A gestão de dispositivos corporativos, que antes era vista apenas como uma função operacional, agora se destaca como uma estratégia fundamental para as empresas. Isso se deve ao crescimento da mobilidade, ao aumento das ameaças cibernéticas e à complexidade dos ambientes de TI que se tornaram a norma nos dias de hoje.
Essa transformação foi um dos tópicos centrais do Urmobo Partner Meeting 2026, um evento que reuniu especialistas de diversos setores, incluindo representantes de grandes empresas como XP Inc., Google e Gartner.
Em uma conversa exclusiva com o InfoMoney, Thiago Carvalho, cofundador da Urmobo, destacou que o conceito de endpoint evoluiu. “Hoje, ele é a nova fronteira da segurança nas empresas”, afirmou Carvalho.
Da Operação à Estratégia
Essa mudança de perspectiva pode ser atribuída a três fatores principais: a descentralização do trabalho, a diversidade crescente de dispositivos e o aumento das ameaças digitais.
Na prática, isso significa que a segurança não está mais confinada às fronteiras das redes corporativas. Em vez disso, ela se torna dependente dos dispositivos que as equipes utilizam no dia a dia.
Agora, com empresas gerenciando uma variedade de equipamentos, como smartphones, notebooks, coletores de dados e máquinas de pagamento – muitas vezes fora de suas redes – a gestão desses ativos requer uma abordagem sofisticada, com monitoramento contínuo e políticas centralizadas.
Ecossistema de Parceiros
A Urmobo está adotando um modelo de atuação 100% baseado em canais para enfrentar esses novos desafios. Com uma rede de distribuidores, integradores e parceiros locais em toda a América Latina, a empresa busca criar um ecossistema robusto.
Thiago Carvalho explica: “Crescer na América Latina sem canais locais é praticamente impossível. Nossos parceiros trazem valor na implementação, suporte e entendimento das necessidades dos clientes.”
No momento, a Urmobo opera com mais de 120 parceiros ativos e 8 distribuidores estratégicos, e está expandindo sua atuação no México e iniciando operações nos Estados Unidos.

Pressão por Eficiência
Durante o evento, o contexto econômico também foi abordado. Em um painel conduzido por Jéssica Cunha, investment strategist da XP, a cautela foi enfatizada, especialmente nos Estados Unidos, onde a inflação permanece acima da meta e o mercado de trabalho está aquecido.
No Brasil, a entrada de capital estrangeiro tem favorecido os ativos locais, com significativa injeção de recursos na Bolsa nos últimos anos. No entanto, o país ainda enfrenta desafios, como a alta taxa de juros e questões fiscais iminentes.
Esse quadro reforça a urgência por eficiência operacional nas empresas, que agora devem ter maior controle sobre seus ativos e infraestrutura tecnológica.
Inteligência Artificial e Segurança
Um dos destaques do evento foi a crescente relevância da Inteligência Artificial (IA) e da segurança cibernética nas estratégias empresariais.
De acordo com dados apresentados por Ricardo Tardi, head of Mexico and Costa Rica, high tech & telecom da Gartner, 89% das companhias na América Latina têm planos de aumentar seus investimentos em segurança, enquanto 83% pretendem expandir seus gastos em IA.
Contudo, a utilização descontrolada de ferramentas de Inteligência Artificial já acende um sinal de alerta. Confira os dados:
- 57% dos funcionários usam contas pessoais para acessar IA no trabalho;
- 33% admitem inserir informações confidenciais nessas ferramentas.
Esse cenário amplia os riscos e reforça a necessidade de governança nos dispositivos e nas aplicações utilizadas.
Android Enterprise: Uma Revolução
A evolução do Android Enterprise foi destacada como um divisor de águas no setor. Esta tecnologia trouxe padronização, segurança integrada e capacidade de gestão em larga escala para dispositivos corporativos.
Atualmente, de acordo com Fernando Pansan, responsável pelo desenvolvimento de negócios de Android Enterprise na LATAM da Google, o sistema deixou de ser exclusivo para operações de campo e agora integra diversas áreas das empresas, proporcionando mais governança em um ambiente que antes era fragmentado.
Uma Plataforma para Múltiplos Dispositivos
Desde sua fundação em 2017, a Urmobo oferece uma plataforma de gerenciamento unificado de endpoints (UEM/EMM), que consegue integrar diferentes sistemas operacionais e tipos de dispositivos em uma única interface.
A solução alcança desde smartphones e notebooks até equipamentos industriais, terminais de pagamento e dispositivos de IoT.
A empresa organiza sua oferta em vários níveis de serviço, que incluem desde soluções simples de inventário até opções avançadas de segurança, com características como antimalware, controle de acesso, monitoramento em tempo real e integração via APIs.
IA e Automação: O Futuro Está Chegando
Uma das inovações apresentadas foi a evolução do ODIN, o agente de Inteligência Artificial da Urmobo, que deve incorporar funções mais avançadas de análise preditiva.
A novidade é que essa ferramenta passará a identificar comportamentos de risco antes que os incidentes ocorram, além de sugerir ações de forma proativa. “A intenção é mudar de uma abordagem reativa para um modelo preditivo, com inteligência aplicada à segurança”, explicou Thiago Carvalho.
Um Mercado em Expansão
Na visão de Carvalho, o crescimento do mercado de gerenciamento de endpoints está intimamente ligado à digitalização das operações e à crescente demanda por segurança.
As principais oportunidades estão na modernização de processos, substituição de sistemas legados e expansão das operações conectadas. No entanto, o principal desafio continua a ser a complexidade.
Nesse cenário, o papel dos parceiros deve evoluir, movendo-se de atuações transacionais para um modelo mais consultivo, alinhado às necessidades estratégicas dos clientes.
Estratégia de Proteção para o Futuro
A intersecção entre mobilidade, segurança e Inteligência Artificial aponta para um futuro em que a gestão de endpoints será cada vez mais crucial.
Mais do que apenas controlar dispositivos, as empresas precisarão dessas soluções para garantir a continuidade de suas operações, proteger dados e sustentar suas estratégias digitais. “A gestão de endpoints já não é mais um tema de nicho, mas uma parte integrante da estratégia das empresas”, conclui Carvalho.
Para descobrir mais sobre os serviços oferecidos pela Urmobo, você pode visitar o site da empresa.


