USDA confirma primeira detecção da mosca-da-bicheira do Novo Mundo


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) confirmou nesta quarta-feira a primeira detecção da mosca-da-bicheira do Novo Mundo em um animal silvestre no país. O parasita, que se alimenta de tecido vivo, foi identificado em um alce no condado de Pecos, no Texas, após o animal ser abatido por um caçador em uma fazenda de caça.

A ocorrência levou autoridades estaduais e federais a ampliarem a vigilância da vida selvagem na região. A confirmação também ocorre enquanto os Estados Unidos retomam gradualmente as importações de gado do México, suspensas por mais de um ano para evitar a entrada da praga.

Vigilância no Texas

Segundo comunicado do USDA, o alce foi encontrado em uma fazenda de caça e o caso foi relatado depois que um caçador abateu o animal. A agência não informou outros detalhes sobre a detecção no comunicado descrito na notícia.

A Comissão de Saúde Animal do Texas modificará uma zona infestada que já havia sido estabelecida. O USDA e o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Texas também realizam vigilância adicional de animais silvestres na área. As medidas concentram a resposta oficial na região do condado de Pecos, onde o caso foi confirmado.

A identificação em um animal silvestre é a primeira desse tipo nos Estados Unidos, de acordo com o departamento federal. A mosca-da-bicheira do Novo Mundo havia sido erradicada do país há décadas. A praga avançou para o norte a partir da América Central, passando pelo México, antes da nova detecção em território norte-americano.

Comércio de gado foi interrompido

Para impedir a entrada do parasita, os Estados Unidos suspenderam no ano passado as importações de gado mexicano. A interrupção durou mais de um ano. Em agosto, o comércio foi retomado em um porto do Arizona, como parte de um plano de reabertura gradual.

A retomada parcial não significa que o comércio voltou de uma só vez a todos os pontos de entrada: a fonte informa apenas a reabertura em um porto do Arizona e a adoção de um processo gradual. A suspensão havia sido uma resposta à expansão da mosca-da-bicheira em direção ao norte, através do México. O novo registro no Texas, por sua vez, mobilizou ações de vigilância e a revisão da zona infestada já existente no estado.

Oferta menor e carne mais cara

A suspensão das compras de gado mexicano contribuiu para reduzir a oferta de animais nos Estados Unidos. Segundo a notícia, a menor disponibilidade ajudou a levar os preços da carne bovina a níveis recordes para os consumidores norte-americanos.

O caso tem, portanto, implicações sanitárias e comerciais. De um lado, as autoridades acompanham a presença da praga em animais silvestres e ajustam a área sob monitoramento. De outro, a restrição às importações já afetou a oferta de gado e esteve associada à alta dos preços da carne. A fonte não detalha quanto a suspensão reduziu a disponibilidade, nem informa o efeito que a detecção no alce terá sobre o calendário de reabertura das importações.

O USDA não anunciou, no comunicado citado, uma nova suspensão do comércio após a confirmação no condado de Pecos. A informação disponível é que as importações haviam sido retomadas parcialmente em agosto e que as autoridades estaduais e federais intensificaram o acompanhamento da vida selvagem na área.

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