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O Futuro da Pecuária Intensiva no Brasil: Avanços e Inovações em 2025
A pecuária intensiva brasileira está entrando em uma nova era em 2025. O Benchmarking Confina Brasil, conduzido pela Scot Consultoria, revelou um cenário otimista para a pecuária nacional. Após uma extensa pesquisa de quatro meses, os dados mostram uma expansão territorial significativa e melhorias na gestão das propriedades, refletindo um crescimento contínuo no setor.
Uma Ampla Pesquisa que Revela Tendências
Com uma expedição que percorreu 30 mil quilômetros e avaliou 184 fazendas em 15 estados, o estudo mapeou **3,1 milhões de bovinos confinados**, proporcionando uma visão ampla da pecuária intensiva no Brasil.
Esse aumento no número de gado confinado é um sinal de boas mudanças na pecuária. Segundo Alcides Torres, sócio-diretor da Scot Consultoria: “O crescimento do gado confinado é, sem dúvida, o número mais importante do setor. Esse fenômeno é uma resposta a várias variáveis, inclusive a preferência dos pequenos produtores pela terminação intensiva, que frequentemente optam por terceirizar esse processo.”
Crescimento e Diversificação: A Nova Era do Confinamento
Juntando aos 270,2 mil bovinos em sistemas de semiconfinamento, o total de propriedades analisadas registra 3,4 milhões de bovinos em sistemas intensivos e semi-intensivos de produção. Desse conjunto, 2,6 milhões são destinados ao abate, representando 31,7% da previsão nacional de **8,3 milhões de bovinos**. Esta cifra marca um crescimento de 11,9% em relação à previsão para 2024.
Fatores de Sucesso no Confinamento
- Melhoria no desempenho zootécnico.
- Redução da idade de abate.
- Gestão mais eficiente das propriedades.
“Estamos observando uma profissionalização crescente no campo,” afirma Torres. Essa transformação é evidente nas inovações e adaptações que as propriedades estão adotando.
Confinamento: Um Fenômeno que Se Expande pelo Brasil
Uma das maiores conclusões do Confina Brasil 2025 é que o confinamento deixou de ser exclusivo do Centro-Oeste e Sudeste. Agora, estados do Norte e Nordeste estão emergindo como protagonistas, apresentando um crescimento significativo no número de bovinos confinados.
Piauí, Tocantins, Maranhão e Pará estão entre os estados que mostram altas expressivas. Isso se deve a uma série de fatores, como:
- Aumento da disponibilidade de bezerros.
- Acesso crescente a coprodutos da agroindústria.
- Expansão agrícola no Matopiba, uma região em crescimento que abrange partes dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
Estabilidade e Eficiência nos Indicadores da Pecuária
Os dados zootécnicos coletados em 2025 refletem uma operação com desempenho estável. O ciclo médio de engorda foi de aproximadamente **106 dias**, permitindo diferentes estratégias de manejo. Além disso, o ganho médio diário foi de **1,6 kg por animal**, com uma conversão alimentar de cerca de **6,8 kg de matéria seca** para cada quilo ganho.
O rendimento de carcaça, que é crucial tanto para frigoríficos quanto para produtores, chegou a **55,6%** em média nacional. Estados mais avançados, como Mato Grosso e Goiás, apresentaram os melhores índices, enquanto outras regiões tiveram variações com base em fatores como genética e nutrição.
A Pecuária Jovem: A Nova Tendência no Brasil
Outra tendência revelada pelo estudo é a redução da idade de abate dos bovinos. A maioria das propriedades já não projeta machos acima de **30 meses**, e fêmeas acima de **28 meses** são praticamente inexistentes. Essa mudança é resultado de:
- Avanços genéticos.
- Recria intensiva.
- Planejamento nutricional eficaz.
Uma cadeia mais jovem contribui para uma produção mais eficiente e até mesmo para impactos ambientais positivos, uma vez que diminui o tempo de emissão por animal, melhorando a eficiência geral.
Pecuária em Evolução: Um Setor que Se Reinventa
O Confina Brasil 2025 mostra que o confinamento brasileiro está vivendo um momento de redefinição. Com um crescimento em escala, melhorias na gestão e redução da idade de abate, o setor opera com fundamentos positivos no mercado, tanto internamente quanto externamente. Essa transformação evidencia uma mudança cultural: o confinamento é cada vez mais visto como um elo estratégico na cadeia de produção da carne.
O relatório nos convida a refletir sobre o futuro: a capacidade do setor em transformar informações em decisões, tecnologia em produtividade e gestão em margens de lucro. Os avanços vistos em 2025 indicam que essa trajetória já está bem definida.


