Da Sala de Aula às Nações Unidas: Transformando Sonhos em Realidade
A distância que separa uma sala de aula no Brasil de um ambiente tão emblemático como a sede da ONU pode parecer, à primeira vista, um sonho distante para muitas crianças. No entanto, para Marina Junqueira Airoldi e Rafael Bonfim, essa trajetória se tornou uma realidade incrível. Recentemente, eles viajaram para Nova Iorque para participar da 19ª Conferência dos Estados-Partes da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, conhecida como Cosp19.
Um Encontro Transformador com a Inclusão
Cofundadores do Instituto Nossa Casa, Marina e Rafael trouxeram à ONU a história do impacto que sua iniciativa está causando na vida de pessoas com paralisia cerebral. Rafael, que nasceu com essa condição, e Marina, sua ex-colega de escola, agora se unem em uma poderosa missão.
“Quando nos conhecemos, estávamos em uma escola que promovia a inclusão de forma natural. Nunca pensamos que chegaríamos a este momento, mas é emocionante estarmos aqui, cercados por pessoas com o mesmo objetivo, buscando novos caminhos para a inclusão”, compartilha Rafael.
O que começou como uma amizade fundada na convivência escolar evoluiu para uma organização que, em sua última década, já beneficiou mais de 1.500 pessoas. A intenção do Instituto Nossa Casa é clara: focar na paralisia cerebral, que é a deficiência física mais comum entre crianças.
O Poder de Sonhar Grande
Marina e Rafael refletem sobre a evolução de sua jornada: “Desde que trocamos experiências na escola inclusiva, fundamos o Instituto Nossa Casa com a ajuda de outras pessoas. O esforço de 10 anos nos trouxe até aqui, à sede da ONU em Nova Iorque. É um salto gigantesco. Valeu a pena sonhar!”
No entanto, a paralisia cerebral vai além do que se vê. Ela envolve uma série de condições neurológicas que impactam o neurodesenvolvimento e afetam, dentre outras coisas, a cognição e a mobilidade.
A Luta contra a Invisibilidade
Um dos maiores desafios enfrentados no Brasil é a escassez de dados sobre pessoas que convivem com essas condições. Sem informações claras, criar políticas públicas que funcionem se torna uma tarefa monumental. Para preencher esse hiato, Marina e Rafael utilizam os ensinamentos adquiridos na infância.
A jornada que os levou da terceira série na escola inclusiva até as Nações Unidas é um claro exemplo de como a empatia cultivada na infância pode mudar não apenas vidas individuais, mas também realidades coletivas.
Barreiras Invisíveis: Além da falta de dados, a invisibilidade estatística traz a necessidade urgente de informações abrangentes.
Apoio Necessário: A falta de apoio institucional e comunitário ainda persiste como uma barreira significativa.
O Conhecimento ao Alcance de Todos
Um dos pilares do trabalho do Instituto Nossa Casa é a tradução do conhecimento científico em informações acessíveis. Marina destaca: “Precisamos garantir que a informação, construída ao longo de anos por pesquisadores de todo o mundo, alcance aqueles que realmente precisam dela”.
O trabalho em parceria com as próprias pessoas com deficiência e suas famílias é fundamental. Isso permite entender quais são as melhores estratégias para construir e disseminar essa informação de forma eficaz.
Engajamento Comunitário
O Instituto Nossa Casa se fundamenta no envolvimento comunitário e nas conexões humanas, que têm aberto portas para crianças, jovens e adultos. Essa abordagem de solidariedade e determinação é a chave para superar desafios financeiros e institucional.
Barreiras que Unem o Mundo
Durante a conferência, os fundadores do Instituto puderam perceber que os desafios que enfrentam no Brasil — desde o capacitismo até as dificuldades na aplicação de leis de proteção — são questões globais. Assim, a busca por soluções torna-se um esforço conjunto entre diversas nações.
Rafael destaca que, ao participar da conferência, tiveram a oportunidade de trocar experiências e dar visibilidade ao trabalho exitoso do Instituto Nossa Casa. Essa interação os conectou a uma rede global de apoio, onde acompanharam histórias inspiradoras e compartilharam sua própria trajetória.
Foco no Usuário: Construindo Pontes
O Instituto trabalha para que as descobertas dos pesquisadores em todo o mundo sejam traduzidas em uma linguagem compreensível para as famílias. Além disso, há o objetivo de criar redes internacionais que maximizem o impacto local, reunindo esforços e convidados globais para colaborar.
Um Sonho que Atinge Novas Dimensões
Após três dias de intensos debates e aprendizagens, Rafael relata que voltam ao Brasil cheios de energia e novos projetos no horizonte. “Nosso sonho se expande a níveis globais. Queremos manter essa rede ativa para colaborar mundialmente”, afirma ele.
Com mais de 1 bilhão de pessoas vivendo com algum tipo de deficiência, segundo dados da ONU, a necessidade de transformação e inclusão nunca foi tão urgente. Essa realidade não apenas exige ações, mas também a compreensão de que cada um de nós pode fazer a diferença.
Uma Chamada à Ação
Ao pensar sobre a jornada de Marina e Rafael, somos lembrados do poder dos sonhos e do impacto das ações colaborativas. Um olhar atento para a inclusão e o respeito às diferenças pode mudar o mundo. Como você pode contribuir para essa causa? Quais ações pode adotar no seu cotidiano para promover a inclusão?
Refletir sobre essas questões é o primeiro passo para transformar nossos próprios sonhos em realidade. Compartilhe suas ideias e ajude a aumentar o diálogo sobre a importância da inclusão!


