A Revolução da Inteligência Artificial na Saúde: A Nova Era da Alice
A Alice, uma inovadora no setor de tecnologia em saúde, está redefinindo o desenvolvimento de software ao integrar a inteligência artificial (IA) em suas operações. Com um investimento significativo de US$ 22 milhões em 2025, oriundos de grandes nomes como Kaszek, ThornTree Capital Partners, Canárias e Globo Empreendimentos, a Alice lançou um projeto audacioso: a adoção do Código Claude, desenvolvido pela Antrópico, para escrever seus códigos. Essa mudança visa não apenas agilizar processos de desenvolvimento, mas transformar a operação da empresa em um modelo mais eficiente.
A Ascensão do Código Claude
A partir de maio, o Código Claude se tornou parte central das operações da Alice. Este sistema avançado de codificação tem a capacidade de examinar grandes bases de códigos, implementar alterações em múltiplos arquivos e realizar testes envolvidos, tudo isso para entregar um código finalizado e funcional. Segundo André Florença, CEO e fundador da Alice, a escolha do Código Claude se deu após meses de testes com diversas ferramentas. O resultado? Uma performance que atendeu de maneira superior às necessidades da empresa e uma aceitação notável entre os colaboradores.
Florenca destaca a necessidade de abraçar essa nova era, afirmando: “Estamos vivendo um mundo novo, e esse ‘All in’ é o que vem guiando nossa evolução na Alice.” Essa mentalidade sugere que a transformação vai além do software, impactando a cultura organizacional e estimulando os colaboradores a atingirem seu pleno potencial.
O Impacto da IA na Engenharia
Com a implementação do Código Claude, a natureza do trabalho dos engenheiros está mudando. A resolução de problemas continua a ser uma função chave, mas agora realizada com ferramentas mais poderosas. Dessa forma, questões que antes estagnavam as equipes de engenharia serão abordadas de maneira mais eficaz. A estratégia não apenas reformula a estrutura existente, como também integra uma nova arquitetura de agentes que otimiza o fluxo de trabalho.
Segurança e Governança no Setor de Saúde
Entretanto, a integração da IA no desenvolvimento de software de saúde traz à tona preocupações significativas relativas à segurança de dados. A Alice adota uma postura proativa, posicionando engenheiros como arquitetos de sistemas para identificar vulnerabilidades e assegurar a proteção de informações sensíveis.
A cultura da Alice prioriza a proteção de dados desde antes da migração para a nuvem. Florença ressalta um diferencial importante: uma ferramenta proprietária chamada Camada de Dados, hospedada em servidores da Amazon, que garante a integridade e confidencialidade dos dados. “Os dados de saúde da Alice são extremamente sensíveis e tratados com o máximo cuidado”, afirma ele.
Resultados Tangíveis e Testes Práticos
Uma das abordagens concretas que a Alice tem adotado são testes prévios. Antes de lançar o código Claude para toda a equipe de engenharia, um piloto com seis engenheiros foi realizado ao longo de um mês. Os resultados foram impressionantes: o tempo médio para resolver bugs despencou em 40%, enquanto a produção durante as sprints aumentou em 20%. Os engenheiros, antes mesmo de usuários reportarem problemas, agora conseguem identificar e corrigir cerca de quatro bugs por dia.
Nenhum incidente de produção causado pela IA foi registrado durante o período de testes, e os aprendizados estão sendo transformados em agentes reutilizáveis que poderão ser escalados para toda a equipe.
Um Novo Olhar sobre Atendimento ao Cliente
Apesar das mudanças tecnológicas, Florença é enfático ao afirmar que a relação com os clientes permanece intacta. A Alice combina tecnologia avançada com um atendimento humano próximo, disponível não só por canais digitais, mas também em hospitais em diversas regiões do Brasil.
Transformação Cultural e Visão Futurista
A adoção do Código Claude é mais que um simples passo tecnológico; é parte de uma mudança cultural significativa. A Alice busca se tornar a empresa mais AI-native da América Latina. Para isso, a automação de processos operacionais e a redução de custos administrativos são prioridades, com a meta de atingir apenas 2% da receita em longos períodos – menos da metade da média do mercado.
A Capacitação dos Colaboradores
Diante desse horizonte, a Alice investe na capacitação de sua força de trabalho em inteligência artificial. Um programa de avaliação de proficiência visa que 100% do time de negócios esteja fluente em IA até agosto de 2026. Os colaboradores têm agora acesso ao Claude Cowork, uma ferramenta que possibilita que profissionais de diferentes áreas realizem tarefas de forma autônoma, acelerando processos diarios.
Perspectivas e Oportunidades
O papel dos engenheiros também está evoluindo. Espera-se que se tornem mais transversais, contribuindo em áreas como operações, finanças e recursos humanos. A transformação da infraestrutura da Alice, além de simplificar a construção de sistemas, também promove uma melhor compreensão da nova tecnologia entre todos os colaboradores.
Florença acredita que qualquer empresa, ao implementar essas mudanças estruturais, pode se tornar AI-native. No entanto, o desafio cresce conforme a dimensão da empresa aumenta, conferindo às startups uma vantagem nas transformações necessárias. A Alice, por nascer como uma empresa tecnológica voltada para a resolução de problemas, está posicionada para essa evolução de forma mais fluída.
Oportunidades de Crescimento e Expansão
Recentemente, a Alice começou a abrir novas vagas focadas em desenvolvimento de agentes, adaptando seus processos seletivos para priorizar engenheiros com experiência comprovada em IA. A meta de crescimento é audaciosa: dobrar a receita até o final de 2027, alcançando R$ 2 bilhões em receita anual recorrente (ARR) e 160 mil membros, sem expandir proporcionalmente o time de negócios.
Compromisso com a Saúde e Sustentabilidade
Embora as metas de crescimento sejam impressionantes, Florença destaca a importância de um propósito maior: “A Alice não está preocupada com resultados trimestrais, mas em ser a melhor empresa de saúde e contribuir para um mundo mais saudável a longo prazo.” Essa filosofia reflete os benefícios que a tecnologia em saúde traz, não apenas para a empresa, mas para toda a sociedade.
A eficiência proporcionada por novas tecnologias deve se traduzir em melhores resultados a custos acessíveis. A Alice, conhecida por oferecer os menores reajustes do mercado, crê que essa eficiência é essencial para ajudar o sistema de saúde a se tornar mais sustentável.
A Conexão com o Consumidor
No lado do consumidor, a Alice já disponibiliza agentes de IA conversacional através de um aplicativo e do WhatsApp. Essas ferramentas realizam triagens para diversas condições, como câncer de mama, diabetes e gravidez, conectando dados dos pacientes para alertar sobre a necessidade de exames.
“O nosso agente interage com as pessoas, entendendo suas necessidades e contraindicações. Emitimos o pedido de exame e um médico valida a prescrição, tudo de forma rápida”, explica Florença, que promete mais novidades em breve.
O Futuro da Saúde com Tecnologia
Florência sonha em utilizar a tecnologia para beneficiar o Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo um screening abrangente a toda a população. Essa visão de futuro é o que motiva a continuidade das inovações da Alice e seu compromisso com a melhoria da saúde.
Conversa Futuras
Assim, estamos testemunhando não apenas uma revolução tecnológica, mas uma mudança essencial na forma como a saúde é abordada e gerenciada. O que você pensa sobre essa transformação? Quais são suas expectativas para o futuro da saúde com a inteligência artificial? Seu ponto de vista ajuda a moldar essa discussão. Compartilhe suas reflexões com a gente!


