Universidade expulsa estudantes de medicina por ofensas a bolsistas após eleições


A UniCesumar informou que aplicou punições a estudantes de medicina de sua unidade em Maringá (PR) após mensagens ofensivas contra alunos bolsistas serem compartilhadas em um grupo de WhatsApp depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de domingo, 25. A instituição concluiu uma sindicância na sexta-feira, 30, e disse que as medidas variam conforme a gravidade das condutas apuradas. Em Cascavel, o Centro Universitário FAG também anunciou sanções a três estudantes por mensagens semelhantes.

UniCesumar concluiu sindicância

Segundo a UniCesumar, a investigação interna recomendou à reitoria a adoção de medidas disciplinares contra os alunos envolvidos. Entre as punições previstas estavam advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente, conforme a gravidade de cada comportamento identificado.

A reitoria seguiu a recomendação, mas a instituição não informou quantos estudantes foram punidos nem quais medidas foram aplicadas a cada um. Também não divulgou os nomes dos envolvidos. Embora a universidade tenha informado a expulsão de estudantes, o comunicado não detalha a quantidade de desligamentos nem esclarece se todos os alunos investigados receberam essa punição.

As mensagens teriam sido direcionadas a colegas bolsistas e incluído comentários elitistas e de teor nazista. A universidade não publicou o conteúdo das conversas nem identificou os estudantes que as enviaram. As informações divulgadas se limitam à apuração institucional e às medidas disciplinares decididas pela reitoria.

Em nota, a UniCesumar declarou: “A instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito”. O comunicado também informou que o Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (Naeme) está disponível para oferecer acolhimento, orientação e suporte aos alunos. A instituição divulgou os telefones (44) 9 9122-3957 e (44) 3027-6360, ramal 2817, para contato com o núcleo.

FAG aplicou advertências e suspensões

Em Cascavel, também no Paraná, o Centro Universitário FAG informou que três estudantes de medicina receberam advertências e foram suspensos pelo envio de mensagens semelhantes. A instituição não detalhou o teor das mensagens nem informou os nomes dos alunos.

O FAG afirmou que repudia “manifestações que desrespeitem a dignidade humana, incitem o ódio ou ultrapassem os limites do respeito e da convivência democrática”. A instituição acrescentou que os processos administrativos continuam em andamento. O comunicado não especifica se novas medidas poderão ser aplicadas nem quando a apuração será encerrada.

Os dois casos envolvem estudantes de medicina de instituições privadas no Paraná e resultaram em procedimentos disciplinares internos. Na UniCesumar, a sindicância foi concluída e a reitoria adotou as medidas recomendadas. No FAG, três alunos já receberam advertência e suspensão, enquanto os processos administrativos seguem abertos.

Instituições não divulgaram nomes

As notas das universidades não identificam os estudantes punidos. A UniCesumar também não especificou quantas pessoas foram alvo das sanções ou como cada uma delas foi enquadrada na apuração. No caso do FAG, a instituição informou o número de alunos punidos, três, mas não apresentou detalhes individuais sobre as medidas além das advertências e suspensões.

Os comunicados também não apresentam informações sobre a repercussão das mensagens entre os estudantes ou sobre eventuais manifestações dos alunos envolvidos. No caso da UniCesumar, a universidade declarou oferecer apoio por meio do Naeme. Já o FAG informou que ainda conduz os procedimentos administrativos relativos ao episódio.

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