sexta-feira, fevereiro 6, 2026

Conabio em Alerta: Proposta de Proibição de Cultivo Pode Impactar 68% da Piscicultura no Brasil!


Proposta Controversa Afeta a Tilapicultura Brasileira

Tilápias pescadas em propriedade de cultivo em tanque rede
Joa_Souza/Getty Images

Um debate acalorado está tomando conta do setor agropecuário brasileiro. A Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, propôs incluir a tilápia na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. Se essa medida for aprovada, o cultivo da tilápia poderá ser proibido, gerando preocupações profundas entre os piscicultores, especialmente a Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União (Peixe SP), que está pressionando pela reconsideração dessa decisão.

A Importância da Tilapicultura no Brasil

A tilapicultura representa um marco na piscicultura nacional. Em 2024, o Brasil alcançou a impressionante marca de 662.230 toneladas de tilápia, correspondendo a 68% da produção total de peixes cultivados no país. São Paulo, por exemplo, se destacou como um dos maiores produtores dessa espécie.

O Que Está em Jogo?

A proposta de categorizar a tilápia como “invasora” levanta questões sérias sobre segurança jurídica e impacto socioeconômico. A Peixe SP tem criticado essa classificação, ressaltando que trata-se de um “equívoco de graves consequências”. A entidade argumenta que a tilapicultura é essencial para a economia local e para a segurança alimentar de milhões de brasileiros.

  1. Empregos Gerados: A cadeia produtiva da tilápia gera milhares de empregos em comunidades locais.
  2. Impacto Econômico: O setor movimenta significantemente a economia regional, sendo crucial para o sustento de muitas famílias.
  3. Contribuição à Segurança Alimentar: Milhões de brasileiros dependem da tilápia como uma fonte acessível de proteína.

Consequências da Proibição

A ideia de proibir o cultivo da tilápia pode ser vista como um ataque à segurança jurídica e aos princípios da boa governança ambiental.

O que isso significaria na prática?

  • Criminalização de Atividades Legais: Muitos produtores podem enfrentar penalidades pela atividade que atualmente exercem legalmente.
  • Perda de Investimentos: A proibição pode desencorajar novos investimentos na aquicultura, algo que já está em desenvolvimento no país.
  • Danificação Cultural: Para muitas comunidades, a tilapia não é apenas uma fonte de renda, mas também parte de suas tradições culinárias.

Marilsa Patrício Fernandes, secretária executiva da Peixe SP, alerta: “Qualquer tentativa de restringir retroativamente essa atividade configuraria grave violação à segurança jurídica”. Este é um chamado para que todos os envolvidos considerem as implicações de uma possível proibição.

A Diferença entre Aquicultura e Introdução Descontrolada

Um ponto fundamental levantado pela Peixe SP é a diferença entre aquicultura moderna e a introdução descontrolada de espécies exóticas. A tilapicultura no Brasil se dá principalmente em ambientes controlados e autorizados, em contraposição ao cultivo desregulado que poderia prejudicar a biodiversidade local.

Características do Cultivo de Tilápia

  • Ambientes Controlados: O cultivo é realizado em locais específicos, como tanques-rede dentro de reservatórios de usinas hidrelétricas.
  • Regulamentação: O cultivo de espécies exóticas segue a Portaria IBAMA nº 145/1998, que estabelece diretrizes claras para essa atividade.
  • Tecnologia e Sustentabilidade: A indústria investe em tecnologia de manejo, nutrição e genética para garantir a sustentabilidade e minimizar riscos ambientais.

A Peixe SP argumenta que essa regulamentação garante que o cultivo de tilápia não represente um risco para os ecossistemas locais, mas sim um benefício.

A Necessidade de Diálogo e Sustentabilidade

A Peixe SP defende uma aproximação técnica com a Conabio, buscando um diálogo que permita a continuidade da tilapicultura de forma sustentável.

O que pode ser feito para melhorar essa situação?

  • Promover a Educação: Esclarecer os benefícios da tilapicultura através de programas educativos.
  • Fomentar Discussões: Criar espaços de diálogo entre especialistas, produtores e ambientalistas para encontrar soluções equilibradas.
  • Reforçar a Regulamentação: Garantir que as práticas de tilapicultura estejam de acordo com as normas ambientais, aumentando a transparência no setor.

Reflexão Final

A discussão em torno da tilápia não diz respeito apenas a uma questão de cultivo; envolve a vida de milhões de brasileiros, a economia rural e a saúde ambiental. É um momento crítico em que todos os envolvidos no setor devem se unir para buscar soluções que promovam tanto o desenvolvimento econômico quanto a conservação da biodiversidade.

Perguntamo-nos: como podemos equilibrar a produção sustentável com a proteção ambiental? Que medidas podem ser implementadas para garantir um futuro próspero para a tilapicultura, sem comprometer o meio ambiente? Essas questões não são apenas relevantes para os piscicultores, mas para toda a sociedade.

Esperamos que a razão prevaleça nesse debate, e que a convergência entre desenvolvimento e sustentabilidade seja a meta a ser alcançada. Compartilhe suas opiniões sobre esse tema, e vamos juntos encontrar soluções que beneficiem a todos!

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