Dólar cai a R$ 4,993 antes do segundo turno e fecha semana em baixa de 1,58%


O real liderou o desempenho entre as principais moedas globais nesta sexta-feira (23), e o dólar comercial fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 9 de outubro. A moeda norte-americana terminou o pregão cotada a R$ 4,993, com queda de 0,92%, enquanto investidores ajustavam posições antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25).

Na reta final das negociações, o dólar chegou a R$ 4,989. O fechamento ficou próximo desse ponto e foi o menor desde 9 de outubro, quando a cotação terminou em R$ 4,985. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,58%, depois de avançar 1,77% na semana anterior.

Real avança apesar de alta do dólar no exterior

A valorização do real ocorreu em sentido contrário ao movimento observado no mercado internacional. Durante a tarde, o índice DXY subia 0,19%, aos 101,799 pontos. O indicador mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes.

O resultado da sessão levou o dólar comercial a encerrar abaixo de R$ 5 no último pregão antes da votação. A proximidade do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também marcou o desempenho da Bolsa ao longo da semana, que terminou no negativo apesar da alta registrada na sexta-feira.

Ibovespa sobe no dia, mas recua na semana

O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,47% nesta sexta-feira e fechou aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 30,7 bilhões. A alta foi acompanhada por ações de empresas dos setores de petróleo e mineração, em um dia de valorização do petróleo e do minério de ferro.

O avanço diário não foi suficiente para reverter a perda acumulada na semana: o índice encerrou o período em queda de 0,17%. O desempenho semanal ocorreu em meio à cautela dos investidores com a disputa presidencial. Em outubro, por outro lado, a Bolsa acumula alta de 10,06%. No resultado de 2026, a valorização chega a 27,28%.

Petróleo sobe com tensões no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo avançaram mais de 3% na sexta-feira, diante do agravamento das tensões no Oriente Médio e do risco de interrupções no fornecimento. O Brent, referência internacional para a commodity, atingiu seu maior patamar desde abril.

O contrato do Brent para dezembro subiu 3,13%, para US$ 116,72 por barril. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 3,82%, para US$ 103,27. Na semana, os contratos de dezembro acumularam ganhos de 6,24% para o Brent e de 4,29% para o WTI.

Entre os fatores que aumentaram a preocupação com a segurança do abastecimento estão as ameaças do Irã. O país advertiu que poderá responder a novos ataques dos Estados Unidos e de Israel com ofensivas contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico. Também houve confrontos envolvendo os houthis e a Arábia Saudita.

Com os riscos de interrupção no fornecimento e as perdas de estoques, o Departamento de Energia dos Estados Unidos autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo. A iniciativa foi apresentada como uma forma de ajudar a estabilizar o fornecimento de combustíveis.

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