Minidólar WDOX26 testa força compradora após reeleição de Lula


O minidólar com vencimento em novembro fechou a sessão de 26 de outubro em alta de 8,18%, aos 5.380 pontos, em uma reprecificação dos ativos após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. O dólar à vista subiu 8,21%, para R$ 5,403, enquanto o contrato futuro para novembro avançou 12,58%, a R$ 5,600. O movimento contrariou o posicionamento predominante do mercado e ampliou a preocupação com a trajetória fiscal e o crescimento da dívida pública.

Para as próximas sessões, os investidores acompanham se a alta terá continuidade, os desdobramentos da contestação eleitoral de Flávio Bolsonaro e as primeiras sinalizações fiscais do presidente reeleito. As cotações de R$ 5,403 no mercado à vista e de R$ 5,600 no futuro são referências imediatas. O comportamento dos juros e da Bolsa brasileira também pode ajudar a avaliar se a aversão ao risco persiste.

Gráfico de 15 minutos indica perda de impulso

Na análise técnica do minidólar, Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, observa que o contrato terminou o dia com forte valorização, mas devolveu parte dos ganhos durante o pregão. No gráfico de 15 minutos, a cotação encerrou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, indicadores que acompanham a tendência dos preços em diferentes intervalos.

A combinação de uma alta expressiva no dia com sinais de perda de força no curtíssimo prazo deixa em aberto se os compradores retomarão o controle ou se a realização de ganhos continuará. Para sustentar a alta, o contrato precisa superar a resistência entre 5.407 e 5.426 pontos. Se romper esse intervalo, os próximos níveis a observar são 5.457 a 5.469,5 pontos e, em caso de fluxo comprador consistente, 5.520 a 5.560,5 pontos.

Na direção contrária, uma queda abaixo do suporte entre 5.377 e 5.366 pontos pode intensificar as vendas. Nesse cenário, os níveis seguintes estão entre 5.345 e 5.336 pontos e, em uma correção mais prolongada, entre 5.319 e 5.308 pontos.

Referências no gráfico diário

No gráfico diário, o minidólar avançou mais de 8% e passou a negociar acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A distância em relação a essas médias aumentou após o movimento, enquanto a formação do último pregão deixou uma sombra superior longa. Esse sinal indica que os vendedores ganharam espaço nas máximas do dia, embora não elimine a possibilidade de continuidade da alta.

A mínima da sessão passa a ser um ponto de atenção: se o contrato perder esse nível, poderá ocorrer uma correção mais intensa. Para dar sequência ao movimento comprador, o minidólar precisa superar a faixa de 5.430 a 5.525 pontos. Acima dela, a análise técnica aponta como próxima região de resistência os 5.610 a 5.646 pontos.

Já uma perda dos suportes entre 5.380 e 5.302 pontos pode fortalecer a correção. Nesse caso, o alvo inicial indicado fica entre 5.192 e 5.134 pontos. O Índice de Força Relativa (IFR), indicador que mede o ritmo e a intensidade dos movimentos de preço, estava em 66,18 no período de 14 sessões. O nível ainda ficava abaixo da faixa clássica de sobrecompra, mas já refletia a forte valorização do contrato.

Resistências e suportes no gráfico de 60 minutos

No intervalo de 60 minutos, o contrato terminou a sessão com fluxo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que favorece os compradores. Para confirmar a continuidade, porém, precisará romper primeiro a região entre 5.469,5 e 5.610 pontos. As resistências seguintes estão entre 5.646,5 e 5.712,5 pontos. Se a pressão compradora aumentar, os alvos indicados são 5.752 e, em um movimento mais longo, 5.776,5 pontos.

Se houver correção, o primeiro suporte relevante está entre 5.377 e 5.335 pontos. A perda dessa faixa pode ampliar a pressão vendedora e levar o contrato à região de 5.288 a 5.269 pontos. Em um recuo mais prolongado, os próximos níveis indicados ficam entre 5.226 e 5.192 pontos.

As faixas técnicas servem como referências para acompanhar o comportamento do contrato, enquanto a continuidade do movimento dependerá também do fluxo de negócios e das reações do mercado às notícias políticas e fiscais. A cotação do dólar, a curva de juros e o desempenho da Bolsa brasileira estão entre os sinais observados pelos investidores para avaliar a intensidade da aversão ao risco.

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