrecarregar o gráfico com múltiplos indicadores causa confusão e leva à perda de dinheiro. Concentre-se nos indicadores essenciais e confie na sua análise.

3. Abrir Muitas Operações

Trading é sobre qualidade, não quantidade. Quanto menos exposto você estiver ao mercado, maiores são as chances de estar do lado certo. Foque em abrir trades nos quais você tem clareza sobre o motivo, priorizando a qualidade em vez da quantidade. Operar todos os dias é melhor do que operar o dia todo e arriscar sua conta de trading.

4. Tentar Recuperar Perdas

Tentar recuperar um trade perdido é um grande tiro no pé. As chances de perder ainda mais dinheiro, até o ponto de quebrar a conta de trading, são enormes. Em vez disso, concentre-se em operar bem, entendendo que o importante é viver um dia de cada vez. Foque no progresso, não na recuperação imediata.

5. Não Respeitar o Horário de Operar

Não definir e respeitar um horário para operar aumenta as chances de cair na armadilha do overtrading. E você já sabe a consequência disso: conta quebrada! Defina o horário em que vai começar e parar de operar. Após esse período, planeje atividades para evitar a tentação de continuar operando. Estude, faça exercícios físicos, desenvolva novas habilidades, mas feche a plataforma de trading para não cometer erros por cansaço ou impulsividade.

Reflexão Final

Você já cometeu algum desses erros? É provável que sim. O mais importante é tomar consciência deles para aprender e continuar firme na jornada, sabendo que errar faz parte do processo, mas que você pode evitar repetir os mesmos erros. Lembre-se: falhar uma vez é humano, persistir no erro é opcional.

Faça acontecer!

Fundos Imobiliários

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O que são Fundos Imobiliários ?

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII), ou simplesmente, fundo imobiliário, é de forma clara, um “grupo” de investidores que juntam seus patrimônios para investir no setor imobiliário, negociando cotas desses bens e investimentos. Eles são geridos por profissionais especializados em investimentos imobiliários, como gestores, administradores e consultores. Esses profissionais são responsáveis por selecionar os imóveis que farão parte do portfólio do FII e por gerenciar os ativos do fundo.

Quais são os tipos de fundos imobiliários?

Além de imóveis os fundos também podem ser constituídos de investimentos em outros tipos de ativos, sendo eles:

Fundos de Tijolo: tem o nome de “Tijolo”, pois tem em seu portfólio investimento direto em imóveis físicos, tal como: lajes corporativas (escritórios), galpões logísticos, hospitais, hotéis, shoppings, dentre outros.

Fundos de Papel: o termo “Papel” é proveniente do fato do fundo investir em títulos de dívidas imobiliárias, como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliária (LCI) e Letras Hipotecárias (LH). Todos esses investimentos citados são títulos de renda fixa, que irão render juros ao fundo. O gestor também pode investir em outros Fundos Imobiliários que trarão renda em forma de proventos. Esse, distribuirá o lucro para os cotistas em forma de dividendos.

Fundo de Fundos: vindo do inglês “Funds of Funds” (FOF), neste gênero o gestor opta por montar uma composição de vários fundos imobiliários, diversificando ainda mais a carteira de investimentos.

Fundos Híbridos: nessa categoria, podem-se encontrar fundos com portfólios nos mais diversos tipos de investimentos, sendo de CRI’s a um shopping e também um hotel. Mesclam a carteira com ativos físicos e financeiros com o objetivo de trazer maior diversificação para sua carteira.

Como escolher o melhor FII para investir?

Antes de investir em um FII, é importante avaliar alguns aspectos, como a qualidade dos imóveis que compõem o portfólio do fundo, a reputação do gestor do FII, a liquidez das cotas e a rentabilidade histórica do fundo.

Além disso, é fundamental conhecer o regulamento do FII, que traz informações importantes como a política de distribuição de rendimentos, as taxas cobradas pelo fundo e os riscos envolvidos no investimento.

Por que não olhar somente o Dividend Yield na hora da compra ?

Dividend Yield é o indicador que mede o rendimento de uma cota do FII com o pagamento de dividendos. Para o investidor, significa a porcentagem de uma cota que ele recebeu em retorno financeiro. A conta a se fazer é simples, deve-se dividir o valor do dividendo pago pelo preço da cota no momento e multiplicá-lo por 100. Assim teremos o dividend yield do papel durante aquele período.

Observar somente esse indicador irá mostrar o valor do retorno financeiro que o investidor teve e, se o investidor busca tal retorno, então por que não visar somente Yield do FII?

Um fundo, por exemplo, pode estar distribuindo dividendos robustos a partir de seu caixa. Há momentos em que os contratos com os inquilinos expiram ou vencem. Assim, os títulos e o FII podem vir a ficar sem receita, sendo esse o motivo para continuar rentabilizando seus cotistas por meio de seu caixa. Porém, esta é uma conta que ao longo do tempo não se fecha, ao ponto de essas economias não conseguirem sustentar a distribuição de proventos. Vacância física e financeira é um ambiente agradável para os cotistas ficarem com medo do destino desse fundo e fecharem suas posições, levando a desvalorização das cotas e consequentemente perda de patrimônio.

Quais são os principais riscos dos Fundos Imobiliários?

Como todo investimento, os Fundos Imobiliários apresentam riscos que devem ser levados em consideração antes de investir. Os principais riscos são:

  • Risco de vacância: os imóveis que compõem o portfólio do FII podem ficar vazios por um período, o que reduz a renda gerada pelo fundo.
  • Risco de inadimplência: os inquilinos dos imóveis podem deixar de pagar o aluguel, o que pode afetar a rentabilidade do fundo.
  • Risco de desvalorização dos imóveis: os imóveis podem perder valor ao longo do tempo, o que pode afetar o valor das cotas do FII.
  • Risco de liquidez: as cotas do FII podem não ter uma liquidez imediata, o que pode dificultar a venda das cotas em momentos de necessidade.

Como funciona os Tributos ao investir em FII?

Nos FIIs, toda operação com lucro realizado é tributada. Não há diferenciação, como no mercado acionário, entre operações normais e de daytrade. A alíquota recolhida é de 20% sobre o lucro obtido e deve ser paga até o último dia útil do mês, por meio da DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Eventuais prejuízos podem ser compensados, por exemplo: caso o investidor venda o fundo “AAAA11” com 10% de prejuízo e o fundo “BBBB11” com 7% de lucro, então o prejuízo acumulado amortizará o lucro proporcionalmente. Nesse caso, como não houve lucro, não será devido o imposto. Mesmo assim, o investidor ainda deve fazer a declaração anual desse investimento.

Diversificando com Fundos Imobiliários

Os Fundos Imobiliários são uma opção interessante para quem busca diversificar sua carteira de investimentos e obter renda passiva por meio de investimentos em imóveis. É importante avaliar os riscos envolvidos nesse tipo de investimento e escolher o FII que melhor atenda às suas necessidades e objetivos financeiros.

Ao investir em Fundos Imobiliários é fundamental realizar uma boa análise, levando em consideração vários indicadores, tais como: liquidez diária, preço sobre o valor patrimonial (P/VP), vacância física e financeira e o Dividend Yield, para garantir um melhor retorno do patrimônio investido e a segurança do investimento. Com uma estratégia bem definida e uma boa escolha, os FIIs podem ser uma ótima opção para diversificar seus investimentos e obter bons retornos financeiros a longo prazo.

Reforma Tributária Saindo do Papel

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Grupo de trabalho da reforma tributária da câmara dos deputados divulga calendário.

Para que a reforma se concretize, é necessário o envolvimento do congresso nacional. Esse se dará, por meio de Propostas de Emenda Constitucional (PECs). Tais alterações devem ser aprovadas em dois turnos em cada Casa do Congresso, com pelo menos três quintos dos Deputados e Senadores. 

Muito vem sendo falado a respeito da Reforma tributária eminente. Isso porque, com sua realização, os tributos e alíquotas podem mudar em relação aos que estão presentes no atual fisco, gerando certa preocupação no mercado e na sociedade civil. 

O Grupo de trabalho da reforma tributária da Câmara dos Deputados, possui o intuito de realizar discussões parlamentares a respeito desse tema. Tal grupo é formado por 12 parlamentares de diferentes partidos e, a princípio, terá uma duração de 90 dias para a realização dessas discussões acerca da proposta. 

O previsto é que o grupo encerre suas atividades em 16 de maio de 2023, para que a matéria seja apreciada pelo congresso nacional e, por conseguinte, sendo votada pelo congresso. Para a realização da vista dessa proposição, o tramite fica à mercê dos presidentes das casas legislativas para colocarem em pauta. No Senado (onde a PEC será apresentada), o tramite mais célere ou em prazos normais fica a cargo do presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Um detalhe importante para se observar, é que a reforma é prioridade do governo Lula e para o ministério da fazenda. 

Principais Objetivos Da Reforma 

Para que o sistema tributário seja ideal, ele necessita ser transparente, eficaz e, acima de tudo, prezar pela concorrência empresarial a fim de que dessa forma possa incentivar e acelerar o crescimento econômico, gerando renda e reduzindo a taxa de desemprego no país. 

Ademais, o conjunto de leis tributárias devem ajudar o país como um todo, porém, este ainda carece de ajudar no desenvolvimento das competências e vocações do Brasil. No caso brasileiro, o novo fisco deve colaborar tanto com as indústrias e empresas, mas também com o setor agropecuário, gerador de grande parcela do PIB nacional. 

O intuito da Reforma é, e deve ser, consertar o cipoal tributário sem o aumento da pesada carga tributária que rege no Brasil atualmente. Para isso, a repaginação do sistema tributário buscará a simplificação de tributos por meio da aglutinação do PIS e do COFINS em um só tributo de valor agregado, o CBS (contribuição sobre bens e serviços). 

Ainda assim, outra importante junção de tributos seria a respeito do ICMS e ISS. Unificando impostos municipais e estaduais, mas reservando a essas entidades administrativas a arrecadação que lhes são devidas.

Por fim, conclui-se que a reforma tributária é de suma importância para o cenário econômico. Esta alteração, se cumprir as expectativas do mercado e da sociedade civil, trará inúmeros benefícios a economia nacional como redução do custo tributário, incentivo a investimentos no país e mais segurança jurídica e fiscal. 

Cronograma do Grupo de Trabalho da Reforma 

  • 06 a 10/03: Apresentação das propostas de Emenda à Constituição nºs 45 e 110, de 2019 – Aguinaldo Ribeiro (Relator da PEC 45), Roberto Rocha (Relator da PEC 110) e Bernard Appy (secretário extraordinário da Reforma Tributária) 
  • 13 a 17/03: Diagnóstico do sistema tributário atual 
  • 20 a 24/03: Melhores práticas internacionais de tributação sobre o consumo 
  • 27 a 31/03: Reforma sob a perspectiva federativa 
  • 03 a 06/04: Reforma sob a perspectiva setorial 
  • 10 a 14/04: Reforma sob a perspectiva distributiva 
  • 17 a 20/04: Reforma sob a perspectiva da economia digital e economia verde 
  • 24 a 28/04: Reforma sob a perspectiva da administração tributária 
  • 01 a 05/05: Missão oficial para países da OCDE 
  • 08 a 12/05: Seminário final do Grupo de Trabalho 
  • 16/05: Conclusão do Grupo de Trabalho 

Fonte: Plano de Trabalho do GT Reforma tributária 

Composição Do Grupo De Trabalho Da Reforma 

  • Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador 
  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator 
  • Saullo Vianna (União-AM) 
  • Mauro Benevides Filho (PDT-CE) 
  • Glaustin da Fokus (PSC-GO) 
  • Newton Cardoso Junior (MDB-MG) 
  • Ivan Valente (PSOL-SP) 
  • Jonas Donizette (PSB-SP) 
  • Sidney Leite (PSD-AM) 
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) 
  • Vitor Lippi (PSDB-SP) 
  • Adail Filho (Republicanos-AM) 

O Viés de Confirmação: Como o Sucesso Profissional Anterior Pode Prejudicar o Trader no Mercado Financeiro

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É comum ouvir de alunos expressões de indignação e insatisfação com os próprios resultados no mercado financeiro. As reclamações geralmente se baseiam na sensação de incoerência entre os sucessos que já experimentaram na vida pessoal e o fracasso nas operações de trade.

Cada profissão, independentemente de qual seja, exige habilidades específicas para ser bem executada. Mesmo que alguém nunca tenha atuado em determinada área, será necessário dispor de pré-requisitos que permitam aprender e desempenhar bem a função em tempo hábil para alcançar os objetivos do cargo.

A profissão de trader não é diferente. Ignorar essa informação pode levar a uma distorção na forma como os traders avaliam seu próprio desempenho diante da tela.

Traders que já têm carreiras bem-sucedidas em outras áreas tendem a confiar bastante na capacidade de transferir esse sucesso para o ambiente de negociação. No entanto, infelizmente, isso nem sempre acontece.

Esse fenômeno está relacionado a um viés muito comum nesse público: o “viés de confirmação”. Ele leva os traders a focarem em informações que reforçam suas crenças, criando uma distorção na percepção.

Na vida pessoal e profissional, muitos traders passam por experiências que os fazem interpretar informações do mercado financeiro sob a ótica desse viés de confirmação. Isso pode levá-los a repetir atitudes que já lhes trouxeram bons resultados no passado.

Por exemplo, eles costumam esperar que a recompensa seja proporcional ao dinheiro, ao tempo e ao esforço investidos. Também acreditam que, quanto mais experiência adquirirem (em termos de tempo e esforço), mais rapidamente atingirão a consistência e o retorno financeiro esperado.

Esses aspectos apontam para hábitos que associam recompensas à quantidade de trabalho realizado e ao tempo necessário para concluí-lo. Como resultado, imaginam que a recompensa será diretamente proporcional à dificuldade e exigência do trabalho.

No entanto, no trade, nem o tempo nem o esforço garantem um retorno financeiro consistente. Manter essa expectativa pode gerar frustração e resultados aquém do esperado.

Em resumo, comparar o histórico de sucesso em outras profissões aos resultados ainda não alcançados no trade é, muitas vezes, uma expectativa injusta. No mercado financeiro, o trader precisa desaprender certos hábitos que foram eficazes no passado, pois, apesar de serem atitudes produtivas, podem não ter o mesmo impacto para gerar lucro e acumular riqueza no mundo das operações financeiras.

Peso-real, o Euro do Mercosul ?

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Em dezembro de 1992 foi assinado entre os países da Comunidade Econômica Europeia (CEE), o Tratado de Maastricht, que tinha como finalidade especial, a livre circulação de mercadorias, capitais, pessoas, serviços, além de uma política comercial comum. A partir dessa integração, abriu-se a porta para a criação de uma moeda única entre esses países, o Euro. Criado em 1999 e consolidado em uso em 2000, o Euro foi a unificação das moedas usadas pelos países da CEE, tendo como economia base a alemã, com seu Banco Central, o Bundesbank.

Em reunião com a Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ex-Ministro da economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil seria igual a Alemanha em um cenário de moeda comum na América do Sul, sendo a economia base para essa moeda de troca. Dentre os países que compõem o Mercosul, o Brasil tem a maior estabilidade econômica, fiscal e inflacionária, que Guedes usou como argumento para sua afirmação.

No caso do Peso-real, não está sendo discutida a criação de uma moeda única, como o Euro, mas sim a criação de uma moeda comum. A diferença entre elas é simples, uma moeda única é criada para substituir as já existentes e em circulação nos países que a adotaram. Já a moeda comum vem como uma simples moeda de troca entre os países, assim, mantendo suas moedas locais.

Para um possível cenário de moeda única no Mercosul, é necessário que haja, antes, uma convergência de leis tributárias, alfandegárias, fiscais, como também a livre movimentação de capitais, até porque se trata de uma ÚNICA moeda entre os países. Além do mais, Brasil, Argentina, e outros membros pertencentes ao Mercosul, não são agraciados com os melhores passados no quesito inflacionário.

ARGENTINA – INDICADORES ECONÔMICOS (tradingeconomics.com)

Os indicadores acima demonstram como é notória a fraqueza e deficiência da economia argentina, tendo sua inflação acima de dois dígitos desde 2015, com sua curva de juros se expandindo concomitantemente. Todos esses fatores influenciam na desvalorização do Peso argentino, que passou a valer 208 Pesos argentinos (ARS) por 1 dólar, na cotação oficial do governo.

BRASIL – INDICADORES ECONÔMICOS (tradingeconomics.com)

Um tanto quanto melhor que a Argentina, o Brasil não pode sair cantando vitória. Apesar de ter os melhores resultados econômicos entre os países pertencentes ao Mercosul, o Brasil ainda tem alguns problemas que impedem a estabilidade inflacionária e econômica local, mesmo com uma taxa real de juros de 8,15%. Essa, de acordo com a tabela acima, é o que “brilha” nos olhos dos investidores estrangeiros, criando um fluxo de positivo de dólares para o Brasil.

Analisando os resultados econômicos das duas maiores economias da América do Sul, fica difícil idealizar uma moeda única vigente para o Mercosul que teria êxito no curto e médio prazo. Entretanto, seria mais viável para essa linha de pensamento, uma moeda pareada à reserva mundial, o dólar. Essa, seria uma espécie de currency board (moeda conversível), ou seja, cada dólar entrado no bloco é igualmente transmutável à moeda local.

Considerando a complexidade das economias envolvidas e as muitas transformações necessárias para a criação de uma moeda comum estável, juntamente com um bloco econômico integrado fiscal, aduaneira e tributariamente, o Peso-real está sendo projetado para ser uma moeda exclusivamente de troca e comércio entre os países. Embora a criação de uma moeda única seja um objetivo a longo prazo, é importante que cada país mantenha sua soberania econômica e fiscal no curto prazo para garantir a estabilidade e o progresso em suas economias individuais.





A Espiral do Silêncio

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Proposto em 1977, pela socióloga alemã Elisabeth Noell – Neumann, a Espiral do Silêncio é um termo utilizado para descrever um fenômeno que é característico da conduta da mídia. Consiste em inibir as opiniões indesejadas, ou seja, contrárias às opiniões daquele órgão de imprensa em particular, transmitindo a impressão de que elas são minoritárias e de que expressá-las em público pode trazer isolamento e até marginalização. Assim, os indivíduos ficam temerosos em declarar abertamente suas ideias, porque elas já foram preliminarmente taxadas como irrelevantes, embora em primeira análise não aja meios de averiguar a veracidade dessa impressão.

Na particularidade brasileira, a presença do ente descrito por Noell aufere soberbos níveis de visualidade. Pois é justamente a Opinião majoritária que está sendo rotulada como minoritária, logo, marginalizada. Vê-se pelas pesquisas de opinião realizadas pelo Instituto Datafolha. Em 2020, um estudo encomendado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mostra que aproximadamente 86% dos brasileiros se declaram cristãos, 53% católicos e 33% evangélicos. Apenas 8% disseram não ter filiação religiosa. Outra pesquisa realizada pela mesma instituição, em 2021, afirmou que 54% dos entrevistados se opunham à legalização do aborto, enquanto apenas 36% se diziam a favor. Além disso, 51% dos entrevistados disseram ser contra uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, enquanto 45% mostravam-se favoráveis. Esses dados sugerem que os brasileiros tendem a ser conservadores em questões sociais e morais.

No entanto, desde a década de 1970, com a consolidação da rede televisiva mainstream, que a partir de então vem adotando pautas gradativamente mais orientadas ao progressismo em sua dramaturgia e grade de programas, o Brasil vê-se órfão de uma organização midiática que represente os reais anseios da população média. Há ainda a acepção do excecional, do raro, do divergente ou do anormal no que concerne à visão de mundo expressa pelo cidadão ordinário, com uma vaga tonalidade de que somente pessoas exóticas ou mentalmente perturbadas podem aderir a essas ideias, a não ser que estejam diretamente interessadas em determinados movimentos, quiçá sejam financiadas para isso. Tal proposição torna-se evidente ao analisarmos o retrato de núcleos familiares tradicionais nas telenovelas. Quase sempre disfuncionais, nota-se uma áurea de insinuações malévolas que não são apresentadas ostensivamente, mas ficam na atmosfera do enredo como uma ameaça rarefeita, ao passo que se relata com certo entusiasmo configurações alternativas.

Retornando ao campo da abstração conceitual, é importante que a intimidação gestada pela aparente hegemonia permaneça subliminar, porque caso se explicite muito, corre-se o risco de que a mesma venha a ser objeto de discussão, o que seria a antítese do movimento, como o próprio nome sugere de caráter silencioso. Trata-se de um jogo de impressões e emoções vagas, não aludindo propriamente a um processo de doutrinação ideológica, termo em voga e, portanto, não surpreendentemente banalizado, que em sua justa acepção baseia-se na imbuição dogmática.

Para que a espiral se imponha, basta haver uma coesão entre as concepções veiculadas pelos grandes comunicadores institucionais, que em conjunto operam de modo a excluir ideais desconformes a sua orientação primária, negando-lhes a possibilidade de expressão direta, mas sempre transmitindo-os de maneira caricatural por olhos alheios, descomprometidos intelectualmente e emocionalmente com eles. Pela prática da confirmação recíproca, esse pequeno grupo acaba metamorfoseando a sua interpretação da realidade, no padrão opinativo aceito naquela sociedade, via a simples passagem do tempo, onde gestam-se novas gerações, submissas a uma agora concretamente homogênea vontade.  Porém, o advento da informação descentralizada e distribuída, possibilitada pela revolução técnico-informacional, aparenta ter comprometido as estruturas da comunicação de massa, sendo decisória inclusive em eleições presidenciais, como a americana de 2016 e a brasileira em 2018. De todo modo, ainda é cedo para mensurar os efeitos desencadeados pela “livre” comunicação instantânea. Sem dúvidas, um dos cenários mais otimistas passa-se na cabeça do CEO do Twitter e da SpaceX, Elon Musk, que almeja transformar a plataforma homônima da Big Tech em uma espécie de Ágora contemporânea em escala global. Ao menos é neste sentido em que se tem pronunciado. Ou talvez cheguemos à conclusão do escritor e filosofo italiano Umberto Eco: “a internet deu voz aos imbecis”.