Flávio Dino Se Desculpa por Ausência na 14ª Edição do Fórum de Lisboa
O renomado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, anunciou que não conseguirá participar da 14ª edição do Fórum de Lisboa, evento popularmente conhecido como “Gilmarpalooza”. A razão para essa ausência se deve a um acidente doméstico que, segundo ele, impede sua viagem a Portugal, programada para o período de 1 a 3 de junho.
O Acidente e a Justificativa
Em um artigo publicado no site Jota, Flávio Dino revelou que “alcançado por um pequeno acidente doméstico, não obtive autorização médica para um longo voo até Lisboa”. Ele expressou seu pesar por não conseguir participar dessa importante discussão, que envolve acadêmicos, gestores e especialistas. “Estava ansioso para contribuir mais uma vez com o Fórum, coordenado pelo meu querido colega Gilmar Mendes”, completou.
A Importância do Fórum de Lisboa
O Fórum de Lisboa é um encontro anual que atrai uma variedade de vozes do Brasil, unindo acadêmicos, autoridades e representantes da sociedade civil. O objetivo central do evento é explorar os desafios que a transformação tecnológica impõe aos sistemas políticos, culturais e econômicos globais. É um espaço vital para dialogar sobre as questões que moldam o futuro das democracias.
Painel Perdido: Constitucionalismo Transformador
Dino estava escalado para um painel intitulado “Constitucionalismo Transformador: um Novo Conceito em Perspectiva Comparada”. Em seu artigo, ele sintetizou os principais pontos que iria apresentar, os quais ressaltam a importância do constitucionalismo transformador na atualidade. Aqui estão os quatro conceitos centrais que ele gostaria de ter discutido:
Direção do Poder: O constitucionalismo transformador exige que a constituição não apenas contenha o poder, mas também oriente seu exercício, impondo deveres concretos ao Estado e ao Poder Judiciário. Cada contexto histórico traz formas únicas desse princípio.
Expansão de Direitos e Mecanismos: Este conceito propõe não apenas a expansão do catálogo de direitos, mas também a necessidade de redefinir os meios de promoção e proteção desses direitos. O uso de “medidas estruturais” no Judiciário é particularmente relevante nesse debate.
Cortes Constitucionais como Agentes de Mudança: Num contexto de constitucionalismo transformador, as cortes devem servir tanto como promotoras do projeto constitucional quanto como barreiras contra retrocessos. No Brasil, o STF frequentemente oscila entre ser agente de transformação e um escudo que protege a ordem constitucional.
Tecnologia e Limites Constitucionais: No século XXI, é fundamental que o poder tecnológico e algorítmico esteja sujeito aos limites impostos pela constituição democrática.
Reflexões e Contribuições
Além de esclarecer suas ideias, Flávio Dino acredita que essas teses contribuem significativamente para o debate sobre a posição do Brasil dentro dos parâmetros da Constituição Federal. Ele nos convida a refletir sobre como podemos ser fiéis aos princípios constitucionais enquanto nos adaptamos às novas realidades jurídicas e sociais.
“A prática dos processos estruturais, cujos aspectos mais significativos estavam destacados em meus pontos, favorecem inovações e promovem a segurança jurídica de maneira equilibrada, concretizando o ideal do constitucionalismo transformador”, afirmou Dino.
Um Convite à Reflexão
Embora sua ausência no Fórum de Lisboa seja lamentada, as ideias de Flávio Dino permanecem essenciais para o entendimento dos desafios contemporâneos que a democracia enfrenta.
É crucial que continuemos esses diálogos sobre o futuro das nossas instituições e a proteção dos direitos fundamentais. O que você acha do papel das cortes constitucionais nesse novo cenário? Afinal, como podemos garantir que os avanços tecnológicos respeitem nossa constituição democrática?
Sinta-se à vontade para compartilhar seus pensamentos e experiências sobre como as transformações sociais e tecnológicas têm impactado a sua vida e a sua visão de direitos. A conversa sobre constitucionalismo e tecnologia está apenas começando!


