PTAX fecha em R$ 5,0377; dólar à vista encerra perto de R$ 4,99 antes do 2º turno


O dólar comercial encerrou a sexta-feira, 23 de outubro de 2026, praticamente estável na taxa de referência do Banco Central, a PTAX, enquanto investidores ajustavam posições antes do segundo turno das eleições. No mercado à vista da B3, a moeda fechou perto de R$ 4,99, em meio ao maior apetite por risco e à expectativa de reação dos negócios na segunda-feira.

Câmbio refletiu ajustes pré-eleitorais

A PTAX de venda terminou a última sessão útil em R$ 5,0377, quase sem alteração em relação ao dia anterior. Já o dólar à vista, negociado no pregão da B3, fechou próximo de R$ 4,99. As duas cotações podem apresentar diferenças porque são calculadas de formas distintas.

O Banco Central calcula a PTAX a partir de cotações coletadas ao longo do dia. A taxa serve como referência para contratos e conversões oficiais. O dólar à vista, por sua vez, reflete negociações imediatas entre instituições financeiras e pode oscilar de maneira diferente durante o pregão.

Na véspera do segundo turno, investidores ajustaram suas posições e deram preferência a ativos locais. Esse movimento reduziu parte do prêmio de risco exigido pelo Brasil, segundo a análise do comportamento do câmbio na sessão. O prêmio de risco é a compensação que investidores buscam para aplicar em ativos considerados mais arriscados.

O real também foi favorecido pelo fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira e por sinais mais benignos nas taxas futuras. A combinação desses fatores ajudou a sustentar a valorização da moeda brasileira frente ao dólar na sessão pré-eleitoral. A taxa de câmbio, porém, encerrou a semana sem uma mudança expressiva na referência do Banco Central.

Impactos para consumidores e empresas

Oscilações do dólar afetam os custos de importação e os preços de produtos negociados em moeda estrangeira. Também entram nas estimativas de inflação de médio prazo. Por isso, a direção do câmbio pode repercutir tanto nas decisões de empresas quanto no orçamento de consumidores.

Para exportadoras, um real mais forte pode reduzir a receita convertida para a moeda brasileira. Para consumidores, uma queda persistente do dólar tende a aliviar pressões sobre preços de eletrônicos e viagens internacionais. O efeito sobre a inflação, no entanto, depende de quanto tempo o movimento cambial se mantém.

O fechamento de sexta-feira é o último parâmetro disponível enquanto o mercado permanece fechado no domingo. A cotação pode mudar na retomada das negociações, quando investidores reagirem ao resultado eleitoral e às expectativas que já estavam refletidas nos preços dos ativos.

O que acompanhar na reabertura

A reação ao segundo turno pode aumentar a volatilidade na abertura dos negócios de segunda-feira. A continuidade da valorização do real dependerá da confirmação das expectativas dos investidores, incluindo a leitura do resultado eleitoral, a postura fiscal e a trajetória dos juros. Caso ocorram movimentos bruscos, eles podem aparecer já no início da sessão.

Além do resultado das urnas, o mercado deve observar a entrada ou saída de capital estrangeiro e o volume negociado na B3 nas primeiras sessões úteis após a eleição. Esses indicadores ajudam a mostrar como os investidores estão reposicionando seus recursos depois da votação.

Também podem influenciar o apetite por risco global as taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries, e a cotação do petróleo. No cenário doméstico, decisões e sinais dos bancos centrais e as expectativas para os juros brasileiros afetam a diferença de retorno entre ativos locais e estrangeiros.

Turistas e consumidores podem acompanhar a cotação na segunda-feira antes de realizar compras em moeda estrangeira. Empresas com exposição cambial, por sua vez, podem avaliar seus contratos atrelados à PTAX e os efeitos de mudanças no dólar sobre suas operações.

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