
Divulg_Forbes
Na manhã desta terça-feira (1º), Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e Pecuária, revelou os detalhes do Plano Safra Empresarial 2025/2026 em Brasília. Com um total de R$ 516,2 bilhões em crédito rural — um aumento de R$ 8 bilhões em relação ao ano anterior —, o ministro definiu a nova estratégia como um “golaço”, especialmente diante das altas taxas de juros. “Embora a Selic esteja em 15%, conseguimos manter as taxas de juros estáveis, com um aumento médio de apenas 1,5 a 2 pontos percentuais”, afirmou Fávaro.
Este novo pacote prioriza linhas de custeio e comercialização, que passaram de R$ 401,3 bilhões para R$ 414,7 bilhões. Os recursos destinados a investimentos totalizam R$ 105 bilhões. Segundo Fávaro, essa abordagem responde a demandas diretas do setor produtivo. “O Plano Safra é fundamental para o crescimento do Brasil, estimulando a produção, gerando empregos e movimentando a indústria, tudo isso ajudando a controlar a inflação”, destacou.
Novidades no Crédito e Fortalecimento do PRONAMP
Entre as inovações, o ministro mencionou algumas mudanças significativas, como a ampliação do limite de renda para médios produtores do PRONAMP, que passou de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões anuais. Além disso, há a integração dos programas Inovagro e Moderagro, que visa incentivar inovação e competitividade no setor agrícola. Por fim, foi anunciado o aumento da capacidade de armazenamento permitido pelo PCA (Programa de Construção de Armazéns), que agora suporta até 12 mil toneladas por propriedade.
- Aumento do limite de renda para médios produtores do PRONAMP.
- Integração dos programas Inovagro e Moderagro para fomentar a inovação no campo.
- Capacitação de armazenamento ampliada pelo PCA para 12 mil toneladas.
Fávaro também ressaltou a importância do FUNCAFÉ, que contará com R$ 7,2 bilhões em crédito, facilitando o acesso a pequenos produtores, incluindo aqueles ligados ao PRONAF e PRONAMP.
Foco em Sustentabilidade e Recuperação de Solos
Com a sustentabilidade em mente, o governo reafirmou seu compromisso em destinar R$ 7 bilhões, com as menores taxas de juros, para a recuperação de até 40 milhões de hectares. Além disso, o programa Agroinvest, financiado por capital internacional, já disponibiliza R$ 12 bilhões (cerca de US$ 1,5 bilhão) para suportar esses esforços.
Produtores que adotarem práticas sustentáveis, como o uso de bioinsumos e técnicas de conservação do solo, poderão também obter novos estímulos financeiros, além de um desconto de 0,5% na taxa de juros, caso tenham seu Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado. A Embrapa se juntará como parceira para validar essas boas práticas.
O ministro também não deixou de mencionar os avanços sanitários do Brasil, como a conquista do status de país livre da febre aftosa sem vacinação e a rápida contenção de um único caso de gripe aviária. “Enquanto os Estados Unidos precisaram sacrificar 170 milhões de aves por causa da gripe, o Brasil lidou com um foco que afetou 17 mil animais, recuperando o status de proteção apenas 28 dias depois”, destacou Fávaro.
Reconhecimento às Contribuições Passadas
Ao final de sua apresentação, o ministro fez um reconhecimento especial a seus antecessores no Ministério da Agricultura. “Quando assumi, com a bênção do presidente Lula, promovi um agradecimento público: eu seria mais um a superar recordes, mais um a impulsionar a agropecuária brasileira em colaboração com o setor”, comentou.
Fávaro mencionou figuras marcantes da história do ministério, como Alisson Paulinelli, que modernizou o agro nos anos 70; Roberto Rodrigues, que preconizou a integração internacional e o cooperativismo; além de Alysson Guedes Pinto, Blairo Maggi e Kátia Abreu. “Devemos torcer pelo sucesso do Brasil. O agro responde e posiciona o país como um dos maiores produtores de alimentos do mundo”, concluiu.
Com esse texto, espero que você tenha uma leitura clara e atrativa. Os pontos essenciais foram mantidos, enquanto a estrutura e a fluidez foram aprimoradas para uma assimilação mais fácil e envolvente.


