Descubra Como a Produção de Soja Regenerativa Ganha Impulso com Apoio Britânico de até £ 500 Mil!


Transformando a Agricultura: O Futuro da Soja no Brasil

Imagine um Brasil onde 10% da soja é cultivada de forma regenerativa, um selo que garante práticas sustentáveis e saudáveis para o solo. Esse é o objetivo audacioso de Aline Locks, cofundadora e CEO da Produzindo Certo, que busca tornar a saúde do solo uma vantagem competitiva e um ativo econômico para os agricultores até 2028.

Aline compartilhou detalhes sobre o investimento internacional que a Produzindo Certo recebeu em evento realizado em São Paulo. A agtech garantiu um aporte inicial de £ 100 mil (cerca de R$ 690 mil) do programa Partnerships for Forests (P4F), financiado pelo governo britânico, e poderá acessar até £ 500 mil (aproximadamente R$ 3,45 milhões) para expandir o Reg.IA, o primeiro consórcio dedicado à agricultura regenerativa na América Latina.

O que é o Reg.IA?

O Reg.IA é uma abordagem inovadora que junta vários parceiros, incluindo grandes empresas como Bayer e Proforest, para avançar na recuperação da saúde do solo e desenvolver um mercado para grãos produzidos de maneira sustentável. O incentivo do P4F almeja não apenas preservar as florestas tropicais, mas também beneficiar as comunidades locais e incentivar práticas produtivas que respeitem o meio ambiente.

Crescimento Sustentável

A Produzindo Certo, nascida em 2019 como uma extensão da ONG Aliança da Terra, já está mostrando resultados. Em seu primeiro ciclo, o Reg.IA alinhou 38 produtores em 37,6 mil hectares de terra. Em 2026, esse número já havia crescido para 41 produtores e 54,1 mil hectares.

Os dados mais recentes revelam que a produtividade média de soja no Reg.IA alcançou 67,85 sacas por hectare, superando a média nacional em 15,14%. Para o milho, o resultado foi ainda mais expressivo: 243,22 sacas, um aumento de 145,97% em relação à média nacional.

Um Futuro Promissor

A meta da Produzindo Certo é ambiciosa: alcançar 200 mil hectares até 2028, assegurando que um em cada dez grãos de soja cultivados no Brasil tenha o selo Reg.IA. Essa transformação não se trata apenas de sustentabilidade, mas também de lucratividade e eficiência para os agricultores.

Entendendo a Agricultura Regenerativa

Mas o que exatamente caracteriza a agricultura regenerativa? Este modelo visa recuperar e manter a saúde do solo sem comprometer a produtividade. O protocolo do Reg.IA combina práticas como:

  • Cultivo de plantas de cobertura: protege o solo e promove a biodiversidade.
  • Diversificação de culturas: aumenta a resiliência do sistema produtivo.
  • Menor revolvimento do solo: preserva a estrutura e a microbiologia.
  • Uso eficiente de insumos: reduz custos e impactos ambientais.

Um solo saudável não é só um benefício ambiental; é também uma economia. Com práticas regenerativas, os agricultores podem diminuir intervenções e custos ao longo do tempo, refletindo na lucratividade.

Premiações e Incentivos

Para que os agricultores embarquem nessa transição, a Produzindo Certo implementou um sistema de bonificações. De acordo com Charton Locks, COO da empresa, a proposta oferece uma bonificação de 2% sobre as vendas de soja e milho para os participantes do consórcio.

Na prática, isso significa que os agricultores recebem o preço de mercado por seus grãos e ainda um prêmio adicional por sua produção sustentável. Contudo, Charton admite que essa bonificação sozinha não é suficiente para provocar uma transformação em larga escala.

Desafios da Transição

Os primeiros anos rumo à agricultura regenerativa são conhecidos como a “vala da morte” — um período delicado onde o agricultor investe em práticas que podem não gerar retornos imediatos. João Shimada, especialista em Agricultura Regenerativa, garante que esse apoio financeiro é crucial, especialmente em um cenário de margens apertadas.

Entre 2019 e 2022, muitos sojicultores de Mato Grosso enfrentaram margens de lucro que se comprimiram, deixando pouco espaço para riscos. Com os custos operacionais crescendo, o que antes era uma mera questão de sustentabilidade se tornou questão de sobrevivência econômica.

Uma Visão Futura

Para os defensores da agricultura regenerativa, como Shimada, a transição não deve ser vista apenas como uma medida ambiental — é uma estratégia eficaz para aumentar a produtividade e a eficiência econômica. Após a fase inicial de adaptação, as propriedades que adotam o modelo mostram uma melhora significativa no funcionamento biológico do solo, aumentando a retenção de água e a absorção de nutrientes.

O Potencial da Agricultura Regenerativa

A Produzindo Certo acredita que, ao combinar uma bonificação financeira com instrumentos financeiros como seguros agrícolas e facilidades de crédito, é possível tornar a transição menos custosa. A ideia é facilitar o acesso a tecnologias que ajudem na recuperação da fertilidade do solo, além de recompensas por valores ecológicos, como a captura de carbono.

O Caminho à Frente

Os desafios são grandes, mas o potencial é ainda maior. A agricultura regenerativa não precisa ser uma escolha entre lucratividade e sustentabilidade, mas pode ser um caminho que leve a ambos. A Produzindo Certo está não apenas cultivando campos, mas também plantando sementes para um futuro onde a agricultura é sinônimo de saúde do solo e lucratividade.

Esse é o momento ideal para os produtores brasileiros iniciarem essa jornada transformadora. A proposta integra benefícios que se estendem além do campo, atingindo a economia como um todo.

E você, o que acha da proposta de uma agricultura que prioriza o solo e a sustentabilidade? A sua opinião é importante! Comente e compartilhe suas ideias!

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