Emprego nos EUA, balança comercial do Brasil e varejo europeu são destaques


A agenda econômica desta sexta-feira (6) concentra a divulgação de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, com dados de outubro sobre a balança comercial brasileira e o mercado de trabalho norte-americano. Os números podem orientar a avaliação de investidores sobre a atividade econômica e as condições do emprego nos dois países.

Indicadores no Brasil e nos EUA

No Brasil, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulga às 15h o resultado mensal da balança comercial, que reúne exportações e importações. A previsão indicada para outubro é de superávit de US$ 9,4 bilhões.

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego conhecido como payroll será publicado às 10h30, junto com a taxa de desemprego. O consenso da Reuters projeta a criação de 65 mil vagas fora do setor agrícola em outubro e desemprego em torno de 4,2%. Às 12h, também está prevista a divulgação do índice de confiança da Universidade de Michigan, referente a novembro.

Na Europa, a agenda inclui os dados de vendas no varejo de setembro, com divulgação prevista para as 7h. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem compromissos no Palácio do Planalto e no Ministério de Minas e Energia ao longo do dia. A agenda prevê participação em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética às 10h, sanção do Projeto de Lei de Conversão nº 14/2026 às 15h e encontros com ministros às 16h e às 17h.

O projeto institui o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Entre as reuniões previstas estão uma com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e outra com o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira.

Mercado acompanha dados e decisões

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, depois de perder os ganhos registrados na primeira parte do pregão. Durante a sessão, o índice chegou perto dos 169 mil pontos, mas recuou em meio às fortes perdas em Wall Street, sobretudo entre empresas ligadas a chips e data centers.

Investidores também acompanharam resultados corporativos e a decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A reunião de Lula com autoridades e conselheiros para discutir a agenda econômica também estava no radar do mercado.

Movimentos políticos no exterior

Em Israel, Ahmad Tibi, parlamentar árabe e integrante sênior da Lista Conjunta Árabe, afirmou que seu bloco considera se articular com partidos liderados por judeus para tentar encerrar o período de Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro. A possibilidade rompe com décadas de precedente político, segundo a notícia.

“Queremos fazer coisas que não fizemos no passado para remover este governo criminoso”, disse Tibi à Associated Press.

No Paraguai, o presidente Santiago Peña anunciou formalmente sua renúncia na quinta-feira (5), em meio à abertura de um processo de impeachment. Em discurso gravado, afirmou que tomou a decisão considerando “a estabilidade do nosso país, a paz social e a necessidade de preservar nossas instituições democráticas”.

Debates e medidas no Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima semana uma audiência de conciliação sobre a implementação do fim da escala 6×1. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo e a Confederação Nacional da Indústria contestaram a redução da jornada. Dino também pediu informações à Câmara dos Deputados e ao Senado.

O ministro afirmou que a audiência não terá como objetivo negociar a redução da jornada. Segundo ele, a mudança aprovada pelo Congresso é “plenamente constitucional em sua finalidade” e seu mérito “não está sujeito a transação”. “A redução da jornada e a ampliação do repouso semanal não estão em negociação”, declarou.

Também na quinta-feira, uma comissão especial aprovou a medida provisória (MP) 1.379/2026, que criou linhas de crédito de R$ 22,6 bilhões, com juros subsidiados, para empresas afetadas pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A proposta segue para o plenário da Câmara e, depois, deverá ser analisada pelo Senado. A MP perde validade em 18 de novembro.

O texto permite combinar recursos da União com recursos próprios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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