Fundador da Maior Empresa de Data Centers da América Latina Revela: Demanda Crescerá Explosivamente com Investimento de US$ 1 Bilhão!


Transformando o Futuro: Como a Inteligência Artificial Está Revolucionando os Negócios no Brasil

Nos dias atuais, um inteligência artificial avança como um divisor de águas para diversas indústrias. Segundo Chris Torto, CEO e fundador da Ascenty, a maior provedora de serviços de centros de dados e conectividade na América Latina, a frase “os negócios precisam rodar os dados dentro de data centers” resume bem a essência dessa transformação. Recentemente, ele anunciou um otimismo contundente com a expansão bilionária da empresa na região.

A Trajetória de Crescimento da Ascenty

Em 2025, a Ascenty reportou um crescimento de 30% em sua receita e um aumento de 26% na capacidade vendida em megawatts, além de conquistar 149 novos clientes. Esses números refletem diretamente a intensa demanda por infraestrutura nos setores de tecnologia, telecomunicações e serviços financeiros.

Torto vê esses resultados como o início de uma nova fase para a empresa, impulsionada por um planejamento de investimento de US$ 1 bilhão, direcionado especificamente para o Brasil, México e Chile. “A demanda vai crescer muito”, afirma em uma entrevista exclusiva à Forbes.

De Boston para o Brasil: A Origem de Um Visionário

Chris Torto nasceu em Boston, mas sua trajetória no Brasil começou nos anos 80, onde decidiu construir sua vida profissional. Após fundar uma empresa de TV a cabo que se tornou a segunda maior do país e foi vendida para a NET, ele percebeu as lacunas no mercado de data centers ao retornar ao Brasil.

A Ascenty foi criada em 2010, formada a partir de duas tendências observadas nos Estados Unidos: o crescimento dos data centers e a expansão das redes de fibra óptica. “Naquela época, havia apenas dois ou três data centers de qualidade no Brasil. Hoje, temos centenas”, enfatiza Torto.

Duas Ondas de Inovação: Cloud e Inteligência Artificial

O crescimento do setor de data centers no Brasil pode ser dividido em duas grandes ondas. A primeira começou em 2012, quando as empresas começaram a migrar para a computação em nuvem, resultando em uma década de forte expansão. “De 2012 até 2023, tivemos uma fase de crescimento robusto devido ao avanço da computação em nuvem”, observa.

Agora, uma nova onda está se formando, impulsionada pela inteligência artificial. “Com o surgimento do ChatGPT, estamos presenciando uma transformação ainda maior do que a anterior”, destaca Torto. A diferença central entre as duas ondas está na escala e na profundidade. Enquanto a computação em nuvem revolucionou a maneira como armazenamos e acessamos dados, a IA redesenha completamente como esses dados são utilizados, exigindo mais processamento e capacidade integrada.

Explosão de Investimentos: A Era Digital no Brasil

A Moody’s Ratings prevê que os investimentos em infraestrutura relacionada à expansão dos data centers cheguem a impressionantes US$ 3 trilhões (R$ 16,11 trilhões) até 2030. Nesse panorama, o Brasil, com sua matriz energética predominantemente renovável, surge como um terreno fértil para investidores. “O Brasil está em uma posição privilegiada”, afirma Torto. “Possui energia renovável, custos competitivos e amplo acesso a recursos naturais.”

  • R$ 2 trilhões: expectativa do governo brasileiro em investimentos na próxima década para projetos de infraestrutura digital sustentável.
  • 50%: estimativa de que o Brasil atraia metade dos investimentos globais direcionados à América Latina.

A estratégia da Ascenty, que concentra 80% de seu parque no Brasil, reflete esse potencial. A empresa já conta com 38 data centers na América Latina, sendo 28 localizados no Brasil, um mercado que combina alta demanda por dados e rápida adoção tecnológica.

O Brasil em Comparação Internacional

Torto argumenta que o Brasil não deve ser visto apenas em relação a outros países da América Latina, mas comparado a polos globais, como a Malásia e as nações nórdicas, que também estão em busca de investimento em infraestrutura digital. “Aqui, o custo da energia é um terço do que se paga nos Estados Unidos”, destaca.

Entretanto, um dos principais desafios que o Brasil enfrenta é a carga tributária sobre equipamentos tecnológicos, como chips e GPUs, essenciais para o funcionamento dos data centers e das operações de IA. “Se o Brasil aprovar o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) e levar adiante a reforma tributária programada para o próximo ano, não há dúvida de que o Brasil se tornaria um mercado extremamente competitivo. Mas a aprovação do regime ainda está incerta, já que a Medida Provisória que criou o Redata perdeu validade em fevereiro.”

Consumo de Energia: Um Desafio e Uma Oportunidade

O crescimento dos data centers acarreta um desafio substancial: o consumo elevado de energia. Nos Estados Unidos, essa questão já gera pressões sobre os preços e a infraestrutura elétrica. A Ascenty, ciente dessa realidade, incorporou a questão energética em sua estratégia de crescimento.

A empresa firmou um contrato significativo com a Casa dos Ventos, que representa o maior acordo de autoprodução de energia renovável para data centers da América Latina, prevendo um investimento de mais de meio bilhão de dólares e fornecendo 110 megawatts médios.

“Para cada novo data center, nós vamos investir em geração renovável para contrabalançar nosso consumo”, garante Torto. “Nosso objetivo é que isso não impacte o consumidor final.”

Reflexões Finais para um Futuro Digital

A revolução impulsionada pela inteligência artificial e a necessidade crescente por infraestrutura digital certamente moldarão o futuro dos negócios no Brasil e na América Latina. A Ascenty está posicionada de maneira estratégica para capitalizar sobre essas oportunidades, com um foco em energia renovável e na construção de data centers de alta qualidade.

Como você vê o futuro da inteligência artificial e de infraestrutura digital no Brasil? Sinta-se à vontade para compartilhar suas opiniões e comentários!

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