PEC da Segurança: Um Passo Crucial no Combate ao Crime Organizado
O deputado federal Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados (Republicanos-PB), anunciou que o Plenário deverá votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança na próxima quarta-feira, 4. Essa votação acontece após uma sessão da comissão especial, programada para a terça-feira, 3. A PEC se destaca como uma das prioridades na agenda legislativa de 2023, mesmo tendo sido adiada para 2025.
A Importância da PEC
Motta reiterou a relevância dessa proposta no combate ao crime organizado. Em suas palavras, “Na semana que vem, estaremos votando a PEC da Segurança. O relator e o presidente da comissão especial devem convocar uma sessão na próxima terça-feira e, na quarta, estaremos pautando no Plenário.” Segundo ele, a medida visa estruturar o enfrentamento ao crime no Brasil.
O Que a PEC Aborda?
A proposta trata das responsabilidades da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios em relação à segurança pública. Tal como ocorreu com o PL Antifacção, aprovado nesta quarta, a PEC gerou debates entre governistas e a oposição. Aqui estão alguns pontos centrais da PEC:
- Competências de Segurança: Define claramente o papel de cada ente federativo no âmbito da segurança.
- Redução da Maioridade Penal: Prevê um referendo em 2028 sobre a possibilidade de alterar a maioridade penal.
- Endurecimento das Regras: Estabelece regras mais rígidas para os membros de facções, dificultando progressões de regime e acordos de não persecução penal.
Essas diretrizes refletem um movimento para fortalecer a ação governamental contra o crime, embora não tenha agradado a todos.
Divergências no Governo: A Visão Crítica
Alguns membros do governo afirmam que o relatório apresentado por Mendonça Filho (União-PE) minimiza o papel da União no combate ao crime organizado. O relator se defendeu, argumentando que o objetivo é promover uma maior integração entre os diferentes níveis de governo, com ênfase na atuação dos Estados.
Mudanças Propostas
É interessante notar que as alterações promovidas pela PEC se distanciam das sugestões feitas pelo ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo durante a tramitação da proposta. Isso levanta questões sobre a direção e eficácia das futuras políticas de segurança pública.
Aprovado: PL Antifacção
Na última terça-feira, a Câmara também aprovou o PL Antifacção, uma proposta que visa combater o crime de maneira mais incisiva. Embora tenha sido originalmente elaborada pelo governo federal, a versão final foi concebida pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo.
Detalhes do PL Antifacção
- Máxima Dureza Contra o Crime: Motta elogiou a proposta, considerá-la como a medida mais severa de enfrentamento ao crime organizado na história do Brasil.
- Derrotas do Governo: O governo enfrentou alguns obstáculos, como a exclusão da proposta de taxação sobre apostas esportivas, que visava financiar ações de segurança pública.
- Apoio Crítico: Mesmo com ressalvas em relação à versão aprovada, o PT manifestou um “apoio crítico” e votou a favor do projeto, refletindo uma estratégia de consenso político.
Esses movimentos revelam um esforço contínuo em enfrentar a asfixia financeira do crime organizado e endurecer as penas para aqueles que participam de organizações criminosas, milícias e grupos paramilitares.
O Olhar para o Futuro
À luz dessas mudanças significativas, o Brasil se vê em uma encruzilhada no que tange à segurança pública. A PEC da Segurança e o PL Antifacção são passos importantes, mas também desafios quanto à implementação e eficácia real das leis.
Reflexões Finais
Com a votação da PEC se aproximando, a população observa atentamente como as decisões legislativas moldarão o futuro da segurança pública. O debate é crucial e merece a atenção de todos. O que você pensa a respeito? Como essas medidas podem impactar sua vida e a sociedade? Comentários e discussões são sempre bem-vindos!
Com essas novas diretrizes, o futuro da segurança no Brasil poderá ser mais robusto e promissor, mas depende de um compromisso coletivo por parte de nossos representantes e da sociedade civil.




