O Ibovespa recuava na manhã desta quinta-feira (22), pressionado pela queda da Vale e de parte dos grandes bancos, enquanto investidores acompanhavam as pesquisas eleitorais e aguardavam o balanço do Bradesco. A alta da Petrobras, em meio à valorização do petróleo, ajudava a limitar as perdas do principal índice da B3.
O índice abriu com baixa preliminar de 0,01%, aos 206.465,36 pontos. Depois dos leilões, a queda chegou a 0,60%, aos 205.259,94 pontos, e, por volta das 10h20, o Ibovespa estava na região dos 205,5 mil pontos. O Índice Small Caps (SMLL) também começou o dia em baixa, de 0,03%, aos 2.768,83 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial avançava para perto de R$ 5,03. Na primeira parcial da PTAX, taxa de câmbio divulgada pelo Banco Central, a cotação ficou em R$ 5,0385 para compra e R$ 5,0391 para venda. Os juros futuros também subiam.
Eleição e exterior entram no radar
Na agenda doméstica, o mercado acompanhava os últimos levantamentos de intenção de voto antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (21) indicou 45% das intenções de voto para o senador Flávio Bolsonaro e 44% para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que configura empate técnico.
O Datafolha deveria divulgar uma nova pesquisa presidencial às 19h desta quinta-feira. No exterior, os contratos futuros dos principais índices de ações dos Estados Unidos também recuavam: o Dow Jones Futuro caía 0,62%, o S&P 500 perdia 0,95% e o Nasdaq tinha baixa de 1,65%. O movimento ocorria em meio a preocupações com investimentos em inteligência artificial e à escalada das tensões no Oriente Médio.
Bancos caem antes do resultado do Bradesco
As ações de grandes bancos contribuíam para a pressão sobre a Bolsa. Por volta da abertura, Santander (SANB11) recuava 1,28% e Itaú Unibanco (ITUB4) caía 1,23%. Bradesco (BBDC4) tinha baixa de 0,97% antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026, prevista para depois do fechamento do mercado.
Banco do Brasil (BBAS3) abriu em queda de 1,20%, mas passou a subir nos minutos seguintes. Por volta das 10h16, os papéis avançavam 0,29%, a R$ 24,17. As ações da B3 (B3SA3), por sua vez, recuavam 0,60%, a R$ 23,37.
Petróleo sustenta ações da Petrobras
Na direção oposta à maior parte do mercado, Petrobras avançava com a alta do petróleo. As ações ordinárias PETR3 subiam 0,99%, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 1,04%. O Brent chegou a US$ 112 por barril após novos ataques dos houthis, do Iêmen, contra a Arábia Saudita. A movimentação ampliou as preocupações com possíveis interrupções no abastecimento de petróleo no Oriente Médio.
Entre outras petroleiras, o desempenho era misto: BRAV3 subia 1,47% e PRIO3 avançava 1,21%, enquanto RECV3 recuava 0,24%. Já a Vale (VALE3) caía 1,27%, a R$ 63,22. As siderúrgicas também operavam em baixa. CSN (CSNA3) perdia 1,93%, Usiminas (USIM5) recuava 1,35%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) caía 0,67% e Gerdau (GGBR4) tinha baixa de 0,57%.
Varejo tem desempenho misto
Entre as varejistas, Azzas 2154 (AZZA3) abriu em alta de 2,36%, a R$ 26,41, mas voltou a leilão após a movimentação inicial. Magazine Luiza (MGLU3) subia 1%, RIAA3 avançava 0,91% e Americanas (AMER3) ganhava 0,31%. Na ponta negativa, Casas Bahia (BHIA3) recuava 2,17%, C&A (CEAB3) caía 0,87% e AUAU3 perdia 0,75%. Vivara (VIVA3) tinha baixa de 0,66%, enquanto Lojas Renner (LREN3) recuava 0,07%.
Frigoríficos e supermercadistas também registravam perdas. Minerva (BEEF3) caía 1,17% e MBRF (MBRF3), 1,01%. GPA (PCAR3) recuava 0,33%, Assaí (ASAI3) perdia 0,22% e Grupo Mateus (GMAT3), 0,18%. Hapvida (HAPV3) tinha baixa de 0,11%, a R$ 8,73.
Em outros papéis, Embraer (EMBJ3) recuava 0,97%, a R$ 90,94, e Axia Energia (AXIA3) caía 0,39%, a R$ 58,35. Azul (AZUL3) avançava 0,06%, a R$ 15,88.

