Ator de Dark Horse acusa Lula de barrar filme sobre Bolsonaro


Jim Caviezel, ator que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de tentar impedir a exibição da produção no Brasil. Em entrevista à jornalista Lara Logan, publicada no X, ele afirmou que obstáculos institucionais e jurídicos teriam sido criados para barrar o lançamento antes das eleições de 2026.

“Eles tornaram ilegal que exibíssemos esse filme lá, antes das eleições. Agora, vão tentar impedir a exibição de uma vez por todas”, disse Caviezel, referindo-se ao Brasil e dirigindo as críticas a Lula. A declaração foi apresentada como uma acusação do ator; a entrevista não detalha quais medidas teriam sido adotadas nem identifica decisões ou órgãos envolvidos.

Estreia no Brasil foi adiada para 2027

A exibição comercial de Dark Horse no país ainda não tem data definida. O lançamento, inicialmente cogitado para o segundo semestre, foi adiado e está previsto para ocorrer ao longo de 2027. A mudança deixa em aberto quando o público brasileiro poderá assistir ao longa nos cinemas.

Fontes ligadas ao setor de exibição e à distribuidora responsável pela veiculação no Brasil afirmam que o adiamento busca permitir uma campanha de divulgação mais ampla. Segundo essas fontes, a decisão também considera o ambiente de acirramento e escrutínio que cercou a produção em 2026. A notícia não informa a data exata da estreia nem apresenta detalhes sobre a estratégia de divulgação.

O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh e retrata momentos da vida pública de Bolsonaro. A narrativa inclui a atuação parlamentar do ex-presidente, o atentado a faca que sofreu em Juiz de Fora, em Minas Gerais, em 2018, e sua chegada à Presidência da República.

Na entrevista, Caviezel também falou sobre a preparação para interpretar Bolsonaro. Ele contou que começou a pesquisar a trajetória pessoal e a ascensão política do ex-presidente depois de conhecer os primeiros rascunhos e o escopo do projeto cinematográfico. O ator acrescentou que as manifestações públicas de apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao líder brasileiro influenciaram o aprofundamento de suas pesquisas para compor o personagem.

Acusação foi feita em entrevista publicada no X

As críticas de Caviezel a Lula foram feitas durante uma conversa com Lara Logan, jornalista sul-africana radicada nos Estados Unidos. A entrevista foi divulgada nos canais de comunicação da repórter e publicada no X. No trecho citado, o ator sustenta que o governo teria agido para impedir a exibição do filme antes das eleições de 2026 e afirma que novas tentativas de barrar o longa poderiam ocorrer.

Logan ganhou projeção como correspondente de guerra da rede CBS News, nos Estados Unidos, e integrou a equipe do programa investigativo 60 Minutes. Durante a carreira, cobriu conflitos e acontecimentos ligados às invasões militares no Afeganistão e no Iraque e à Primavera Árabe. A jornalista também recebeu prêmios Emmy e o Daniel Pearl Award, concedido pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

Nos últimos anos, depois de deixar grandes empresas de televisão dos Estados Unidos, Logan passou a trabalhar como comentarista e apresentadora independente. Ela mantém plataformas digitais voltadas a análises geopolíticas e entrevistas para o público conservador.

Distribuição permanece sem cronograma detalhado

O adiamento para 2027 é a informação disponível sobre a janela de lançamento de Dark Horse no mercado brasileiro. A previsão, que abrange todo o ano, não estabelece um mês ou dia para a chegada aos cinemas. Também não foram apresentados detalhes sobre a abrangência da distribuição ou sobre o número de salas que poderão receber o filme.

Com isso, a acusação feita pelo protagonista e o cronograma de distribuição permanecem como questões distintas: Caviezel atribui a Lula uma tentativa de impedir a exibição, enquanto fontes ligadas ao setor apontam a preparação de uma campanha mais ampla e o ambiente em torno da produção como razões para a postergação. A estreia no Brasil segue prevista para 2027, sem data confirmada.

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